Quarto Dia: (Gen 1:14-19)
Versículos: Gen 1,14, Gen 1,15, Gen 1,16, Gen 1,17, Gen 1,18, Gen 1,19
É a partir deste terceiro Dia, que preside à nova Jerusalém terrestre, — preenchida por Tiphereth, a "Beleza" divina, e Rahamim, a "Misericórdia" pleníssima do Filho, — que o "homem novo" poderá elevar-se, a seu bel-prazer, através dos sete degraus deste "paraíso de baixo", até os do paraíso celeste ou do domínio próprio da "Jerusalém de cima". Nesta ascensão espiritual, o homem alcança, no quarto Dia, o "firmamento do céu", onde não é mais em modo terrestre, mas puramente celeste, que se encontra, como uma "estrela", em união com o Filho e sua Esposa; estes são aqui os "dois grandes luminares" celestes, sendo Ele o divino Sol que "preside ao dia" ou a toda atividade espiritual, enquanto Ela, sua Esposa, é a divina Lua que "preside à noite", a toda receptividade espiritual (Gen., I, 16-18). Tendo-se tornado, à imagem Deles, perfeitamente ativos e receptivos, "os que houverem sido inteligentes (conformes à "Inteligência" criadora e à "Sabedoria" ou Verdade unitiva do Um) brilharão como o esplendor do firmamento, e os que a muitos houverem conduzido à justiça serão como as estrelas, para todo o sempre" (Daniel, XII, 3). Assim, o quarto Dia implica a passagem do paraíso terrestre ao paraíso celeste, que o "ilumina" de cima e prepara a transição do criado à "Eternidade" (Netsah). É o Dia que sela a "Vitória" (Netsah) do Um sobre o múltiplo, ao passo que o quinto Dia, como foi visto, é aquele em que o múltiplo se separa totalmente de si mesmo, para reentrar na Imanência do Um. O sexto Dia, enfim, mostra toda a multidão reencontrando-se no estado arquetipal e incriado no Um imanente ou "Sabbat de baixo"; e o homem se revela aí como a derradeira e suprema síntese de todas as coisas, como o arquétipo dos arquétipos que, com todos eles, entra do Sabbat inferior — ou grande Círculo que engloba os seis Dias onto-cosmológicos — no sétimo Dia de cima, o da Tri-Unidade transcendente e, por Ela, no Absoluto. Schaya Creatio