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GuenonSimbolos0316

ALQUIMIA — ATANOR


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René Guénon: SÍMBOLOS FUNDAMENTAIS DA CIÊNCIA SAGRADA

Habríamos podido recordar también el athanor hermético, el vaso en que se cumple la “Gran Obra”, cuyo nombre, según algunos, derivaría del griego athánatos, “inmortal”; el fuego invisible que se mantiene perpetuamente en él corresponde al calor vital que reside en el corazón. Hubiéramos podido, igualmente, establecer vinculaciones con otro símbolo muy difundido, el del huevo, que significa resurrección e inmortalidad, y sobre el cual tendremos quizá oportunidad de volver. Señalemos por otra parte, al menos a titulo de curiosidad, que la copa del Tarot (cuyo origen es, por lo demás, harto misterioso) ha sido reemplazada por el corazón en los naipes franceses, lo que es otro índice de la equivalencia de ambos símbolos.

Julius Evola: TRADIÇÃO HERMÉTICA

O «vaso» em que se realiza o trabalho — o aludel, o atanor— deve permanecer hermeticamente fechado até à realização da Obra Magna (ou Orando Obra), eis a prescrição de todos os autores. Acontece então que a parte subtil do «composto», também chamada «anjo», sob o calor ígneo, separa-se da parte pesada e corporal, mas sem poder fugir; empurrada contra a parede superior do vaso fechado, vê-se obrigada a condensar-se de novo e a descer, como um «destilado» que reage sobre o resíduo e o transforma. Um princípio fundamental da Arte é que o espírito não deve voar e fugir, sob pena de deitar a perder aquilo que se pretende conseguir. Artéfio diz: «Não deixeis exalar o Espírito, porque, se saísse do vaso, a tua obra ficaria completamente destruída.»

Eis a razão pela qual se não aconselham os Fogos demasiadamente violentos: porque a força dos espíritos poderia rebentar o vaso, e tudo se perderia sem aproveitamento algum; por essa razão, outros insistem na espessura do vidro do matrás e no seu perfeito, «hermético» fechamento. E aconselha-se a correr imediatamente em ajuda do Corpo quando a Alma se dilata por se ter afrouxado a ligação: de contrário «a Alma abandonará esta companhia terrena para se volver a outro elemento», o que parece não corresponder ao objetivo que se tenta alcançar. Da mesma maneira se exprime Zacarias: «Temos que permanecer atentos e vigilantes para não deixar passar o momento preciso, no nascimento da nossa Água Mercurial, com o fim de reuni-la ao seu corpo, que até aqui chamámos levedura e que a partir de agora chamaremos Veneno.». Neste caso a expressão veneno refere-se ao ponto no qual o princípio da obra se manifesta como uma força transcendente e dissolvente em relação aos estados individuados. E, acerca do assunto, Boehme diz: «Se o espírito foge da prisão, encerrai-o de novo nela.»