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Philastre

Paul-Louis-Félix PHILASTRE (1837-1902)


Encarregado do governo francês em diferentes missões administrativas e diplomática na Indochina e na China, Philastre se dedicou ao estudo da cultura e da Tradição chinesa, realizando uma tradução renomada, inclusive entre os tradicionalistas como Matgioi e René Guénon.

YI KING

Excertos de sua introdução ao I Ching (livro na íntegra em francês no link acima)

A substância primitiva do I Ching é uma série de sessenta e quatro Hexagramas, formados por dois tipos de traços: um traço pleno ——— e um traço partido — —. A tradição relata que Fou Hi contemplando céu, depois baixando os olhos à terra e nela observando as particularidades, considerando a aparência dos pássaros e as produções da terra, as características do corpo humano e aquelas dos seres e das coisas exteriores, começou por traçar oito koua, ou Trigramas, com as duas linhas em questão; em seguida combinando estes oito primeiros koua simples dois a dois, formou sessenta e quatro Hexagramas; eis aí sua obra e a trama do I Ching.

Wen Wang, príncipe feudal, vassalo do último imperador da dinastia Sheang, exilado e internado como suspeito, redigiu, enquanto esteve banido, para cada um dos sessenta e quatro signos, uma fórmula de algumas palavras, expressando o valor geral. Seu filho Tsheou Kong compôs por sua vez uma fórmula para cada traço de cada hexagrama. Mais tarde, Khong Tse, retomando a obra, compôs vários comentários particulares que se designa em conjunto, de modo arbitrário, sob a rubrica de "Dez batidas de asa".

Os chineses fazem questão de estabelecer que a tradição oral do ensinamento da doutrina contida no I Ching não foi jamais interrompida; citam os mestres e seus discípulos e continuadores desde de Khong Tse (Confúcio) até os filósofos do renascimento das letras, sob a dinastia Song.


Excertos: