O verdadeiro remédio — tópicos
- Da causa do sofrimento segundo todas as tradições
- Melhorar o mundo? com qual espírito?
- Os dois planos da noção de "pecado"
- Do pecado-vício e do pecado-estado
- Que quer dizer compreender a religião?
- Buscar primeiro "o reino de Deus"
- De uma contradição aparente da Divina Comédia, o caso do papa Celestino V
Resumo detalhado
- A convicção unânime da antiga Cristandade e de todas as outras sociedades tradicionais sustenta que a causa da miséria mundial reside na decadência do ser humano, e não meramente na ausência de conhecimento ou de organização.
- Nenhum avanço ou regime tirânico será capaz de erradicar permanentemente o sofrimento, sendo a santidade universal a única força que, em alguma medida, poderia alcançar tal feito, se fosse realisticamente possível transformar o mundo em uma comunidade de contemplativos e, assim, em um novo Paraíso terrestre.
- Não se infere que o homem deva abster-se de buscar a superação dos males de sua vida, de acordo com sua natureza e bom senso, o que não requer nenhuma ordenança divina ou humana.
- É distinto buscar o bem-estar relativo em um país com a intenção de servir a Deus de almejar a concretização da felicidade perfeita na terra e em separação de Deus, sendo este último objetivo predestinado ao fracasso, justamente porque a eliminação duradoura das misérias humanas está condicionada à conformidade do indivíduo com a Natureza divina ou à sua estabilização no "reino de Deus que está dentro de vós".
- Enquanto os homens não alcançarem a "interioridade" santificadora, a extinção das provações terrenas não é apenas irrealizável, mas também não é desejável, pois o pecador — o indivíduo "exteriorizado" — necessita do sofrimento para expiar suas faltas, desvencilhar-se do pecado ou escapar da "exterioridade" que lhe dá origem, conforme mencionado em uma nota de rodapé no texto original.
- Do ponto de vista espiritual, que é o único que considera a verdadeira causa das calamidades, o mal não é, por definição, aquilo que causa sofrimento, mas sim aquilo que, mesmo proporcionando máximo conforto, prazer ou até mesmo "justiça", frustra um máximo de almas em relação aos seus fins últimos.
- A problemática se resume, essencialmente, aos seguintes questionamentos: qual o benefício de eliminar os efeitos se a causa persiste e continua a gerar efeitos análogos indefinidamente; e, com maior gravidade, por que eliminar os efeitos do mal em detrimento da erradicação da própria causa; e, por fim, qual o propósito de eliminá-los substituindo a causa por outra ainda mais nefasta, a saber, a aversão ao Sumo Bem e o apego às coisas transitórias.
- Em síntese, se as calamidades mundanas forem combatidas em desconexão com a verdade integral e o bem supremo, serão criadas calamidades incomensuravelmente maiores, começando, precisamente, pela negação dessa verdade e pela apropriação desse bem.
- Aqueles que pretendem libertar o homem de uma "frustração" secular são, na realidade, os que lhe impõem a mais drástica e irreparável das frustrações.
- É inerente à natureza humana procurar aprimorar o mundo, contudo, tal esforço deve ser realizado de uma maneira plenamente humana e, consequentemente, divina.
- A afirmação "Quem não ajunta Comigo, dispersa", tal como outras, aparenta ter sido negligenciada, apesar da notória instrução de uma encíclica de que "A Igreja deve perscrutar os sinais dos tempos e interpretá-los à luz do Evangelho", sendo observado, no entretempo, o inverso matemático dessa recomendação.
- A máxima "Buscai primeiramente o reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" constitui a chave para a questão da condição terrestre, assim como a sentença "O reino de Deus está dentro de vós".
- A definição de "pecado" abrange inicialmente dois níveis ou dimensões: o primeiro exige "obedecer aos mandamentos", e o segundo, conforme a exortação de Cristo ao jovem rico, impõe "seguir-me", o que implica estabelecer-se na "dimensão interior" e assim atingir a perfeição contemplativa, exemplificada pela primazia de Maria sobre Marta.
