VIDE: Bem-aventurados...
Segundo o "Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento", de Coenen & Brown:
Hans Dieter Betz: THE SERMON ON THE MOUNT: A COMMENTARY ON THE SERMON ON THE MOUNT, INCLUDING THE SERMON ON THE PLAIN (HERMENEIA: A CRITICAL AND HISTORICAL COMMENTARY ON THE BIBLE)
As investigações filológicas demonstram que o adjetivo makarios é derivado da antiga palavra makar, e que suas raízes podem não ser gregas. Alguns acadêmicos propõem uma origem egípcia, apontando para m'r como tendo o mesmo sentido de maker(ios). As beatitudes são frequentes na literatura egípcia, de modo que a origem egípcia é concebível. Esta hipótese ganhou credenciais através da observação de Jan Assmann de beatitudes de duas linhas, nas quais a segunda dá uma razão.
A antigas fontes parecem também estar de acordo sobre o sentido básico do termo: designa um estado de ser que pertence aos deuses e pode se presenteado aos humanos após a morte. Na religião do antigo Egito o termo desempenha um papel importante no culto de Osíris, onde se refere à pessoa falecida que esteve antes na corte dos deuses do mundo do além, que declararam sua inocência, e que foi aprovada a entrar no paraíso de Osíris, até mesmo para se tornar um Osíris ela própria.
Tal pessoa, de acordo com o pensamento religioso egípcio, é verdadeiramente bendita, assim como Osíris ele mesmo foi declarado por seu irmão Thoth e pela corte dos grandes deuses depois de sua morte.
O significado correspondente a religião grega é encontrado no antigo Hino a Deméter de Homero, onde o termo gr. olbios ("bendito") serve de sinônimo para makarios, referindo-se ao estado postmortem do ser daqueles que são iniciados nos Mistérios de Deméter. Cornelius de Heer, entretanto, aponta que os benefícios da imortalidade o vida eterna "não são meramente do futuro, são imediatos também, e como tal são sem dúvida considerados ser material, tanto agora como no além".