Mitos
VIDE: Mitologia Grega, Mistério
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Simbolismo
Fernando Pessoa: Rosea Cruz
Depois os senhores não sabem a razão intima e occulta da vida universal; não sabem o quanto tudo está providenciado, como a acção mais insignificante tem o seu logar ooculto e mystico no propósito progressivo das cousas. Porque é que em todos os combates em que entrou Napoleão não foi attingido por uma bala? Se os senhores soubessem porque foi!
Discutem outros dos vossos scientistas sobre se Jesus Christo existiu ou não. Se soubessem! Se soubessem o que é existência! Mas não o sabem, não o podem saber e errarão sempre. O senhor já leu o opusculo de Pères provando que Napoleão nunca existiu? Já? E que achou?
«Achei curioso, e cheio de coincidências extranhas realmente. Também a mythologia offerece estofo para...»
Se o senhor soubesse o que é um mytho! E achou curioso o livro? E nunca lhe passou pela cabeça que elle é mais que curioso, e que aquellas coincidências possam ter um sentido ooculto e extranho? Nunca sequer perguntou a si se ha realmente coincidencias, cousas fortuitas, acasos? E o senhor typifica, em si n'este moanemto, a orientação da sciencia e da sabedoria brancas. Que pena eu nem sequer poder pensar dizer-lhe a verdade que o senhor, aliás, não perceberia!
E já pensou no que é um Grande Homem na historia e como é e porque causas elle appareee? Nunca?
Hans Urs von Balthasar: Excertos do Prefácio ao livro "MEDITAÇÕES SOBRE OS 22 ARCANOS MAIORES DO TARÔ"
Eudoro de Sousa: "Sempre o mesmo acerca do mesmo"
Julius Evola: Revolta contra o Mundo Moderno
- Os mitos tradicionais como integração da experiência objetiva da natureza e da história
- A consideração dos mitos dos antigos, originariamente, não como fábulas poéticas, mas como uma integração da experiência objetiva da natureza, completando os dados sensíveis com símbolos vivos do elemento sutil, demoníaco ou sacro, do espaço e da natureza.
- O alargamento destas considerações a todos os mitos tradicionais, reconhecendo que toda a mitologia surge de um processo necessário em relação à consciência individual, com origem em relações reais com a supra-realidade.
- A consideração dos mitos naturalistas, teológicos ou históricos não como um acréscimo arbitrário, mas como uma integração dos factos ou das pessoas, completando a sensibilização ao seu conteúdo supra-histórico.
- A afirmação de que a eventual falta de correspondência entre o elemento histórico e um mito demonstra mais a não-verdade da história que a do mito, pressentida por Hegel quando falou da impotência da natureza.