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id da página: 1349 Mateus Soares de Azevedo

Mateus Soares de Azevedo

Perenialistas – Mateus Soares de Azevedo

Professor universitário brasileiro, historiador das religiões e estudioso do Islamismo, com trabalhos publicados em português e em outros idiomas.


Resenha de um de seus principais livros, feita pela renomada revista trimestral PARABOLA:

  • Análise do livro Men of a Single Book de Mateus Soares de Azevedo

    • Identificação e análise do fenômeno designado como "fundamentalismo secular" por Mateus Soares de Azevedo.
    • Caracterização do "fundamentalismo secular" como o alicerce da Weltanschauung moderna e pós-moderna.
    • Detalhamento das diversas patologias e desvios assimilados pela mentalidade coletiva moderna e pós-moderna.
    • Expansão do conceito tradicional de "fundamentalismo" para incluir correntes seculares.
    • Inclusão do Marxismo, da psicanálise freudiana, da psicologia analítica junguiana e do fundamentalismo científico sob a égide do "fundamentalismo secular".
    • Necessidade de examinar internamente os preconceitos modernos anti-espirituais para compreender os termos empregados pelo autor.
    • Asserção de que "nunca houve uma civilização, em toda a história humana, sem uma religião", exceto a do Ocidente moderno.
    • Definição do conflito central não como um "choque de civilizações", mas como um confronto entre a visão de mundo tradicional e a moderna.
    • Reconhecimento do mundo tradicional como a norma perene e da modernidade como uma ruptura com a cosmologia perennis universal.
  • Estrutura e conteúdos principais da obra

    • Divisão da obra em duas partes principais: "Fundamentalismo Militante vs. Religião Tradicional" e "Fundamentalismo Secular".
    • Abordagem, na primeira parte, dos equívocos sobre a espiritualidade islâmica à luz do Alcorão.
    • Ilustração dos pontos comuns entre o Islã e o Cristianismo.
    • Apresentação de uma visão geral do Sufismo como o coração do Islã e seu papel potencial em contrapor-se ao desafio do Wahhabismo.
    • Oferecimento, na segunda parte, de insights sobre as influências-chave que solidificaram a mentalidade contemporânea.
    • Crítica à usurpação da espiritualidade tradicional pela psicologia moderna, especialmente pelo behaviorismo e pela psicanálise.
    • Citação da análise do autor: "É verdade que, enquanto Freud se vangloriava do fato de ser um inimigo irreconciliável da religião, Jung alegava 'simpatia' por ela, enquanto na realidade a esvaziava de seus conteúdos mais profundos, que foram substituídos pela noção de psiquismo coletivo.".
    • Identificação do cientismo, ou "fundamentalismo científico", como um ataque à espiritualidade que ignora suas próprias tendências destrutivas.
  • Crítica ao neo-ateísmo e defesa da religião

    • Menção aos proponentes do neo-ateísmo Richard Dawkins, Christopher Hitchens e Samuel Harris.
    • Refutação da alegação de que as religiões nada trouxeram de positivo à humanidade e são marcadas por insuficiência intelectual.
    • Resposta aos pseudo-argumentos apontando que as grandes desgraças do século XX não foram causadas pela religião.
    • Identificação das ditaduras modernas—"racionais", "científicas" e violentamente anti-religiosas—como responsáveis pela perseguição e morte de milhões de fiéis.
    • Menção específica às vítimas cristãs, muçulmanas e judias na época da União Soviética e do Nazismo, e de budistas e taoistas na "Revolução Cultural" da China de Mao Tsé Tung.
  • Contribuição de William Stoddart e a definição do mal central da modernidade

    • Apresentação do prefácio de William Stoddart como elemento que estabelece a implicação imperativa do livro.
    • Citação da abertura do texto de Stoddart: "Se se desejasse resumir numa palavra o mal central da era moderna e pós-moderna, poder-se-ia fazê-lo com a palavra 'ateísmo'.".
    • Reconhecimento, por Stoddart, de que o ateísmo, em suas múltiplas facetas, está na raiz de todos os males modernos.
    • Localização da origem direta do ateísmo contemporâneo nas ideias do "iluminismo" do século XVIII.
  • Distinção entre religião tradicional e desvios fundamentalistas

