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Geometria

Matemáticas — GEOMETRIA SAGRADA




VIDE: Centro; Círculo; Heptágono; Medidas; Ponto; Quadrado; Seção Áurea; Triângulo; Vesica Piscis; Volume

Del mismo modo que la Ciências Sagradas de los números es algo muy diferente de la aritmética profana de los modernos, incluso agregando a ésta todas las extensiones algebraicas u otras de las que es susceptible, del mismo modo también hay una «geometría sagrada», no menos profundamente diferente de la ciencia «escolar» que se designa hoy día por este mismo nombre de geometría. No tenemos necesidad de insistir largamente sobre esto, ya que todos los que han leído nuestras precedentes obras saben que hemos expuesto en ellas, y concretamente en Guenon Simbolismo Cruz, muchas consideraciones que dependen de esta geometría simbólica de que se trata, y han podido darse cuenta hasta qué punto se presta a la representación de las realidades de orden superior, al menos en toda la medida en que éstas son susceptibles de ser representadas en modo sensible; y por lo demás, en el fondo, ¿no son las formas geométricas necesariamente la base misma de todo simbolismo figurado o «gráfico», desde el de los caracteres alfabéticos y numéricos de todas las lenguas hasta el de los yantras iniciáticos más complejos y más extraños en apariencia? Es fácil comprender que este simbolismo pueda dar lugar a una multiplicidad indefinida de aplicaciones; pero, al mismo tiempo, se debe ver muy fácilmente también que una tal geometría, muy lejos de no referirse más que a la pura cantidad, es al contrario esencialmente «cualitativa»; y diremos otro tanto de la verdadera ciencia de los números, ya que los números principiales, aunque deban llamarse así por analogía, están por así decir, en relación a nuestro mundo, en el polo opuesto de aquél donde se sitúan los números de la aritmética vulgar, los únicos que conocen los modernos y sobre los cuales llevan exclusivamente su atención, tomando así la sombra por la realidad misma, como los prisioneros de la caverna de Platón. [René Guénon: O reino da quantidade e o sinal dos tempos]


A geometria é o estudo da ordem espacial mediante a medição das relações entre as formas. A geometria e a aritmética, com a astronomia, a ciência da ordem temporal através da observação dos movimentos cíclicos, constituíam as principais disciplinas intelectuais da educação clássica. O quarto elemento deste importante programa em quatro partes, o quadrivium, era o estudo da harmonia e da música. As leis das harmonias simples eram consideradas leis universais que definiam a relação e o intercâmbio entre os movimentos temporais e acontecimentos celestes por um lado, e a ordem espacial e o desenvolvimento sobre a terra, por outro lado.

O objetivo implícito desta educação era permitir que a mente se tornasse um canal, através do qual a "terra" (o nível da forma manifestada) poderia receber o abstrato, a vida cósmica dos céus. A prática da geometria era uma aproximação à maneira como o universo se ordena e se sustenta. Os diagramas geométricos podem ser contemplados como momentos de imobilidade que revelam uma contínua e intemporal ação universal, geralmente oculta à nossa percepção sensorial. Desta forma, uma atividade matemática aparentemente tão comum pode tornar-se numa disciplina para o desenvolvimento da intuição intelectual e espiritual.

Platão considerava a geometria e os números como a mais concisa e essencial, e portanto ideal, das linguagens filosóficas. Mas não é senão em virtude de seu funcionamento num certo "nível" de realidade que a geometria e os números podem se tornar veículo para a contemplação filosófica. A filosofia grega definia esta noção de "níveis" — tão útil no nosso pensamento — distinguindo o "tipo" do "arquétipo". Segundo as indicações que podemos ver nos relevos murais egípcios, alocados em três registros — o superior, o médio e o inferior — pode definir-se um terceiro nível "ectipo", situado entre o "arquétipo" e o "tipo". [Robert Lawlor: Geometria Sagrada]


Cada área da matemática expressa os mesmos princípios da Unicidade e às vezes Ibn Arabi usa a analogia geométrica de um círculo ou esfera: um ponto começa sem dimensão e, então, estende-se em uma direção, fazendo uma linha. Essa linha então gira, fazendo um círculo, que por sua vez gira fazendo uma esfera. Todos os pontos na circunferência do círculo ou esfera estão diretamente conectados ao centro, sem sobreposição e sem confusão. O ponto central sempre se mantém inviolado, como a fonte que jorra da terra e em volta da qual os animais se reúnem, e que continua sendo o lugar aonde todos vão beber. Este centro é o coração de nossa consciência. Ao descrever o ser humano como um “trono” para Deus e o coração humano ou a consciência mais profunda como o lugar de entronização, Ibn Arabi indica o que o místico compreende dentro de si mesmo.

A revelação da Unidade é o Divino se apoderando do trono humano... A entronização está no centro do círculo e é [segundo] Sua Palavra: “Nem Minha terra ou Meu céu podem Me conter, mas o coração do meu servo fiel Me contém.”


As vezes gosta de inverter a imagem do círculo: o mundo visível está no centro do círculo, abraçado pela circunferência que é Deus, cuja “Compaixão abraça todas as coisas”. E próprio de Ibn Arabi usar analogias de variadas maneiras, sendo cada qual uma faceta que revela uma luz diferente ou uma percepção ou, ainda, se refere a um Nome Divino diferente. Não há um modo “certo” de ver as coisas, mas cada modo reflete o fato de que o universo inteiro é: revelações múltiplas de uma única Luz, sempre mudando de forma, nunca mudando em princípio, sempre novas na descoberta dos significados. [Stephen Hirtenstein, O compassivo ilimitado: a vida e o pensamento espiritual de Ibn Arabi]




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