Qualquer tentativa de abordar este "livro" sem o mínimo estudo das noções chaves sobre o qual se constitui, será fadada ao fracasso. E mesmo o entendimento destas noções chaves não oferece nenhuma garantia de compreensão de tudo que este livro guarda. É preciso ter claro que estamos a milhares de anos de sua "criação", e completamente imersos em uma cultura e civilização totalmente distinta daquela da qual ele é um berço fundamental. Diz a lenda que Confúcio só começou a comentar o I Ching depois dos setenta anos de idade. Nossa única chance encontra-se em seguir os passos de tradicionalistas e filósofos, que nos abriram algumas entradas possíveis, dada a linguagem simbólica sobre a qual este livro foi constituído, com a clara intenção de transportar sua mensagem adiante através das gerações. A seguir reunimos alguns dos elementos importantes para uma abordagem do I Ching, nos valendo em grande parte do legado destes notáveis precursores na busca de sua compreensão.