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Guardiões

VIGILÂNCIA — GUARDIÕES



René Guénon: OS GUARDIÕES DA TERRA SANTA

Ananda Coomaraswamy: CIVILIZAÇÃO

Por isso, na Cidade de Deus humana que estamos tomando como padrão político, as forças sensíveis e discriminadoras formam, por assim dizer, um corpo de guardas pelo qual a Razão Real é levada a perceber objetos de tato, e o coração é a sala da guarda onde eles recebem ordens (Platão, Timeu, 70B; Fílon, Opif. 139, Spec. IV.22 e outros). Essas forças, quer sejam denominadas deuses, Anjos, Éones, maruts, rsis, sopros, demônios e assim por diante, são as pessoas (visa, divisão de guardas etc.) do reino celestial e estão relacionados com o seu Chefe (vispati) do mesmo modo que os cavaleiros proprietários de terras estavam relacionados com um conde ou os ministros com um rei; são uma tropa do "Próprio do Rei" (sva) que o cerca como uma coroa de glória, "sobre cuja cabeça as eternidades formam uma coroa de glória que emite raios para fora" (Coptic Gnostic Treatise, XII) e "por tua glória entendo as forças que formam o teu corpo de guardas" (Fílon, Spec. 1.45). O relacionamento todo é uma relação de lealdade feudal em que os súditos levam tributos e recebem dádivas generosas: "Vós sois nosso e nós somos vossos" (Rg Veda VIII.92.32), "possamos ser vossos para que nos deis tesouros" (ibid., V.85.8 e outros; v. bhakti).