- O sofrimento mundial decorre não apenas do pecado em seu sentido rudimentar, mas sobretudo do pecado de "exterioridade", o qual inevitavelmente engendra todos os outros.
- Um mundo perfeito não seria apenas habitado por homens que se abstêm de pecados de ação e omissão, como o jovem rico o fez, mas, acima de tudo, por homens que vivem "voltados para o Interior" e firmemente alicerçados no conhecimento — e, portanto, no amor — desse Invisível que transcende e abarca a totalidade.
- Existem três níveis a serem considerados: o primeiro é a abstenção do pecado-ato, como o assassinato, o roubo, a mentira e a omissão do dever sagrado; o segundo é a abstenção do pecado-vício, como o orgulho, a paixão e a avareza; o terceiro é a abstenção do pecado-estado, que se manifesta como essa "exterioridade" que é simultaneamente dispersão e endurecimento, e que é a fonte de todos os vícios e transgressões.
- A ausência desse pecado-estado é sinônimo de "amor a Deus" ou "interioridade", independentemente de sua modalidade espiritual, sendo somente essa interioridade capaz de regenerar o mundo, o que justifica a afirmação de que o mundo teria colapsado há muito tempo sem a presença, visível ou oculta, dos santos.
- O pecado-vício e, com maior intensidade, o pecado-estado constituem o pecado intrínseco, e ambos os níveis confluem no orgulho, que é uma noção-símbolo que sintetiza tudo o que aprisiona a alma na exterioridade e a afasta da Vida divina.
- No que concerne ao primeiro nível — a transgressão —, o pecado é distintamente caracterizado em função da intenção, ou seja, da oposição real a uma Lei revelada.
- Um ato proibido pode, em circunstâncias específicas, tornar-se permitido, pois é sempre lícito mentir a um bandido ou matar em legítima defesa, contudo, fora de tais circunstâncias, o ato ilícito invariavelmente se conecta ao pecado intrínseco, integrando-se ao pecado-vício e, por conseguinte, ao pecado-estado, que é o "endurecimento do coração" ou o estado de "paganismo", conforme a linguagem bíblica.
- Não é possível qualquer aliança entre o princípio do bem e o pecado organizado, o que significa que os poderes mundanos, sendo inerentemente pecaminosos, arquitetam o pecado com o objetivo de anular os efeitos do pecado.
- A nova "pastoral" parece buscar adotar a "linguagem" do "mundo", o qual ascendeu a uma entidade digna de honra sem qualquer motivo discernível para essa inesperada promoção, e querer falar a "linguagem" do "mundo" ou a de "nosso tempo" — que é outro argumento que se resume a ruído e se abstém de qualquer prova — equivale a fazer a verdade se expressar na linguagem do erro e a virtude na linguagem do vício, conforme mencionado em uma nota de rodapé no texto original.
- Compreender a religião implica aceitá-la sem impor-lhe condições desrespeitosas, e condicioná-la é, obviamente, não a entender e torná-la subjetivamente ineficaz, sendo a ausência de negociação um componente da integridade da fé.
- Impor condições, seja no âmbito do "bem-estar" individual ou social, ou no da liturgia que se deseja simplória e trivial, demonstra uma ignorância fundamental sobre a natureza da religião, de Deus e do homem.
- Tal atitude reduz, de imediato, a religião a um pano de fundo neutro e inoperante, o que ela não pode ser sob nenhuma circunstância, e antecipadamente a priva de todos os seus direitos e de sua razão de ser.
- O humanitarismo secular, ao qual a religião institucional demonstra inclinação crescente de se fundir, é incompatível com a verdade integral e, por conseguinte, com a verdadeira caridade, pela simples razão de que o bem-estar material do homem terrestre não constitui o bem-estar total e, na prática, não coincide com o interesse global da pessoa humana imortal.
