VIDE: IGREJA — MODELO DO UNIVERSO
Orígenes: FIGURA DA IGREJA; IGREJA E SINAGOGA
El fenómeno «Iglesia», tal como se ha configurado en Occidente, con su magisterio, sus dogmas y sus concilios, es incompatible con el reconocimiento de las sodalidades iniciáticas. Este fenómeno no tiene equivalente en el Islam, aunque no por ello dejó de producirse un choque entre el Islam y los movimientos iniciáticos. Habría que estudiar comparativamente de un lado y de otro cómo el rechazo de todas las formas espirituales que podrían designarse como iniciáticas o esotéricas, marca el punto de partida de la secularización y la socialización. Ni la situación del Islam ni la del Cristianismo, incluso en la actualidad, pueden ser juzgadas en profundidad si se hace abstracción de este hecho esencial. (HCIbnArabi)
Na décima segunda homília, da obra siríaca anônima "Liber Graduum", se desenvolve uma teologia sistemática da Igreja em três níveis. Não há nada igual a isto em toda a literatura siríaca, embora existam ecos reconhecíveis disto. O escritor fala da Igreja, seu ministério ou serviço, seu sacerdócio, sacrifício eucarístico, altar, batismo, catequese e vida de oração em três níveis; o que é visível, e público, o que é oculto ou secreto no coração, e o que é “acima” ou celestial. O escritor insiste na origem divina, legítima e na importância do “nível” público, com o que parece ser uma tom defensivo (tanto, talvez, contra extremistas em seu próprio grupo e críticos na Igreja institucional?); este nível é a imagem do nível celestial, e fidelidade na Igreja visível ganhará admissão à Igreja celestial. Mas o entusiasmo do escrito é pelo nível oculto. A Igreja pública é importante, mas o crescimento espiritual depende do cultivo da “Igreja do coração”; é com vistas a este crescimento interior que a Igreja pública, como uma mãe amorosa e sábia , educa seus filhos. (Aqui pelo meno temos uma completa apresentação da figura da Igreja-mãe, enquanto em outros autores, só se trata implícita ou marginalmente). Evidentemente par ao escritor há uma correlação entre o “paraíso celestial”, “reino”, “cidade de nosso Senhor” e a Igreja celestial por um lado, e a vida cristã na terra por outro lado, em que ambas prometem entrada na primeira ou realmente a antecipam. Enquanto o “Justo”, que não renuncia o casamento e as posses e que vive na Igreja “visível”, tem a promessa da entrada na Igreja celestial, o “Perfeito” (sem dúvida os ascetas do movimento do autor, ou os Filhos da Aliança, embora não mencione estes) já moram no “Paraíso” e, pelo cultivo da “igreja” e louvação no coração”, já na Igreja celestial enquanto na terra. Mas o escritor deixa claro sua lealdade à Igreja institucional na terra, como se dissesse “não podes fazer cismáticos de nós”. A homília inteira reproduzimos a seguir, em sua versão em inglês, única que dispomos: Igreja Visível e Oculta. [SÍMBOLOS DA IGREJA E DO REINO]
Perguntando de chofre a qualquer um onde é o lugar de deus, a resposta mais à mão é "na igreja". A igreja, nesse sentido, significa um lugar preciso no espaço abstrato de um sistema de coordenadas, em que algumas pessoas se ocupam de deus e da religião e esse lugar pode ser encontrado por qualquer um, desde que possua o endereço. Igreja significa, aqui, uma edificação, uma construção arquitetônica. Mas, muito antes da construção de uma igreja-edifício, o Cristianismo fala de Igreja para designar toda a cristandade, tomada na sua universalidade e no seu ser uno. Igreja, ekklesia é, na língua de São Paulo (autor que mais usa este termo no NT), a igreja de deus, a própria universalidade de deus. Igreja é o termo usado pelos setenta para traduzir a palavra hebraica qâhâl, palavra do Antigo Testamento e que designou um dos seus livros, o Eclesiástico. Exprime um sentido de povo, de comunidade em deus, cuja união constitui em si mesma um templo, um santuário, um lugar sagrado. Sendo o templo de deus a própria comum-unidade, trata-se de um lugar que é em si mais o movimento de reunir do que o onde se cumpre a reunião. O movimento de reunir é, estranhamente, um lugar mais forte do que qualquer fortificação, pois subsiste a toda destruição, podendo sempre se restaurar. No Eclesiástico 50 conta-se como Simão, filho de Onias, restaurou "durante a vida a Casa e em seus dias consolidou os fundamentos do alto pórtico, o alto contraforte da muralha do templo". Uma das mais belas interpretações dessa passagem do Eclesiástico é o sermão número 10 de Mestre Eckhart, o sermão em que ele se pergunta o que é deus e o que é o templo-lugar de deus. Esse sermão constitui um dos textos mais ricos para o esforço de se compreender o sentido religioso do espaço no pensamento medieval. [ Marcia Sá Cavalcante Schuback: Excertos de "PARA LER OS MEDIEVAIS"]
Sabes que na Alemanha, na França e em outros países muitos preconizam a doutrina chamada das "duas igrejas", a igreja de Pedro e a igreja de João, ou das "duas épocas", a época de Pedro e a época de João. Sabes também que essa doutrina ensina o fim — mais ou menos próximo — da igreja de Pedro, ou do papado, seu símbolo visível, a ser substituído pelo espírito de João, o discípulo amado do Mestre, aquele que, inclinado sobre seu peito, ouviu as batidas de seu coração. Assim a igreja "exotérica" de Pedro daria lugar à igreja "esotérica de João", que seria a da liberdade perfeita.
