Martin Heidegger: AUTENTICIDADE
Henry Corbin: Trilogie Ismaelienne
A infelicidade da consciência tem sua fonte no erro sobre a natureza do ser, do existir. É por isso que o conhecimento libertador é a existência autêntica eo ipso. Mas quando a teosofia do sufismo fala de ver simultaneamente o divino (haqq) na criatura (khalq) e a criatura no divino, para um teosofista ismaelita esse haqq-khalq só pode ser o Imame. Por isso, nosso comentarista explica: "A existência [o ato de ser] do espírito (rûh) é uma função do conhecimento espiritual (ma'rifaf) que se tem do Imâm. O acidental é o que está condenado ao nada: é a autossuficiência na própria alma [ou seja, sem a Alma da alma], conversa vã. Como disse um poeta: "A impiedade em geral é beber para si mesmo; a impiedade no verdadeiro sentido é esconder-se de si mesmo. Ó meu amigo, abstenha-se do corpo (ou seja, da letra morta, a aparência que esconde a Alma da Alma da alma). Pois foi dito: enquanto você estiver preso aos laços do egoísmo, estará escondendo Deus de si mesmo por meio de si mesmo. Sob o peso de tal impiedade, como você poderia conhecer nossa impiedade? E esses versículos significam: aquele que não sabe distinguir a luz das trevas é como o pássaro que estraga seus próprios ovos."
O autêntico ou a existência autêntica é aquilo que tem ou é Ser Real; frequentemente MacKenna traduz nas Enéadas, ousia por «existência autêntica».