Ananda Coomaraswamy: DA PERTINÊNCIA DA FILOSOFIA
Com a eviternidade cristã, a amrtatva indiana e o conceito tradicional de humanidade e de Homem Perfeito (como por exemplo o insanu'l kamil islamita), cf. Jung em Modern Man in Search of a Soul, p. 215: "Se fosse permitido personificar o inconsciente, poderíamos dar a isso o nome de ser coletivo que combinaria as características dos dois sexos, transcendendo a juventude e a idade, o nascimento e a morte e tendo sob seu comando uma experiência humana de um ou dois milhões de anos, quase imortal. Se existisse um ser assim, seria exaltado acima de qualquer mudança temporal. . . teria vivido inúmeras vezes a vida do indivíduo ou da família, tribo e povo, e possuiria o sentido vivo do ritmo de crescimento, florescimento e degeneração. Seria absolutamente grotesco para nós dar a este sistema imenso da sensação da psique inconsciente o nome de ilusão". Podemos notar aqui que inconsciente apresenta uma analogia com Sono Profundo (susupti = samadhi = ex-cessus ou raptus); por outro lado, o uso da palavra coletivo indica uma concepção puramente científica, não uma concepção metafísica.
René Guénon: Tradição e Inconsciente