Em resenha na revista "Études Traditionnelles" (487, 1985), Denys Roman apresenta este livro assim.
Um dos grandes méritos do autor é dar um sentido coerente aos monumentos, onde só se admirava a “fantasia” dos artistas que os criaram. O autor estudando os monumentos criados entre os séculos IV e XVIII mostra o trabalho de centenas de artistas herdeiros da tradição secular europeia, que deixam transparecer em suas obras esta noção fundamental: o mundo humano, para subsistir, deve permanecer em harmonia com a ordem do Cosmo.
Símbolos cósmicos na arte cristã
Após mais de vinte anos de pesquisa sobre a geografia sagrada da Europa, especialmente da bacia mediterrânea, cujos resultados foram em parte expostos em Geografia sagrada do mundo grego e Delfos, Delos e Cumes, Richer se volta para o tema deste livro, percorrendo:
- o simbolismo animal na arte bizantina
- elementos decorativos e esculturais, mosaicos, pinturas e pequenos objetos e relicários.
- decorações murais, representações da Virgem e dos santos.
Fica faltando neste estudo uma análise da geografia sagrada do mundo cristão, tema tão apreciado e estudado pelo autor.
Índice
- Representações zodiacais simples
- Grupos de Animais
- Leitura do decoro de alguns monumentos
- Os mosaicos antigos e paleo-cristãos
- Os calendários e os relevos da pequena Metrópole de Atenas
- Cenas de Caça
- Cofre de Veroli
- Hospitalidade de Abraão
- Representações naturalistas e simbólica zodiacal
- Símbolos dos Evangelistas e Personagens com Cabeças de Animais
Excertos