Segundo Mateos & Barreto (Vocabulário teológico do Evangelho de João), kharis é o amor gratuito e generoso, favor, graça, dom. O amor é designado em João com dois substantivos, kharis e agape; o primeiro na abertura do Evangelho (vide abaixo) denota o sentido da agape, com vasto campo de significado em grego e usado com frequência neste Evangelho, enquanto entrega de si, doação, algo mais do que simples manifestação de amor. João também usa o termo philos, amigo, para denotar o o amor amizade, estabelecido na relação de iguais.
A kharis, amor gratuito, qualificada de "leal" (Jo 1,14 — hendiadis kharis kai aletheia), equivale à glória, que por seu traço de luminosidade, significa o esplendo do amor leal, ou seja, sua visibilidade e sua evidência ao ser manifestado. Esta glória-amor leal que o Pai comunica ao Filho identifica-se, por outro lado, com o pneuma, o Espírito, ele é kharis, o dom de amor que os discípulos recebem da plenitude de Jesus (Jo 1,16). A identificação de "a glória" (= amor leal/Espírito) com a agape aparece no paralelo entre Jo 17,22 e 23, e pela comparação com 17,26 e 14,17.
EVANGELHO DE JESUS: 156 entradas no texto grego do Novo Testamento
La gracia divina y la voluntad humana Excertos de "Introducción a la Espiritualidad Ortodoxa. Editorial Lumen, Buenos Aires, 1989."
La incorporación del hombre a Cristo y su unión con Dios, requieren la cooperación de dos fuerzas desiguales pero igualmente necesarias: la gracia divina y la voluntad humana.
La voluntad (y no el entendimiento o el sentimiento), es el instrumento humano de la unión con Dios. No puede haber unión íntima con Dios si nuestra propia voluntad no es sumisa y conforme a la suya: "Tú no has querido ni sacrificio ni oblación... He aquí que vengo, oh Dios, para hacer tu voluntad" (Hb 10, 5-9).
Nuestra voluntad débil permanecería impotente si la gracia de Dios no la previniera ni la sostuviera. "Por la gracia del Señor Jesús seremos salvos" (Hch 15, 11). Su gracia logra en nosotros la voluntad y la acción.
El Oriente cristiano no llegó a sufrir las controversias que levantaron en Occidente las nociones de gracia y predestinación. En la Iglesia Ortodoxa, la idea de gracia ha guardado la frescura primaveral que la palabra kharis tenía para los griegos: belleza luminosa, regalo (don), serenidad, armonía.
Los Padres griegos enfatizaron la importancia del libre arbitrio en la obra de la salvación. Es un fuerte contraste con San Agustín. San Juan Crisóstomo escribe: "Si entramos por el camino recto, Dios nos ayudará a caminar. Su gracia no previene nuestra libertad para forzarla si no no gozaríamos de nuestro libre albedrío". Estas palabras podrían parecer teñidas de cierto pelagianismo si no fuera porque los Padres griegos no tenían nada que ver con esta herejía. Al contrario, tuvieron que combatir una fatalista gnosis oriental. San Juan Crisóstomo reconocía plenamente la gracia preveniente y su necesidad. "Por vosotros mismos no valéis nada porque habéis recibido todo de Dios. De Él recibisteis todo lo que poseéis: sí, no esto o lo otro, sino todo lo que tenéis. No lo debéis a vuestros propios méritos sino a la gracia de Dios. Queréis atribuirlo a vuestra fe pero lo debéis a su gracia". Orígenes ya había enseñado que la gracia fortalece la energía de la voluntad sin destruir la libertad. San Efrén escribía sobre la necesidad de la ayuda de Dios.
Clemente de Alejandría inventa la palabra synergeia (cooperación), para expresar la acción de estas dos energías combinadas: la gracia y la voluntad humana. Hoy todavía, el término y la idea de synergeia resumen la doctrina de la Iglesia Ortodoxa a este respecto.
Commentaries On The Gospel Of Thomas. Excerpts from the Marsanne talks, 2015
A Graça nos arranca apesar de nós mesmos. Não podemos fazer nada a favor ou contra ela. Ela não nos conhece. É absolutamente impiedosa, pronta para devorar. O infinito está sempre presente, mas somente quando esta armadura, esta ideia de separação, enfraquece, a Graça nos agarra. A maioria das pessoas experimenta a noite escura da alma como uma depressão profunda, um vazio total de todo sentido, de todas as ideias. Nesta vacuidade de significado e propósito, a pessoa é erradicada. Esta é a Graça.
Infelizmente, quando isso acontece, tendemos a tomar Prozac ou antidepressivos.
Então não é para acontecer. Porque este sistema de sobrevivência, o “eu”, fará qualquer coisa para evitá-lo. O “eu” sempre tenta evitar o vazio. Ele está constantemente preenchendo o que está vazio com qualquer ideia. Esse é seu sistema de sobrevivência. Este conceito “eu” tem que criar problemas para que este problema “eu” possa permanecer, e o vazio é seu maior problema. A ausência de problemas é o maior problema para este problema “eu”. E ele é muito criativo, tão criativo quanto o Ser! Ele tem todo o poder do Ser para manter esta separação que ele toma como real. Ele tem o poder todo-poderoso da consciência para permanecer nesta ideia de separação.
A menos que o acidente divino aconteça... Então, mesmo que tenhamos nossa carteira de motorista, isso não nos impedirá de bater em uma árvore. Bang! Devemos estar totalmente bêbados de nós mesmos para não sabermos mais a direção que tomamos. Fora de controle, totalmente bêbados com o que somos, não sabemos mais o que estamos fazendo!