- A norma é um bem-estar sóbrio, não inflacionado artificialmente, cujos riscos espirituais o homem compensa por meio de uma ascese interior.
- Todas as civilizações tradicionais, em seu estado ideal, buscam concretizar tanto esse bem-estar essencial, que é um favor contingente, quanto essa ascese, que é uma exigência incondicional, conforme mencionado em uma nota de rodapé no texto original.
- A felicidade genuína — ou o bem-estar integral — só pode emergir desse equilíbrio, deixando-se de lado qualquer questão de destino e de disposição subjetiva, conforme mencionado em uma nota de rodapé no texto original.
- "Buscai primeiramente o reino de Deus..." é a máxima que deveria ser incessantemente recordada, constituindo o principal dever dos homens de religião, e se há uma verdade particularmente pertinente a "nosso tempo", é esta mais do que qualquer outra.
- O verdadeiro remédio é, como afirmado, buscar em primeiro lugar o reino de Deus, mas a constituição humana é tal que essa verdade pode, em certas situações, gerar conflitos de funções, deveres ou vocações.
- Tal situação é ilustrada por um curioso paradoxo na Divina Comédia, instrutivo o suficiente para merecer análise.
- Não é habitual entrar em detalhes de fenômenos históricos ou pessoais, mas é permitida esta exceção por ela oferecer um exemplo concreto da intricada atuação da Providência.
- Uma das contradições visíveis ou reais na Divina Comédia é o posicionamento de Dante no inferno de um santo, o Papa Celestino V, a quem o poeta censura por ter abdicado, traindo assim seu encargo.
- A história, conhecida, mas frequentemente esquecida, narra que após a morte de Nicolau IV, no final do século XIII, o trono apostólico permaneceu vago por mais de dois anos, e os cardeais elegeram o eremita Pier Angelerio de Murrhone, dos Abruzos, um idoso santo fundador da ordem dos Celestinos, conforme mencionado em uma nota de rodapé no texto original.
- A razão para essa inesperada eleição foi a ameaça do eremita de condenação ao inferno caso os cardeais demorassem mais para eleger um papa.
- Logo após sua eleição, o santo homem — que adotou o nome de Celestino V — foi mantido praticamente em cativeiro em Nápoles pelo rei Carlos II e pelo clã Colonna, defensores da reforma moral e política da Cristandade.
- O novo papa rapidamente nomeou alguns cardeais com a mesma orientação, uma ação necessária que, contudo, provocou veementes protestos do partido oposto, os "mundanos", representados principalmente pelo clã Caëtani.
- Foi um cardeal dessa família quem persuadiu o papa a abdicar em seu favor, e este, ao se tornar o Papa Bonifácio VIII, manteve seu predecessor aprisionado em Roma, onde Celestino faleceu após dois anos de cativeiro.
- Em uma primeira passagem do Inferno referente a Celestino V, Dante "vê e reconhece" no primeiro círculo do inferno, destinado aos pecados de omissão, "a sombra daquele que por covardia fez a grande recusa" (III, 53-60).
- Em uma segunda passagem do Inferno, Bonifácio VIII menciona "as duas chaves que a meu predecessor não foram caras" (XXVII, 103-105).
- Em uma terceira passagem, o mesmo Bonifácio VIII é acusado de ter "arrebatado por fraude (a Celestino V) a Bela Senhora (a Igreja) para depois dela abusar" (XIX, 55-57).
- A atitude de Dante em relação a Celestino V parece excessiva, mas devem ser considerados os seguintes fatores: primeiramente, a canonização do papa-eremita, realizada sob o pontificado de Clemente V, ocorreu aparentemente após a conclusão do Inferno.
- Em seguida, Dante evita nomear Celestino V, levando alguns a sugerir que a primeira passagem citada se refere a Esaú ou Diocleciano, ambos de certa forma traidores de seu encargo, conforme mencionado em uma nota de rodapé no texto original.