    • Definição de que "O fundamentalismo militante, então, constitui um desvio da religião tradicional e integral".
    • Afirmação de que o extremismo não pode representar a espiritualidade integral, sendo um afastamento axiomático de todas as ortodoxias reveladas in divinis.
    • Identificação dos media corporativos e seus comentaristas como perpetuadores de equívocos.
    • Citação do autor: "Muitos nos mass media falam com plena voz contra o 'fundamentalismo', mas num certo sentido também são 'fundamentalistas' quando apresentam uma cobertura jornalística que em geral é a-histórica, superficial e unilateral.".
    • Crítica à defesa de soluções políticas que subordinam a autoridade espiritual ao poder temporal.
    • Citação do desafio atual: "O desafio no mundo de hoje é que a política agora quer se sobrepor à religião; quer obrigar a religião a seguir seus próprios caminhos, quer colocar-se no lugar de seu 'mestre'.".
  • Esclarecimento sobre o conceito de jihad e o universalismo do Alcorão

    • Desmistificação da noção equivocada de que jihad é sinônimo de "terrorismo".
    • Explicação da jihad como "guerra espiritual" ou "grande esforço sagrado" contra o orgulho e o egoísmo no coração de cada ser humano.
    • Definição da "jihad maior" como o combate por excelência dos muçulmanos e de todos os seguidores de uma religião autêntica.
    • Afirmação clara de que "O terrorismo não é jihad...".
    • Citação do Alcorão (2:190) para fundamentar a proibição da agressão: "Combatei no caminho de Deus contra aqueles que lutam contra vós, mas não comeceis as hostilidades. Vede! Deus não ama os agressores.".
    • Defesa do universalismo explícito do Alcorão entre as escrituras sagradas.
    • Demonstração da legitimidade das religiões do "Povo do Livro" (Cristãos, Judeus e, posteriormente, Hindus) pregada pelo Alcorão.
    • Contraste entre a mensagem universalista do Alcorão e a pregação dos militantes que exacerbam paixões político-religiosas.
    • Citação do Alcorão (57:27) que reconhece Jesus e o Evangelho: "E Nós Deus também enviamos Jesus, filho de Maria, a quem conferimos o Evangelho e infundimos compaixão e misericórdia nos corações daqueles que o seguem.".
  • Definição e crítica ao "fundamentalismo secular"

    • Elucidação de que secularismo e fundamentalismo são desvios que convergem no "fundamentalismo secular".
    • Caracterização do "fundamentalismo secular" como uma projeção reducionista que se apresenta como um quasi-Absoluto.
    • Descrição deste fundamentalismo como possuidor de uma (pseudo-) "ortodoxia" e (pseudo-) "dogmas" opostos aos princípios religiosos.
    • Definição última como uma "anti-religião tornada religião", que nega totalmente o Absoluto, exceto a sua própria afirmação "absoluta" e apaixonada de que apenas o relativo existe.
  • Conclusão sobre a unidade transcendente das religiões e o desafio do livro

    • Apresentação do desafio central de Men of a Single Book: reconhecer que a Verdade é una, mas possui múltiplas expressões.
    • Advertência, citando São Tomás de Aquino, contra a redução da Verdade a um único credo.
    • Definição da compreensão da obra como um ir além do literalismo e do coletivismo das diversas revelações.
    • Necessidade de reconhecer as falsificações espirituais para dissipar as sombras de um transe universal.
    • Citação da conclusão de William Stoddart: "Devemos ser capazes da intuição cardinalmente importante de que toda religião—seja o Cristianismo, o Hinduísmo, o Budismo ou o Islã—vem de Deus e toda religião leva de volta a Deus.".

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