Ora, João, que se submeteu voluntariamente a Pedro como chefe e príncipe dos apóstolos, não foi seu sucessor depois de sua morte, embora tenha sobrevivido a ele por muitos anos. O discípulo amado, que ouviu as batidas do coração do Mestre, é e será sempre o representante e o guardião desse coração — e como tal não foi, não é e jamais será o chefe ou a cabeça da Igreja. Porque como o coração não é chamado a substituir a cabeça, do mesmo modo João não é chamado a suceder a Pedro. O coração conserva bem a vida e a alma, mas é a cabeça que toma as decisões e que dirige e escolhe os meios para a execução das tarefas do organismo todo — cabeça, coração e membros.
A missão de João consiste em conservar a vida e a alma da Igreja — em viver até a segunda vinda do Senhor. Por isso João nunca pretendeu e nunca pretenderá ter a função diretiva do corpo da Igreja. Ele vivifica esse corpo, mas não dirige suas ações. (Meditações Tarô)
En efecto, nos queda precisar el papel del vinculamiento a una organización tradicional que, bien entendido, no podría dispensar de ninguna manera del trabajo interior que cada uno no puede cumplir más que por sí mismo, pero que es requerido, como condición previa, para que este trabajo mismo pueda producir efectivamente sus frutos. Debe comprenderse bien, desde ahora, que aquellos que han sido constituidos como los depositarios del conocimiento iniciático no pueden comunicarle de una manera más o menos comparable a la manera en que un profesor, en la enseñanza profana, comunica a sus alumnos fórmulas librescas que ellos no tendrán más que almacenar en su memoria; aquí se trata de algo que, en su esencia misma, es propiamente «incomunicable», puesto que son estados que hay que realizar interiormente. Lo que se puede enseñar, son únicamente métodos preparatorios para la obtención de esos estados; lo que puede ser proporcionado desde fuera a este respecto, es en suma una ayuda, un apoyo que facilita grandemente el trabajo que hay que cumplir, y también un control que descarta los obstáculos y los peligros que pueden presentarse; todo eso está muy lejos de ser desdeñable, y aquel que fuera privado de ello correría mucho riesgo de desembocar en un fracaso, pero eso no justificaría todavía enteramente lo que hemos dicho cuando hemos hablado de una condición necesaria. Así, no es eso lo que tenemos en vista, al menos de una manera inmediata; todo eso no interviene sino secundariamente, y en cierto modo a título de consecuencias, después de la iniciación entendida en su sentido más estricto, tal como lo hemos indicado más atrás, y cuando se trata de desarrollar efectivamente la virtualidad que ella constituye; pero todavía es menester, ante todo, que esta virtualidad preexista. Así pues, es de otro modo como debe ser entendida la transmisión iniciática propiamente dicha, y no podríamos caracterizarla mejor que diciendo que ella es esencialmente la transmisión de una influencia espiritual; tendremos que volver de nuevo sobre esto más ampliamente, pero, por el momento, nos limitaremos a determinar más exactamente el papel que juega esta influencia, entre la aptitud natural previamente inherente al individuo, y el trabajo de realización que cumplirá a continuación. [CONDIÇÕES DE INICIAÇÃO]