- Por fim, apenas a primeira passagem coloca o papa no inferno — admitindo-se que seja realmente ele — enquanto as outras duas colocam Bonifácio VIII, e as alusões a Celestino V — inquestionáveis desta vez — não implicam que este também esteja condenado.
- De qualquer modo, a razão pela qual Dante não hesitou em fazer as insinuações citadas explica-se por considerações espirituais e políticas desfavoráveis a Bonifácio VIII, e, sob outra perspectiva, pelo temperamento altivo e combativo do poeta, conforme mencionado em uma nota de rodapé no texto original.
- A eleição de Bonifácio VIII só foi possível devido à abdicação de Celestino, um ato inédito na história do papado.
- Foi imputado ao papa-eremita ter sucumbido sem resistência à influência dos Colonna, uma crítica infundada, pois os Colonna estavam alinhados com os spirituali, partilhando com o papa a aversão à mundanidade ambiciosa e insaciável do clero.
- Celestino V não tinha motivo algum, para dizer o mínimo, para se opor a tendências justas — e em consonância com seus próprios sentimentos — simplesmente porque seus quase-carcereiros as apoiavam.
- Em princípio, Celestino V poderia ter concretizado seus planos de renovação da Igreja, mas rapidamente se deparou com dificuldades imprevistas e amplamente inconcebíveis para um homem de sua pureza.
- Foi por ter desperdiçado essa oportunidade, e tê-la cedido em favor de um representante por excelência da inclinação mundana, que Dante não pôde perdoá-lo, conforme mencionado em uma nota de rodapé no texto original.
- Dito isto, resta elucidar o porquê de Celestino V, um homem de incontestável virtude, ter se esquivado do que Dante considerava um dever imperativo.
- Essas razões, embora não fossem do interesse do "águia de Florença" ou lhe escapassem no momento da escrita do Inferno, justificam e atenuam a postura do santo pontífice, que, a priori, não era um homem deste mundo inferior.
- Celestino V era um contemplativo por essência, não por conversão, mas por natureza, o que no vocabulário da gnose é denominado um "pneumático", ou seja, um ser atraído pelo Céu de maneira "sobrenaturalmente natural".
- O nome Coelestinus, escolhido pelo novo papa e dado à ordem monástica que fundou, também sugere esse significado.
- O pneumático vive da reminiscência de um paraíso perdido, buscando apenas o retorno à sua origem, e possuindo uma natureza quase angelical, ignora em grande parte a natureza média dos homens.
- Desconhecendo de antemão que a maioria dos homens é composta por "feras", Celestino V, com uma santa ingenuidade, os considerava semelhantes a si mesmo, ou até melhores.
- Ele ignorava a extensão do domínio das paixões, ambições e outras ilusões sobre a inteligência e a vontade, e a capacidade dos homens para a dissimulação, o que, aliás, atesta sua culpabilidade.
- Foi preciso tornar-se papa para que ele se apercebesse disso.
- Um companheiro do jovem São Tomás de Aquino, na presença de outros jovens monges, pediu-lhe para olhar pela janela para ver um boi a voar, o que o santo fez, sem naturalmente ver nada.
- Todos riram, mas São Tomás, imperturbável, comentou: "Um boi a voar é algo menos surpreendente do que um monge a mentir".
- Não se deve censurar as almas puras por uma certa credulidade, que na verdade lhes é honrosa, sobretudo porque sua humildade as predispõe a superestimar os outros, desde que a evidência contrária não se imponha de imediato.
- Pier Angelerio aceitou a tiara por acreditar que era a vontade de Deus, mas a Providência almejava para ele uma experiência espiritual, e não o pontificado.
- Essa experiência deveria servir, ao mesmo tempo, como um ensinamento de incorruptibilidade para os demais, e não um exemplo de fragilidade ou covardia.
