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id da página: 13560 Shabistari – Jardim das Rosas do Mistério – Dos Frequentadores de Tavernas

Shabistari Tavernas

SufismoShabistari – Jardim das Rosas do Mistério

JAMAL, Mahmood. Islamic mystical poetry: Sufi verse from the mystics to Rumi. London: Penguin Books, 2009.

Dos Frequentadores de Tavernas

Ser um frequentador de tavernas é ser liberto do Eu;
A consideração de Si é paganismo, mesmo que seja na retidão.
Trouxeram-te notícias da taverna
Que a unificação está sacudindo as relações.
A taverna é do mundo que não tem similitude,
É o lugar dos amantes que não se importam.
A taverna é o ninho do pássaro da alma,
A taverna é o santuário que não tem lugar.
O frequenta-tabernas está desolado num lugar desolado,
Em seu deserto o mundo é como um miragem.
Este deserto não tem fim ou limite,
Nenhum homem viu seu começo ou seu fim.
Embora deambules nele por cem anos,
Não encontrarás nem a ti mesmo, nem 'outro'.
Os que nele habitam são sem cabeça e sem pés,
Não são nem fiéis nem infiéis.
O vinho da alienação de Si entrou em suas cabeças,
Renunciaram tanto ao mal quanto ao bem.
Cada um bebeu vinho sem lábios ou paladar,
Cada um lançou fora o pensamento de nome e fama,
Conversa de maravilhas, de visões, e 'estados',
Sonhos de câmaras secretas, de luzes, de sinais.
Tudo pelo aroma dessas fezes eles lançaram fora,
Por provar este aniquilador de si estão deitados ébrios.
Bordão de peregrino e cantil, e rosário, e dentifrício,
Tudo deram como resgate por essas fezes.
Caindo e erguendo-se novamente no meio de água e barro,
Derramando sangue de seus olhos por lágrimas.
Ora elevados pela intoxicação ao mundo da bem-aventurança,
Exaltando seus pescoços como corredores.
Ora com rostos enegrecidos contemplando o muro,
Ora com rostos avermelhados empalados na estaca.
Ora na dança mística de alegria no Amado,
Perdendo cabeça e pé como os céus revolventes.
Em cada melodia que ouvem do menestrel
Chega-lhes arrebatamento do mundo invisível.
A canção mística não são essas meras palavras e som,
Pois em cada nota dela jaz um mistério precioso.
Tirando de sobre sua cabeça seu manto décuplo,
Sendo abstraídos de toda cor e cheiro;
E lavando naquele vinho puro, bem decantado,
Toda cor, preta e verde e azul.
Bebendo uma taça daquele vinho puro,
E daí tornando-se 'Sufis' limpos de qualidades;
Varrendo a poeira dos monturos de suas almas,
Não contando um centésimo do que veem,
Agarrando as barras dos bêbados exaltados com vinho,
Cansados do magistério e do discipulado…

E. H. Whinfield