VIDE: ESCOLÁSTICA ENSINO, INVESTIGAÇÃO ESCOLÁSTICA, ESCOLÁSTICA RAZÃO FÉ, ESCOLÁSTICA PERIODIZAÇÃO
Segundo García Bazán:
Frithjof Schuon: O ESOTERISMO COMO PRINCÍPIO E COMO VIA
Filosofia
Nicola Abbagnano: Excertos de "História da Filosofia"
A palavra escolástica designa a filosofia cristã da Idade Média. O termo scholasticus indicava nos primeiros séculos da Idade Média aquele que ensinava as artes liberais, isto é, as disciplinas que constituíam o trívio (gramática, lógica ou dialética, e retórica) e o quadrívio (geometria, aritmética, astronomia e música). Mais tarde passou a chamar-se também scholasticus ao professor de filosofia ou de teologia, cujo título oficial era o de magister (magister artium ou magister in theologia) e que a princípio dava as suas lições na escola do claustro ou da catedral e mais tarde na universidade (studium generale). A origem e o desenvolvimento da escolástica encontram-se estritamente ligados às funções docentes, funções que determinaram também a forma e o método de atividade literária dos escritores escolásticos. Como as formas fundamentais do ensino eram duas, a lectio, que consistia no comentário de um texto, e a disputatio, que consistia no exame de um problema tendo-se em consideração todos os argumentos que se possam aduzir pro e contra, a atividade literária dos Escolásticos assume sobretudo a forma de Commentari (à Bíblia, às obras de Boécio, à lógica de Aristóteles e mais tarde às Sentenze de Pedro Lombardo e às outras obras de Aristóteles) ou de recolha de questioni. Recolhas deste gênero são os Quodlibeta que compreendem as questões que os aspirantes ao grau de teologia deviam discutir duas vezes por ano (pelo Natal e pela Páscoa) sobre qualquer tema, de quodlibet. As questiones disputatae são muitas vezes o resultado das disputationes ordinariae que os professores de teologia mantinham durante os seus cursos sobre os mais importantes problemas filosóficos e teológicos.