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id da página: 3851 prima causa

prima causa

ONTOLOGIACOSMOLOGIA — PRIMA CAUSA — CAUSA PRIMEIRA




VIDE: CAUSA, PRINCÍPIO

Aquela cuja característica é que ela mesma não possui causa alguma, segundo a escolástica aristotélica.


A distinção, no estudo das causas (do porque das coisas), entre causa acidental e essencial, e entre causa principal e instrumental, ganhou proporções desde Aristóteles, na argumentação metafísica e teórica, especialmente na busca da causa das causas — uma primeira ou suprema causa. A prova aristotélica de um primum mobile (primeiro móvel ou primeiro motor) depende da proposição de que não pode haver um infinito número de causas para um dado efeito. Mas, como Aristóteles sustenta que o mundo é sem começo e sem fim e que o tempo é infinito, pode se conjecturar porque a cadeia de causas não pode da mesma forma se estender até o infinito.

Maimonides e Tomás de Aquino não pensam que o começo do mundo possa ser provado pela razão. Entretanto, consideram a necessidade de uma prima causa, que poderia ser demonstrada, e ambos adotam, ou melhor, adaptam o argumento aristotélico que se baseia na impossibilidade de uma regressão infinita em causas. Deve assim existir uma causa primeira ou principal, que até Descartes afirma: No caso das causas que estão conectadas e subordinadas uma a outra, que nenhuma ação da parte da inferior é possível sem a atividade da superior; i.e. no caso de algo ser movido por uma pedra, ela mesma impelida por uma vara, que a mão move... devemos ir até até algo em movimento que primeiro move. Para Descartes, a prova de Deus por este artifício tem, no entanto, menos elegância que a chamada "prova ontológica".


René Guénon: O DEMIURGO

Así, lo Perfecto es el Principio supremo, la Causa primera; él contiene todas las cosas en potencia y las ha producido todas; pero entonces, puesto que no hay más que un Principio único, ¿qué hay de todas las oposiciones que normalmente se consideran en el Universo: el Ser y el No-Ser, el Espíritu y la Materia, el Bien y el Mal? Nos encontramos aquí en presencia de la cuestión planteada desde el comienzo, y ahora podemos formularla de una manera más general: ¿cómo la Unidad ha podido producir la Dualidad?


Ananda Coomaraswamy: CAUSA PRIMEIRA

... uma primeira causa, sendo ela mesma não causada, não é capaz de prova (experiência = aisthesis), mas é axiomática (Tempo e Eternidade); ou seja é auto-evidente, para o Si que somente pode compreender o Si (intuição intelectual).

Tradição platônica