VIDE: HOMEM NOBRE; MESTRE DE SI MESMO; HOMEM VERDADEIRO, JUSTO
René Guénon: HOMEM VERDADEIRO E HOMEM TRANSCENDENTE
Esto resulta, de una manera directa e inmediata, de la situación propiamente «central» que ocupa el hombre en este estado de existencia que es el suyo 1 , o al menos, sería menester decir para ser más exacto, que debe ocupar en él en principio y normalmente, ya que es aquí donde hay lugar a precisar la diferencia entre el hombre ordinario y el «hombre verdadero». Éste, que desde el punto de vista tradicional, es en efecto el único que debe ser considerado como el hombre realmente normal, se llama así porque posee verdaderamente la plenitud de la naturaleza humana, al haber desarrollado en él la integralidad de las posibilidades que están implícitas en ella; los demás hombres no tienen en suma, se podría decir, más que una potencialidad humana más o menos desarrollada en algunos de sus aspectos (y sobre todo, de una manera general, en el aspecto que corresponde a la simple modalidad corporal de la individualidad), pero en todo caso está muy lejos de estar enteramente «actualizada»; al predominar en ellos este carácter de potencialidad, les hace, en realidad, hijos de la Tierra mucho más que hijos del Cielo, y es eso también lo que les hace yin en relación al Cosmos. Para que el hombre sea verdaderamente el «HIJO DEL CIELO Y DE LA TIERRA», es menester que, en él, el «acto» sea igual a la «potencia», lo que implica la realización integral de su humanidad, es decir, la condición misma del «hombre verdadero»; por eso es por lo que éste está perfectamente equilibrado bajo la relación del yang y del yin, y es por eso también por lo que, al mismo tiempo, al tener la naturaleza celeste necesariamente la preeminencia sobre la naturaleza terrestre allí donde están realizadas en una igual medida, él es yang en relación al Cosmos; solo así puede desempeñar de una manera efectiva el papel «central» que le pertenece en tanto que hombre, pero a condición de ser en efecto hombre en la plenitud de la acepción de esta palabra, y solo así, al respecto de los demás seres manifestados, «él es la imagen del Verdadero Ancestro» 2 .
Frithjof Schuon: O ESOTERISMO COMO PRINCÍPIO E COMO VIA
O homem nobre é o que se domina e gosta de se dominar; o homem vil é o que não se domina e tem horror a dominar-se.3 O homem espiritual é o que se sublima e gosta de sublimar-se; o homem mundano permanece horizontal e detesta a dimensão vertical. E isso é importante: ele não pode submeter-se a um ideal constrangedor — nem procurar sublimar-se com vistas a Deus — sem ter na alma o que os psicanalistas chamam de "complexos". Isso equivale a dizer que há "complexos" que são normais no homem espiritual, ou mesmo no homem decente, e que, de forma inversa, a ausência de "complexos" não é, em suma, necessariamente uma virtude. Por certo o homem primordial, ou o homem deificado, não tem mais complexos, mas não basta ser sem complexos para ser um homem deificado ou um homem primordial.
A raiz de toda sinceridade verdadeira é a sinceridade para com Deus, não para com a nossa vontade arbitrária. Isto significa que não basta crer em Deus; deve-se, também, apresentar todas as suas consequências em nosso comportamento interior e exterior. E quando se aspira a uma perfeição — visto que Deus é perfeito e nos quer perfeitos —, procura-se manifestá-la, antes mesmo de tê-la concretizado, para poder concretizá-la.
Aquele que se submete às normas interiores e exteriores, portanto, o que se esforça no caminho da perfeição ou da eliminação das imperfeições — esse sabe muito bem que, entre os que não fazem esse esforço, há os que são melhores do que ele do ponto de vista das qualidades naturais. Mas, sendo dotado de inteligência, sem o que não seria homem, não pode ignorar que, do ponto de vista da metafísica e do esforço espiritual, é necessariamente melhor que os mundanos, quer queira quer não, e que um esforço com vistas a Deus vale infinitamente mais do que uma simples qualidade natural que nada valoriza espiritualmente. Não obstante, os mundanos sempre procuram cúmplices para a sua dissipação e perda, e é por esse motivo que os espirituais deles se afastam na medida do possível, a não ser que tenham uma missão apostólica. Mas, neste caso, os espirituais evitarão cautelosamente imitar o mau comportamento dos mundanos, isto é, ser contrários aos que eles prezam.
NOTAS: