FINAMORE, John F. Iamblichus and the theory of the vehicle of the soul. Chico, Calif: Scholars press, 1985
- A opinião única de Jâmblico sobre a imortalidade do veículo da alma
- As questões que orientam a investigação
- A razão pela qual Jâmblico sustenta essa opinião única.
- O que acontece com o veículo da alma quando a alma racional se separa dele, uma questão levantada por Dillon, para a qual ele não encontrou uma resposta satisfatória.
- A necessidade de estudos preliminares sobre os "grandes gêneros"
- O papel dos "grandes gêneros" na filosofia de Jâmblico.
- A natureza dos "grandes gêneros" e sua diferença em relação às almas humanas e entre si.
- O lugar dos "grandes gêneros" nos sistemas metafísico e religioso de Jâmblico.
- A natureza e a função dos "grandes gêneros"
- A composição dos "grandes gêneros" conforme o De Anima e o De Mysteriis
- A finalidade de preencher o reino encósmico com seres úteis aos humanos.
- A função de separar os humanos dos deuses e, ao mesmo tempo, fornecer um vínculo vital com os deuses.
- A crença de que os "grandes gêneros" possuem veículos.
- A afirmação de Proclo de que o veículo torna a alma encósmica.
- A distinção entre deuses encósmicos e hipercósmicos baseada no veículo.
- Os deuses encósmicos como "materiais e abraçam a matéria em si mesmos e a põem em ordem".
- Os deuses hipercósmicos como "completamente separados da matéria e a transcendem".
- A natureza etérea dos deuses encósmicos, não misturados com elementos materiais.
- Características comuns dos "grandes gêneros" em relação aos seus veículos
- A separação e externalidade em relação aos seus veículos.
- Os "grandes gêneros" "não existem em seus corpos, mas os governam de fora".
- Eles "sendo em si mesmos separados e não misturados com corpos, pré-existem" a seus corpos.
- A relação de domínio sobre o corpo.
- Os deuses celestes "não são rodeados por seus corpos... mas rodeiam seus corpos por meio de suas vidas e energias divinas".
- Eles são ditos cavalgar sobre seus corpos.
- A ausência de impedimento ou perda.
- Os corpos não fornecem impedimento às intelecções dos "grandes gêneros".
- Os "grandes gêneros" são impassíveis.
- A separação e externalidade em relação aos seus veículos.
- A diferença fundamental entre os "grandes gêneros" e as almas humanas encarnadas
- A ênfase na diferença de relação com o veículo, apesar de ambos serem etéreos.
- A diferença reside na alma, não no corpo astral.
- A separação jambliqueana da alma humana de todas as almas superiores.
- A separação da alma do intelecto "visto que é gerada segunda após o intelecto em uma hipóstase separada".
- A separação da alma "também de todos os grandes gêneros".
- A ordem descendente conforme o In Parmenidem
- A primeira hipótese do Parmênides de Platão tratava de deus e dos deuses.
- A segunda hipótese tratava de entidades noéticas.
- A terceira hipótese tratava dos "grandes gêneros".
- A quarta hipótese tratava das almas racionais.
- A diferenciação entre as almas dos "grandes gêneros"
- A hierarquia na relação entre alma e veículo.
- "As almas dos deuses convertem seus corpos divinos, que imitam o intelecto, em sua própria substância intelectual".
- "As almas de outros gêneros divinos, conforme cada alma é classificada, assim ela guia seu veículo".
- "Almas purificadas e perfeitas entram em corpos de uma maneira pura, sem paixões e sem serem privadas de sua capacidade intelectual, mas almas opostas entram de maneira oposta".
- A distinção pelos atos das diferentes almas.
- Os atos das almas universais são perfeitos.
- Os atos das almas divinas são puros e imateriais.
- Os atos dos demônios são ativos.
- Os atos dos heróis são grandes.
- Os atos dos animais e dos homens são de uma natureza mortal.
- A conclusão de Dillon: "se os atos são diferentes, as almas são diferentes".
- A doutrina das processões e a tigela de mistura
- A existência de diferentes graus de alma emitidos em "primeiras, segundas e terceiras processões".
- A interpretação jambliqueana da tigela de mistura do Timeu como uma causa produtora de vida.
- A atribuição de "medidas adequadas de coerência" a cada alma de acordo com sua esfera própria.
- "Às almas originais, medidas primais por causa de sua primeira mistura".
- "Àquelas que são misturadas na segunda sessão, medidas secundárias".
- "Pois de acordo com sua classificação relativa umas às outras, tal é a processão da tigela de mistura que lhes é atribuída, recebendo dali os limites definidores da vida".
- A ênfase de Jâmblico na diferença, e não na similaridade, entre os gêneros médios.
- A atribuição de uma "transcendência separada" às classes de almas divinas.
- A hierarquia na relação entre alma e veículo.
- A causa da diferença entre as classes de alma
- A interpretação de Dillon baseada em Proclo
- A sugestão de que as "medidas de coerência" referem-se a diferentes proporções de ousia, tautotes e heterotes.
- A conclusão de que as classes de alma diferem pelo predomínio de uma característica diferente em cada tipo.
- A crítica à interpretação de Dillon
- A constatação de que Proclo apresenta sua própria visão, não necessariamente a de Jâmblico.
- A visão de Jâmblico conforme o De Mysteriis I, 5
- A distinção entre dois tipos de Bem
- O Bem além da essência.
- O Bem essencial, "aquela essência que é mais antiga e honorável e é incorpórea em si mesma, a propriedade especial dos deuses que existe em todas as classes ao seu redor".
- A participação diferenciada no Bem essencial
- A presença do Bem essencial a todos os "grandes gêneros" da mesma maneira, preservando, porém, a classificação individual de cada um.
- A relação das almas humanas desencarnadas com o Bem essencial
- A descrição como "almas que governam seus corpos e controlam e cuidam desses corpos e são classificadas antes da geração, permanentes em si mesmas".
- A essas almas, nem o Bem essencial nem o Bem antes da essência estão presentes, mas elas têm uma retenção e posse do Bem essencial.
- A refutação da interpretação hermética de Festugière para De Myst. I, 5
- A rejeição da equiparação do sistema de I, 5 com o sistema hermético de VIII, 2.
- A identificação da hierarquia de I, 5 como tipicamente neoplatônica e jambliqueana.
- A correlação do Bem além da essência com to haplos on.
- A correlação do Bem essencial com to on on.
- A conclusão de que a palavra "deuses" em I, 5 refere-se aos deuses visíveis, não aos invisíveis.
- O apoio dessa leitura em De Myst. I, 19, que discute a conexão entre deuses invisíveis e visíveis.
- A identificação das "classes existentes ao redor" dos deuses com os "grandes gêneros".
- A distinção entre dois tipos de Bem
- A posição e função dos demônios e heróis na hierarquia
- A classificação acima das almas.
- Os heróis como aqueles que "completamente excedem as almas", mas estão ligados a elas através de um tipo similar de vida.
- Os demônios como "suspensos dos deuses", mas muito inferiores a eles.
- A função de intermediários.
- Os demônios como não primários, mas servis aos deuses, tornando o Bem dos deuses evidente.
- Demônios e heróis como completadores do vínculo entre deuses e almas, fazendo uma única continuidade do mais alto ao mais baixo.
- Eles carregam tanto a processão dos deuses para as almas quanto a ascensão das almas para os deuses.
- A classificação acima das almas.
- A explicação para a diferença entre os "grandes gêneros"
- A similaridade: todos participam do Bem essencial através dos deuses invisíveis.
- A diferença: a proximidade em relação a esse Bem.
- Os deuses visíveis estão imediatamente conjugados a ele.
- Os demônios, através dos deuses visíveis.
- Os heróis, através dos demônios.
- A alma humana como demasiado removida para uma participação direta.
- A reinterpretação das "medidas de coerência"
- A tomada de synoche como a conexão particular da alma com o Uno.
- As almas primárias tendo medidas maiores de coerência por estarem mais próximas e participarem mais diretamente do Uno.
- O apoio dessa visão em De Myst. I, 20: os deuses visíveis "unidos aos deuses noéticos têm a mesma essência que eles, mas os outros (isto é, os demônios) estão muito removidos deles em essência".
- O corolário da doutrina da influência do Uno
- A opinião dogmática de Jâmblico, conforme o In Alcibiadem, de que uma princípio opera desde seu ponto inicial até o nível mais baixo.
- A influência do Uno sendo mais forte nos princípios superiores, mas tornando-se mais fraca devido à maior separação.
- A aplicação dessa teoria ao efeito do Bem essencial sobre deuses, demônios, heróis e almas humanas.
- A interpretação de Dillon baseada em Proclo
- A necessidade de purificação e o papel da teurgia
- A deterioração da relação entre a alma e seu veículo conforme a alma participa menos plenamente do Uno.
- A alma que não participa adequadamente do Uno necessitando de auxílio externo para purificação.
- A perfeita integração da teoria das classes de alma com a teoria religiosa da teurgia.
- A natureza do veículo etéreo e a causa da contaminação
- A perfeição e imutabilidade do veículo etéreo
- O corpo etéreo é "externo a qualquer oposição, está livre de qualquer mudança, está livre da possibilidade de mudar para qualquer outra coisa, é completamente sem tendência para ou do meio... é carregado em um círculo".
- Esses corpos etéreos, "sendo não gerados, não têm qualquer poder de receber em si mesmos mudança de coisas geradas".
- O problema da necessidade de purificação, apesar da imutabilidade do veículo
- A distinção entre mudança interna e afecção externa.
- O veículo permanece eternamente o que é, mas entidades externas podem afetá-lo.
- A contaminação por substâncias materiais
- O envolvimento diferencial dos "grandes gêneros" com a matéria.
- Os deuses como libertos de poderes que tendem à geração.
- Os demônios como "não inteiramente puros" desses poderes, estando diretamente envolvidos com a geração.
- Os efeitos da comistura material nos seres inferiores.
- Os demônios como aqueles que "arrastam as almas para baixo, para a natureza".
- A atribuição aos demônios e classes inferiores do "que é carregado, instável e cheio de naturezas estranhas".
- A comistura tornando-se mais material à medida que se desce na hierarquia.
- Demônios misturados com vapores da região sob a lua.
- Heróis misturados com combinações de pneumata genesiúrgicos.
- Arcontes hílicos cheios de líquidos materiais.
- Almas humanas cheias de manchas excessivas e pneumata estranhos.
- O corpo corpóreo humano como uma carga maior.
- A união da alma e do corpo causando "peso e poluição, luxúria e muitas outras doenças" na alma.
- O envolvimento diferencial dos "grandes gêneros" com a matéria.
- A causa fundamental da distorção do Bem na matéria
- A causa do mal não sendo os deuses, mas a participação da matéria no bem divino.
- A recepção distorcida do Bem pela matéria.
- "Assim como algo gerado participa do ser por meio da geração e o corpo participa do incorpóreo corporalmente, também coisas físicas e materiais na geração participam dos corpos imateriais e etéreos que estão acima da natureza e da geração de uma maneira desordenada e defeituosa... A participação, a comistura de elementos materiais com emanações imateriais, e a recepção de um modo aqui embaixo de algo dado de outro modo tornam-se a causa da grande diferença nas entidades secundárias".
- A perfeição e imutabilidade do veículo etéreo
- A função dupla da purificação teúrgica
- A remoção da contaminação causada pela matéria.
- A reunião da alma ao Bem por meio dos intermediários divinos.
- O papel duplo dos "grandes gêneros" nesse processo.
- Trazer o Bem essencial dos deuses para a alma humana.
- Atuar como intermediários na purificação da alma, conduzindo-a para cima, em direção aos deuses.