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De Davi

DAVI — SUA DESCENDÊNCIA



Roberto Pla: Evangelho de ToméLOGION 1

  • Roberto Pla salienta a descendência de Jesus de Davi ao mesmo tempo que guarda sua posição de Senhor perante este como afirma o salmo: Disse o Senhor (Deus) a meu Senhor. Como o descendente antecede? Por não ser este descendente o filho da carne, tal como esperava o povo, mas um nascido do alto, a descendência de um regeneração espiritual como primazia para entrar no Reino de Deus. Tal nascido do Espírito — não nascido de mulher — é na linguagem de Jesus o Filho de Deus no homem, o Filho do homem, quer dizer, o Senhor, o Cristo, o Filho, ao qual Deus senta a sua direita.

  • Que o Filho de Deus, o nascido do Espírito seja além disso o filho da linhagem de Davi, é apenas cumprimento de promessa feita ao rei Davi e que nos tempos de Jesus ecoava forte no povo judeu.

  • Jesus deixa claro que embora possa se reconhecido em seu corpo terreno, de sangue davídico, no caso irrelevante, e de carne de mulher, virgem (a ser entendido no sentido oculto que exige o logion), o que importa é ser ele o Senhor, o Cristo, plenamente assumido e feito manifesto por sua consciência de Jesus Cristo. Ao mesmo tempo importa explicar que o Senhor que é ele, é o Filho divino, o Cristo oculto, pré-existente e uno com o Pai desde o princípio.

  • Nisso consiste a via oculta: em ressuscitar em nós o Vivente que espera desde a eternidade. O que não se acha longe de nós, pois nele vivemos, nos movemos e somos. Se não sabemos é porque é o Cristo oculto, mas está dito: De sua linhagem somos.


Evangelho de Tomé - Logion 2
No quarto evangelho as referências ao Paracleto são abundantes: (João 13:36; 14:5; 14:8). Na passagem conhecida como "Despedidas", o Paracleto é descrito como “o Espírito da Verdade que guia até a Verdade completa” e é ele que dá figura ao encontro, ou melhor, aos primeiros albores de um encontro firme e seguro, não mortal, com o Filho nascido do Alto.

O autor do evangelho joga com o duplo sentido que significa referir-se conjuntamente ao Filho, o Cristo manifesto, como descendente de Davi segundo à carne, na figura histórica de Jesus o Cristo Vivente e universal, e ao Filho, o Cristo oculto e universal a quem Davi chamou justamente senhor e que é em cada homem, em cada templo de carne, o Cristo Vivente ainda não manifestado totalmente. Mas agora — já dissemos — de acordo com o sentido do evangelho de Judas-Tomé, somente vamos nos ocupar da vertente do Cristo oculto e universal, muito desvalido historicamente e não do Cristo oculto manifesto, descrito com profusão e minúcias de detalhes pela cultura cristã.