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Graus de Oração

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Graus de oração

Existem vários graus de oração. O primeiro grau é a prece corporal, consistindo em grande parte nas leituras, nas posições em pé e nas prostrações. Em tudo isto é preciso paciência, trabalho e suor; pois a atenção foge, o coração nada sente e não deseja orar. Mesmo assim, permita-se uma regra moderada e sustente este esforço. Esta e a oração ativa.

O segundo grau é a oração com atenção: a mente se torna acostumada ao esforço de recolhimento em si-mesmo no momento da oração, e ora conscientemente sem distração. A mente está focalizada em palavras escritas a ponto de falar delas como se fossem suas.

O terceiro grau é a oração do sentimento: o coração é aquecido pela concentração de modo que o que antes era pensar agora se torna sentir. Onde antes era uma frase de arrependimento agora é o próprio arrependimento — ele-mesmo; e o que era primeiro uma petição em palavras é transformado em sensação de uma toda uma necessidade. Aquele que passou através da ação e do pensar para o verdadeiro sentimento, vai orar sem palavras, pois Deus é Deus do coração. Assim o fim do aprendizado em oração pode ser dito que vem quando em nossa oração movemos de sentimento em sentimento. Neste estado a leitura pode cessar, assim como o pensamento deliberado; deixa-se apenas habitar no sentimento com marcas específicas de oração.

Quando o sentimento da oração alcança o ponto onde se torna contínuo, a oração espiritual pode dizer-se que começou. Este é o dom do Espírito Santo orando em nós, o último grau de oração que nossas mentes podem apreender.

Mas existe, dizem, ainda outra espécie de oração que não pode ser compreendida por nossa mente, e a qual vai além dos limites de consciência: leia sobre isto S. Isaac o Sírio.