HUWA
O Pronome Huwa (Ele), que é aquele da pessoa «ausente», se refere mais diretamente ao mistério e ao «segredo» da Personalidade Divina. Designa então tanto o «o Si Supremo, absoluto e universal», para retomar os termos de Michel Valsan, que a Realidade essencial não-manifestada por ela mesma que «penetra» e sustenta toda a existência: sob este último aspecto, ela se identifica à Haqiqa maometana e à função universal do Profeta, que Alá extenda sobre ele Sua Graça unitiva e Sua Paz! A predominância numérica da fórmula La ilaha illa Huwa se explica desde então pelo fato que a onipresença do princípio designado pelo Pronome Divino da terceira pessoa autoriza sua utilização enquanto substituto significativo de tal ou tal Nome particular. Por exemplo, o primeiro Tawhid é designado pelo Xeique como sendo «aquele do Único» pelo simples fato que o versículo onde figura começa pela fórmula «E vosso Deus é um Deus Único...» (Cor 2,163) de tal sorte que é a este «Deus Único» que o último termo do Tahlil, que segue imediatamente sob a forma «Não há Deus senão é Ele», faz referência em realidade. Pode-se igualmente compreender neste sentido o anúncio que se encontra no texto introdutivo, segundo o qual «mencionaremos os Nomes Divinos que intervêm no Tahlil», pois evidentemente estes Nomes não podem ser reduzidos aos três pronomes figurando no enunciado literal da fórmula. Em revanche, Ana (Eu) e Anta (Tu) aparecem sempre em relação com a ideia de Personalidade Divina, como duas manifestações teofânicas de tipo complementar, visadas a primeira como «interior» e a segunda como «exterior» em relação àquele que proclama a Unidade principial e que não é outra senão o Verbo manifestado ele mesmo.