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id da página: 5688 LEI MOISÉS

Dez Mandamentos

LEIMOISÉS — DEZ MANDAMENTOS


VIDE: FALA; LEI DE TALIÃO

Cabala

Yvan Amar
Deus fala (v. Palavra Criação Revelação). “Eu Sou” fala. E Moisés, o “homem-humanidade”, o homem que vale para Israel, “escuta”. Isto se reconhece: “Shema Israel, Adonai Eloenou, Adonai Ehad”. Escuta Israel, o Eterno nosso Deus, o Eterno é Um. E no coração deste reconhecimento, no coração desta revelação, Deus lembra um pacto, selado desde a origem, um contrato que estabelece uma eterna e mística relação entre Deus e Sua criação, entre Deus e o homem, entre o homem e a criação. Uma relação de responsabilidade recíproca, uma aliança pela qual devem fazer do homem e da criação o Lugar de Seu advento. E este pacto será renovado a cada vez que isto seja necessário. E Ele se lembrará por um homem à lembrança dos homens.

Na Aliança passada com Moisés, Deus dá os Dez Mandamentos. Para Deus, ordenar, é ao mesmo tempo “comandar”, e “aportar ordem”. Os Mandamentos são dados ao homem para, a eles se submetendo, levar ordem em sua vida, e levar a ordem de Deus no mundo, no espírito do pacto de origem. O homem, em guardando, em cumprindo estes Mandamentos, vai contribuir conscientemente ao advento de Deus em Sua criação. Vai “tornar retas as vias do Senhor” (v. João Batista.

Isso é possível para o homem, pois a ordem de Deus é ao mesmo tempo Sua força, e o testemunho de Sua confiança. Através deste pacto, pela responsabilidade que lhe é confiada, o homem sente nascer nele uma confiança que se confirma finalmente não ser a sua, mas aquela que Deus nele tem. E sentir isto desperta a força (dynamis) e a coragem (andreia) de cumprir os Mandamentos. A confiança de Deus é a força do homem; isso é a bendição. Não somente o Mandamento, a “ordem”, e a confiança, a “força para cumprir”, se revelam ser “um”, mas ainda mais, no coração desta confiança. o homem toma consciência de maneira evidente do sentido da vida, da Lei da qual estes Mandamentos são os avalistas no mundo e pel qual ele se torna servido consciente, guardião.

O Mandamento é a força bendizente de Deus. Sua ordem e Sua bendição são “um”: a Berakah. Seja a ordem do “crescer e multiplicar” dada a Adão e Eva, as diretivas dadas a Noé, o rito de circuncisão dado a Abraão, ou os Mandamentos transmitidos a Moisés, todos estão na bendição. Assim portanto, estas ordens, estes Mandamentos, são divinos.

Eles são a Kether Torah, “coroa da Lei”. Eles são, não somente o que deve ser constantemente relembrado, estudado, mas também sobretudo o que, tendo sido recebido e reconhecido pelo povo de Israel no Sinai, deve ser de novo por cada um; receber significando aqui os entender verdadeiramente. A tradição dirá: “Ver a voz de Deus”. Reconhecer a verdade no mais profundo de si, e aí buscar a força necessária para poder aí obedecer, em os encarnando em nossa vida de todos os dias.

Trata-se certamente de um contrato, Emoun, onde Deus Ele mesmo, em ordenando e bendizendo, se engaja inteiramente, e onde o homem, se apoiando na certeza da palavra dada, sobre a certeza, Emounah, de uma aliança tida e renovada, pode, por um assentimento da inteligências à verdade, dizer: “Sim, em verdade, é assim, Amem”. O contrato está selado, a relação de origem revivificada. E é assim que, desde sempre, faz-se girar a roda da Lei, é assim que se perpetua a tradição.


Cristianismo Oriental

Gregório de Nissa: MISTÉRIO DOS MANDAMENTOS


MANDAMENTOS: