SÍMBOLOS: ALIMENTO; ARCA; ARCO E FLECHA; BESTIÁRIO DE CRISTO; BRAHMÂNDA; CASA; CAVERNA; CÉU; CRUZ; DRAGÃO; EGITO; ESPELHO; ESPIRAL; FONTE; ILHA; LÓTUS; MONTANHA; MAR; NUVEM; OCEANO; ORVALHO; PEDRA; PÉROLA; PEIXE; POÇO; PORTA; ROSA; NUDEZ; VIAGEM NOTURNA; VIDEIRA
René Guénon
Pertence à essência mesma do simbolismo iniciático não poder reduzir-se a fórmulas mais ou menos estreitamente sistemáticas, como aquelas nas quais se compraz a filosofia profana; o papel dos símbolos é ser o suporte de concepções cujas possibilidades de extensão são verdadeiramente ilimitadas, e toda expressão não é ela mesma mais que um símbolo; assim pois, é mister reservar sempre a parte do inexpressável, que é incluso, na ordem da metafísica pura, o que importa mais. (René Guénon, O ESOTERISMO DE DANTE)
Rito e símbolo... estão proximamente associados em sua natureza mesmo. De fato, todo rito necessariamente inclui um significado simbólico em todos seus elementos constituintes, e inversamente, todo símbolo produz ... nas pessoas que meditam sobre eles com as atitudes e as disposições requeridas, efeitos que são estritamente comparáveis àqueles ritos propriamente falados ... Poderia se dizer que os ritos são símbolos “postos em ação”, e que todo gesto ritual é um símbolo “atuado”... Basicamente rito e símbolo são somente dois aspectos de uma única realidade; e esta realidade em última análise nada mais é que a correspondência que associa juntos todos os graus da Existência universal, de tal maneira que através desta correspondência nos estados humanos pode ser posto em comunicação como os estados superiores de ser” (René Guénon, APRECIAÇÕES SOBRE A INICIAÇÃO)
“A palavra «símbolo», em sua acepção mais geral, pode aplicar-se a toda expressão formal, verbal ou figurada, de uma doutrina: não pode ter nenhuma outra função ou razão de ser que o que simboliza à ideia, quer dizer, dá uma representação sensível da ideia na medida do possível que, por outro lado, será puramente analógica”. (René Guénon, INTRODUCCIÓN GENERAL AL ESTUDIO DE LAS DOCTRINAS HINDÚES).
“O inferior pode simbolizar o superior, mas o inverso é impossível. Além do mais, se o símbolo está mais afastado da ordem do sensível, que aquilo que representa (em lugar de estar mais próximo), como poderia cumprir com a função à qual está destinado, que é a de fazer a verdade mais acessível para o homem, subministrando um «suporte» para sua concepção? (René Guénon, INTRODUCCIÓN GENERAL AL ESTUDIO DE LAS DOCTRINAS HINDÚES).
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Titus Burckhardt
Um símbolo não é simplesmente um signo convencional; ele manifesta seu arquétipo em virtude de uma certa lei ontológica; como o fez notar Coomaraswamy, o símbolo "é" de uma certa maneira aquilo que ele exprime. É, a princípio, por esta razão que o simbolismo tradicional nunca foi desprovido de beleza.
Filosofia
Mário Ferreira dos Santos: SÍMBOLOS RELIGIOSOS