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SER E AGIR


Todo ser é um agente. O que significa: ser e agir estão em conexão, «ser» implica «agir», «agir» implica «ser», segundo adágio clássico «operari sequitur esse», «o agir segue (ao e do) ser». Não se concebe, portanto, um ente «inerte», que seria pura passividade. Em sua singularidade existente, to o que é comporta, ao mesmo tempo, uma determinação fundamental ou essência (o indeterminado não poderia ser), um dinamismo não menos essencial, uma «natureza» como princípio de agir, logo a eficiência é regrada pela essência que a especifica. Pode-se definir dois grandes tipos de operação: a primeira, dita «transitiva», «passa», como seu nome indica, na «coisa» exterior que ela modifica ou transforma; a segunda, qualificada de «imanente», aperfeiçoa o agente ele mesmo da qual ela emana e que nela se reflete por um crescimento de sei em si. De onde, em consequência, a divisão do universo agentivo em dois grupos de agentes, segundo aí predomina o fator da transitividade ou aquele da imanência. Partição fundamental que separa dois reinos: o não-vivente e o vivente.