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id da página: 11456 Stephane Ruspoli – O Espírito Santo no sufismo de Ruzbehan

Ruspoli Ruzbehan Espirito Santo

Stephane Ruspoli – Ruzbehan Tratado Espirito Santo

O Espírito Santo no sufismo de Ruzbehan

  • Dedicatória do tratado às almas de elite entre os sufis

    • União dos sufis do presente e do passado por um ideal comum de santificação do espírito.
    • Origem comum de todos os espíritos no Espírito Santo (Ruh al-quds) como seu princípio celestial.
    • Consciência de Ruzbehan quanto à filiação divina das almas humanas e suas experiências místicas.
  • Função do Espírito como mediador entre a divindade e as almas

    • Mediação do Espírito entre a divindade e as almas dos peregrinos.
    • Determinação específica da luz e da vida divinas imanentes aos seres.
    • Origem da concepção na tradição bíblica reinterpretada pelo islamismo.
    • Insuflação do Espírito divino em Adão durante a criação, conforme o Alcorão.
    • Exegese de Ruzbehan sobre a busca da santidade (quds) e a filiação divina das almas, denominadas "espíritos santos".
    • Pré-existência das entidades humanas como germes no seio do Adão primordial.
    • Envio dos espíritos santos para matrizes corporais e seu governo através da inteligência ('aql).
    • Resposta das almas fiéis ao pacto metafísico do Acordo no pleroma celestial.
    • Reconhecimento da soberania divina pela resposta à pergunta "Não sou eu vosso Senhor?".
    • Recordação da origem nobre das almas criadas à imagem divina, citando o Profeta: "Deus criou Adão como imagem de sua própria forma".
  • Primazia do Espírito Santo (al-Ruh al-quds) e sua relação com a revelação

    • Aplicação do adjetivo qudsi especificamente ao Espírito, conforme estabelece o Alcorão.
    • Identificação do mensageiro de Deus com o anjo Gabriel no islamismo primitivo.
    • Ligação da comunicação do Espírito com a profetologia e a angelologia na exegese teológica.
    • Aquisição dos graus espirituais do wali pela mediação do Espírito Santo, seguindo o modelo profético de Mohammad.
  • Teofania primordial do Espírito e a cosmogonia do "Tesouro Escondido"

    • Revelação de Deus como o "Tesouro Escondido" (Deus absconditus) que deseja ser conhecido.
    • Produção dos espíritos no pleroma como ato de autorrevelação divina.
    • Citação do hadith qudsi: "Eu era um Tesouro escondido e amei ser conhecido, então criei os seres.".
    • Desejo epifânico da divindade como origem da criação.
    • Desenvolvimento da teoria pneumatológica do espírito-luz por Ibn Arabi, interpretando a emanação divina.
    • Gravura dos espíritos sem forma material antes de sua incorporação na condição terrestre.
    • Instauração divina do Espírito Santo como a primeira figura da nostalgia criadora, conforme reflexão de Henry Corbin.
    • Criação dos seres a partir do sopro de misericórdia por amor do "Tesouro Escondido".
    • Projeção da luz divina nas almas através dos atributos de Beleza (Jamal) e Majestade (Jalal).
    • Superioridade do Espírito (Ruh) em relação ao intelecto ('aql), que é sua hipóstase na forma humana.
  • Categorias de busca do Espírito e a capacidade noética das almas

    • Reconhecimento do Espírito pelo comum dos homens através de sinais de sua influência nos existentes.
    • Visão do Espírito pela elite mediante seus modos de ser e movimentos na via espiritual.
    • Contemplação interior do Espírito pela elite da elite nas teofanias de glória, beleza e majestade.
    • Correlação entre a origem da cosmogonia e a efusão do conhecimento divino na hermenêutica de Ruzbehan.
  • Movimento de convergência: autorrevelação divina e ascensão humana

    • Correspondência entre a autorrevelação da divindade como Espírito universal e a ascensão do homem.
    • Libertação do espírito da "gaiola das naturezas elementares" como um pássaro ou borboleta.
    • Travessia dos domínios sutis do Malakut e descoberta da riqueza do pleroma angélico.
    • Perfuração do olho do coração no universo dos sinais e segredos divinos.
    • Alternância dos estados de presença e ausência, abolição e subsistência.
    • Iniciação aos atributos paradoxais da realidade divina, una e múltipla.
    • Experiência do servo, aterrado pela Onipotência e ressuscitado pela Beleza da teofania, até se liberar da existência e da não-existência.
  • Revelação da essência pura de Deus pelo Espírito Santo

    • Revelação da essência pura de Deus, sem forma nem figura, pelo Espírito Santo.
    • Papel do Espírito como pedagogo e guia providencial para o peregrino.
    • Investigação sobre a origem e filiação do Espírito Santo na tradição patrística grega.
    • Resposta do profeta Mohammad sobre a origem do Espírito: "O Espírito procede da ordem de meu Senhor".
    • O coração do fiel como lugar onde Deus é encontrado, "entre os dois dedos do Misericordioso".
    • Submissão da alma às iniciativas do Espírito para modelá-la à imagem divina.
    • Desvelamento de Deus através dos atributos de graça (lutf) e de constrangimento (qahr).
  • Condição ambivalente do Espírito Santo na economia das almas

    • Liberdade do Espírito devido à sua origem divina no reino da luz.
    • Sujeição do Espírito às condições individuais e vicissitudes da alma carnal.
    • Objetivo do homem-pássaro de evadir-se da "gaiola" da condição humana para a "pátria celestial".
    • Estabelecimento do Espírito na gnose divina, mesmo no exílio do mundo, sem separação de Deus.
    • Possibilidade de elevação através da ascese e oração espiritual, cavalgando a montaria da luz.
  • Experiência de santificação e a jornada da alma através dos mundos superiores