- Deus desejou demonstrar, ademais, que há vocações que se excluem mutuamente — a menos que se possuam dons raríssimos, típicos sobretudo dos Profetas — e que nenhuma vocação é-Lhe mais grata do que a da contemplação, que potencialmente abrange todas as outras.
- De fato, Celestino V teria sido um papa ideal no ambiente normal desejado por Dante, ou seja, sob a tutela de um imperador poderoso e plenamente consciente de seu encargo, e na ausência das intrigas políticas que afligiam os pontífices romanos.
- Foi, sem dúvida, sob essa perspectiva de normalidade que o eremita dos Abruzos aceitou a tiara, e foi por causa dessa mesma perspectiva que o poeta de Florença não lhe perdoou o ter renunciado.
- Toda a questão reside na definição de "dever": a vocação inalienável do contemplativo puro — do "pneumático" cuja ascensão espiritual emana de sua própria substância e não de uma escolha ou conversão, como ocorre com o "psíquico", conforme mencionado em uma nota de rodapé no texto original — essa vocação contemplativa pode, em tese, harmonizar-se com a atividade no mundo, mas em muitos casos — por diversas razões — isso não se verifica na prática.
- Em qualquer cenário, é por meio dos deveres que lhe são próprios que o contemplativo satisfaz plenamente o amor a Deus e, por extensão, o amor aos homens, estando este contido naquele.
- Dante tencionava substituir a mundanidade ilegítima dos papas pela laicidade legítima dos imperadores, uma laicidade inteiramente relativa e, de certo modo, sacerdotal em si mesma.
- Celestino V foi o arquétipo do papa espiritual, e não seria um pontífice de seu perfil a favorecer a revolução humanista e mundana que foi o Renascimento, inaugurando assim a autodestruição da Cristandade.
- É evidente que Dante não poderia prever a revolução cultural dos Médici e dos Bórgia, mas discernia seu princípio, enxergando as consequências distantes nas causas imediatas.
- A seu ver, o estado de emergência não comportava considerações de vocação pessoal, nem mesmo no caso de um santo como Celestino V.
- O que Dante antevia era ignorado ou deliberadamente ignorado por seus contemporâneos.
- Os incorrigíveis belicosos da Idade Média acreditavam que podiam se digladiar e saquear indefinidamente em nome de Deus, dos anjos e dos santos.
- Não pressentiam que essa contradição, ao ultrapassar certos limites, acabaria por pôr fim à sua supremacia e ao seu regime, e concomitantemente à Cristandade ocidental.
- Dante foi taxado de "sonhador" porque seu projeto de império não se concretizou, mas qualquer homem que aconselha a sabedoria ou a prudência é retrospectivamente um sonhador se não for obedecido.
- Visto que nenhum sábio é obedecido com perfeição, todo sábio seria um sonhador.
- Se a norma é um sonho, é uma honra sonhar.
- Não havia — e nem poderia haver — qualquer divergência objetiva entre Dante e Celestino V no que concerne ao verdadeiro remédio para os males deste mundo inferior.
- Contudo, existia uma divergência subjetiva de temperamento e vocação, no sentido de que Dante, embora plenamente consciente dos direitos da pura contemplação, julgava não poder estender ao santo papa o benefício desses direitos, por razões atinentes ao "dever de estado".
- Seja como for, para manter o mundo em equilíbrio, ou mesmo para aprimorá-lo em qualquer setor, não é suficiente que existam homens capazes de adotar medidas eficazes em conformidade com os princípios espirituais.
- É igualmente necessário que haja santos que, à semelhança do "motor imóvel" de Aristóteles, realizem apenas a "única coisa necessária", que é a razão de ser de toda comunidade humana.
- A seiva do "útil" humano é o "inútil" divino.
- Esta ideia evoca todo o mistério do sacrifício e, primordialmente, o do sagrado em si, o sagrado que determina todas as ações e, simultaneamente, escapa a todas elas.
Would you like me to elaborate on the philosophical implications of the "pneumático" and "psíquico" concepts mentioned in the text?