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id da página: 5723 Cruz de Constantino

Cruz de Constantino

SÍMBOLOSCRUZ — CRUZ DE CONSTANTINO


VIDE: Geometria

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Raymond Christinger
Used in Cruz de Constantino

Outro modo de figurar a cruz nos primeiros tempos do Cristianismo consiste em representar a letra maiúscula grega Rô, análoga ao nosso P maiúsculo, cortado, todavia, por um traço horizontal, abaixo do anel. O desenho resultante lembra a cruz ansada egípcia.

De fato, este signo não passa de uma variante do crisma constantiniano. Este, pelo que se sabe, é apenas um monograma do Cristo feito com as duas primeiras letras de seu nome grego, a saber: o Ki, que se assemelha a nosso X maiúsculo, e o Rô, já mencionado.

A análise das duas formas de crisma é das mais interessantes, do ponto de vista do simbolismo da cruz que aí se esconde. A cruz simples, como já vimos, simboliza o movimento de extensão através do espaço e, ao mesmo tempo, o retorno à unidade do ponto central. No caso do crisma entrelaçando o X e o P, a cruz aparece em todas as suas dimensões cósmicas, porquanto abrange as seis direções principais dos quatro pontos cardeais, simbolizados pelo X, e os dois pontos do eixo vertical, pelo P.

René Guénon: OS SÍMBOLOS DA ANALOGIA

En el simbolismo cristiano, esa figura es lo que se llama el crisma simple; se la considera entonces como formada por la unión de las letras I y X (iota y khi), es decir, las iniciales griegas de las palabras Iêsous Khristós, y es éste un sentido que parece haber recibido desde los primeros tiempos del cristianismo; pero va de suyo que ese símbolo, en sí mismo, es muy anterior y, en realidad, uno de los que se encuentran difundidos en todas partes y en todas las épocas. El crisma constantiniano, formado por la unión de las letras griegas X y P, las dos primeras de la palabra Khristós, aparece a primera vista como inmediatamente derivado del crisma simple, cuya disposición fundamental conserva exactamente y del cual no se distingue sino por el agregado, en la parte superior del diámetro vertical, de un ojal destinado a transformar el I en P. Este ojal, que tiene, naturalmente, forma más o menos completamente circular, puede considerarse, en esa posición, como correspondiente a la figuración del disco solar que aparece en la sumidad del eje vertical o del "Árbol del Mundo", y esta observación reviste particular importancia en conexión con lo que hemos de decir luego con motivo del simbolismo del árbol 1 .

O QUATRO DA CIFRA

Isso não é tudo. Há ainda outra coisa, não menos importante, embora o sr. Deonna tenha-se recusado a admitir: no artigo ao qual nos referimos mais acima, após ter assinalado que se quis "derivar essa marca do monograma constantiniano, já livremente interpretado e desfigurado nos documentos merovíngios e carolíngios".2 diz ele que "essa hipótese parece totalmente arbitrária" e que "não se impõe por qualquer analogia". Estamos muito longe de partilhar dessa opinião; é aliás curioso constatar que, dentre os exemplos reproduzidos pelo próprio sr. Deonna, existem dois que figuram o crisma completo, e nos quais o P está pura e simplesmente substituído pelo "quatro de cifra". Isso, por si só, não deveria ser suficiente para torná-lo mais prudente? É necessário também observar que se encontram indiferentemente duas orientações opostas do "quatro de cifra".3 Quando está voltado para a direita, ao invés de para a esquerda como é a posição normal do algarismo 4, ele apresenta uma semelhança particularmente palpável com o P.

Já explicamos4 como se distingue o crisma simples do crisma dito "constantiniano": o primeiro é composto de seis raios opostos dois a dois a partir de um centro, ou seja, de três diâmetros, um dos quais vertical e os outros dois oblíquos, e que, enquanto "Crisma", é tido como formado pela união de duas letras gregas, I e X; o segundo, também considerado como a reunião de duas letras, X e P, deriva-se imediatamente do anterior pelo acréscimo, na parte superior do diâmetro vertical, de uma alça destinada a transformar o I em P, mas que tem ainda outras significações e se apresenta além disso sob muitas formas diversas,5 o que torna ainda menos surpreendente sua substituição pelo "quatro de cifra", que afinal é só uma variante a mais.6 Tudo isso, aliás, fica esclarecido desde que se observe que a linha vertical, tanto no crisma quanto no "quatro de cifra", é na realidade uma figura do "Eixo do Mundo"; em sua extremidade superior, a alça do P é, da mesma maneira que o olho da agulha, um símbolo da "porta estreita". E, no que diz respeito ao "quatro de cifra", basta lembrar sua relação com a cruz e o caráter de igual modo "axial" desta última, e considerar, por outro lado, que a junção da linha oblíqua que completa a figura, unindo as extremidades do topo e de um dos braços da cruz, fechando assim um dos ângulos, combina engenhosamente a significação quaternária com o simbolismo da "porta estreita", inexistente no caso do crisma. E devemos reconhecer que existe nisso algo perfeitamente apropriado para uma marca do grau de mestre.


NOTAS:
1 Ciertas formas intermedias muestran, por otra parte, un parentesco entre el crisma y la "cruz ansada" egipcia, lo que por lo demás puede ser fácilmente comprendido segun lo que antes decíamos acerca de la cruz de tres dimensiones; en ciertos casos, el ojal del P (ro griego) toma la forma particular del símbolo egipcio del "ojal de Horus". Otra variante del crisma está representada por el "cuatro de cifra" de las antiguas marcas corporativas, cuyas múltiples significaciones exigen, por otra parte, un estudio especial (ver cap. LXVII: "EL CUATRO DE CIFRA"). Señalemos también que el crisma está a veces rodeado de un círculo, lo que lo asimila del modo más neto a la rueda de seis rayos.
2 Seria preciso, em primeiro lugar, tomar o cuidado de distinguir as deformações acidentais, devidas à incompreensão dos símbolos, das deformações intencionais e significativas.
3 Dizemos indiferentemente, mas pode ser que tenha correspondido a diferenças de ritos ou corporações. Podemos acrescentar a esse respeito, de passagem, que mesmo se a presença de um signo quaternário nas marcas indicava a posse do quarto grau da organização iniciática; o que não é impossível, embora sem dúvida difícil de estabelecer com certeza, isso não afetaria evidentemente em nada o valor simbólico inerente a esse signo.
4 V. (Cap. 50) Os Símbolos da Analogia. (V. também o Cap. 8, A Ideia de Centro nas Tradições Antigas, figs. 3 e 4.)
5 Já mencionamos o caso em que esse laço do P toma a forma particular do símbolo egípcio do "anel de Horus"; nesse caso, o P tem ao mesmo tempo uma semelhança muito clara com certas agulhas "pré-históricas" que, como assinalou Coomaraswamy, ao invés de serem perfuradas como aconteceu mais tarde, eram simplesmente recurvadas numa de suas extremidades, de modo a formar uma espécie de alça pela qual se passava o fio (cf. (Cap. 55) O "Buraco da Agulha").
6 A propósito do Crisma "constantiniano", podemos ainda assinalar que a reunião das letras iniciais das quatro palavras da inscrição In hoc signo vinces, que o acompanha, dá I H S V, ou seja, o próprio nome de Jesus. Esse fato, de um modo geral, parece passar despercebido, sendo no entanto expressamente indicado no simbolismo da "Ordem da Cruz Vermelha de Roma e de Constantino", que é um side-degree, isto é, um "anexo" dos altos graus da maçonaria inglesa.