    • Descrições de Ruzbehan com imagens da natureza, do mundo vegetal e animal.
    • Criação de um paraíso de contemplação interior pela alma.
    • Introspecção visionária do microcosmo interior e suas extensões sutis no Malakut e Jabarut.
    • Temas de eleição, noivados celestes, paramentos de luz e angelofanias.
    • Cenários paradisíacos com aves místicas, jardins, fontes e fragrâncias.
    • Superação das mediações para atingir o limiar da verdadeira Presença (al-Ghayb).
    • Chamado de Deus que retumba no coração humano (del), o "Trono de Deus".
    • Coração espiritual como serralho do palácio de Deus, receptáculo da revelação e tabernáculo do Ser divino.
    • Árvore do coração cujo fruto é o amor e cuja semente é a fé.
    • Forma do coração comparada a uma pérola no fundo do mar, contendo a joia do Espírito.
  • Topografia mística: os três mundos da realidade divina

    • Mundo do Jabarut como esfera da onipotência divina e dos atributos de perfeição.
    • Mundo do Malakut como reino da "alma universal" para onde os peregrinos se transportam em contemplação.
    • Mundo do Molk como esfera física do mundo sensível, correlato analógico do corpo.
    • Desdobramento da realidade divina (haqiqat) como um aion de luz que envolve os três mundos.
    • Radiância da Face divina através de setenta mil véus, coincidindo com a eternidade (qidam).
    • Contração do tempo cronológico terrestre (zaman) na eternidade (dahr).
    • Viagem da alma como uma sucessão de instantes (waqt) ou transportes extáticos.
  • Descrição da êxtase (wajd) como essência da atração divina

    • Definição da êxtase como a essência da atração divina e verdadeiro desapossamento de si.
    • Visão dos extáticos proveniente do altar da contemplação, bebendo o licor da união.
    • Comoção da êxtase como veemência dos amantes e entusiasmo dos gnósticos.
    • Êxtase como luz do sol da santidade que nasce no Oriente da intimidade.
    • Êxtase como aquisição do Espírito e experiência de ressurreição que liberta da "concha do tempo".
  • O fenômeno de investitura (iltibas) e a anfibologia no amor

    • Iltibas como investitura de propriedades louváveis ou blâmáveis nos receptáculos humanos.
    • Aspecto positivo do iltibas como revestimento epifânico dos atributos de beleza e majestade.
    • Intuição de que a divindade se oculta e se revela através das formas adâmicas.
    • Primeiro ato de investitura divina na criação de Adão "segundo a forma divina".
    • Iltibas como junção dos opostos, união nupcial do amante e do Amado, a "estação da anfibologia no amor".
    • Operação teofânica como perfuração do Espírito que ilumina o âmago da consciência (sirr).
    • Progressão dos peregrinos na experiência do tawhid, revestindo sua própria divindade.
    • "Noivas da teofania" ou virgens de luz como mediadoras místicas da descida do Espírito Santo.
    • Paralelo com a doutrina do "Pastor de Hermas", onde virgens são "espíritos santos" que revestem o homem.
  • Estações e estados místicos no sufismo de Ruzbehan

    • Exploração dos estados místicos, da audição espiritual (sama'), do próno e da extase.
    • Ênfase na coincidentia oppositorum e nos paradoxos da dinâmica da união.
    • Conhecimento verdadeiro como algo equívoco, alusivo e sujeito a condições e provações.
    • Experiência variável dos impactos dos estados místicos conforme a categoria do peregrino (comum, elite, elite da elite).
    • Dificuldade de imersão na "fonte da reunião" ('ayn al-jam') como término da viagem.
  • A "fonte da reunião" ('ayn al-jam') e o Tawhid essencial

    • 'Ayn al-jam' como sinônimo de aniquilação (fana') no oceano divino.
    • Tawhid esotérico como superação da dualidade entre Deus e seus servos.
    • Alcance da fonte da reunião como contemplação de Deus com o olho de Deus.
    • Realidade da certeza enunciada nas locuções místicas de Hallaj e Bastami.
    • Progressão até a luz divina e extinção dos existentes na existência divina verdadeira.
    • Proclamação "Eu sou Deus!" como identificação com a fonte do Ser verdadeiro.
    • Comparação do desvelamento interior a um fenômeno de espelho refletindo o Uno.
    • Abertura de "cem mil olhos" nos adeptos da elite da elite para contemplar os atributos divinos.
    • Contemplação de setenta mil atributos pelos adeptos da perfeição no Tawhid.
    • Redução de todos os atributos a um Único que é Deus.
  • Finalidade da busca dos peregrinos da unidade: o despojamento total

    • Revelação no coração dos amantes através dos setenta mil véus de excelência, graça e delicadeza.
    • Estado dos amantes como consumidos pelo desejo, permanecendo desnorteados e sequiosos.
    • Conversão da existência obtida em desnudamento total no espelho de cada peregrino.
    • Redução das entidades humanas à pura luz da unidade essencial exigindo renúncia total.
    • Condição da verdadeira pobreza (pobreza em espírito) como herança do reino dos céus, conforme Jesus.
    • Identificação dos crentes de coração fiel como os "pobres de Deus", cuja riqueza é o amor, conforme o Alcorão: "Vós sois os pobres de Deus e Deus é o Rico, bendito seja".