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id da página: 8960 Jumenta Jumentinho

Jumenta Jumentinho

BESTIÁRIO — JUMENTA E JUMENTINHO


CRISTOLOGIA
LE PRÉTENDU « CULTE DE L'ÂNE » DANS L'ÉGLISE PRIMITIVE (ótima indicação de Antonio Carneiro)


PERENIALISTAS
René Guénon:

Sería un error querer oponer a esto el papel desempeñado por el asno en la tradición evangélica, pues, en realidad, el buey y el asno, situados a una y otra parte de la cuna en el nacimiento de Cristo, simbolizan respectivamente el conjunto de las fuerzas benéficas y el de las fuerzas maléficas; ambos conjuntos se encuentran nuevamente, por lo demás, en la Crucifixión, bajo la forma del buen ladrón y el mal ladrón. Por otra parte, Cristo montado sobre un asno a su entrada en Jerusalén representa el triunfo sobre las fuerzas maléficas, triunfo cuya realización constituye propiamente la "Redención" misma. En esta nota se encuentra la respuesta al primero de los dos puntos dejados en suspenso por el autor en una de las notas del cap. XX: Sheth; la explicación del segundo punto se da en el cuerpo del artículo.


Jean Robin: SETH O DEUS MALDITO — JUMENTA E JUMENTINHO (original)
Trad. Antonio Carneiro

Em um domínio mais folclórico, a Bíblia nos apresenta o asno como a montaria dos príncipes: « Abençoais ó Senhor, vós que montais jumentas brancas e luzentes », cantava Débora aos poderosos de Israel (Livro dos Juízes, V, 10). Jair de Galaad, juiz de Israel, teve 40 filhos e 30 netos que montavam 70 belos burricos (ibid, XII, 13-14). Foi indo à procura de jumentas da jumentada de Cis, seu pai, que Saul teve conhecimento de Samuel que reinaria sobre Israel (Livro de Samuel, IX et X). Zacarias anuncia o Messias, Dominador do Mundo e guiando os exércitos do Céu, nesses termos entusiastas: « Pule de contente, exulte de alegria, ó filha de Sião, pois eis que teu rei vem à ti. (...) Chega montado sobre um jumentinho, sobre o filhote de uma jumenta. » (Profecia IX, 9.) Todavia, a uma época tardia, o sentido da tradição desaparece aos poucos para grande número de pessoas e a simbólica setiana (como vimos à propósito do galo) parece resgatar essencialmente o esoterismo, mesmo no seio do judaísmo. Uma lenda gnóstica merece fé. Segundo Epifânio (Heresias, XXVI, 12) que tinha achado esse relato em um manuscrito gnóstico intitulado “Gentia Marias”, enquanto, segundo o rito da tarde, Zacarias, pai de João o Batista, turibulava só no santuário, teve a visão de repente de um homem com cabeça de asno. Saindo do templo para proclamar diante da multidão a verdadeira identidade do deus adorado no Templo, foi privado da fala. Tendo, em seguida, recuperado o uso (da fala), revelou imprudentemente o que sabia e mandaram matá-lo pelo povo como blasfemador...

Portanto, repetimos ainda, para os judeus, o jumento é em todos aspectos signo de vitória. [1] O Scilo ou Messias corresponde ao Tartaq (no texto Tharthak) sírio ("príncipe das trevas", divindade do povo de Avá, de Samaria, segundo a tradição, representado como jumento), o Asno real, com manto de púrpura. É porque São Mateus (XXVII, 28) faz Jesus vestir isso. Se se reporta à antiga profecia de Jacó sobre Judá, o jumento é o acessório da vitória (Gn XLIX, 10-12): « O cetro não se afastará de Judá nem o bastão de comando d’entre as coxas (Gn 49:10) (alusão desprovida de equívoco à possessão do talismã de Seth, o falo de Osíris) até que venha o Scilo e que os povos lhe obedeçam.

« Então prendeu seu jumento à Vinha e o jumentinho à melhor cepa. (Gn 49:11) » E ainda: « Lavará no vinho sua roupa e seu manto no sangue das uvas. (Gn 49:11) » [2] O sentido cosmológico desta profecia está claro se se sabe que Judá, como José, é personificado pela constelação ou signo de Leão [3], que precede justamente a Virgem no zodíaco. Além disso, na constelação de Virgem, a estrela Épsilon não é outra senão a Vindimadora... Quanto a estrela Alfa desta mesma constelação, é também o Gritador; o que não é sem evocar ((JB|João (Iohanes) o Batista)), o Precursor dos cabelos ruivos [4], a « voz que grita no deserto ».

Os romanos não ignoravam nada da veneração dos judeus pelo asno. Assim Martial (Marcus Valerius Martialis) (Epig. XI, 94) faz prestar juramento nesses termos à um poeta judeu: « Juro pelo asno, circunciso! » (“Jura, verpe, per ancarium”). Outros autores, tais com Flávio Josefo (Cont. Apionem, II, 7), Tácito (Hist. V. 3), Plutarco (Sympos. IV, 2, 10), Minutius Félix (Octa-vitts, IX) são perfeitamente a propósito desta representação divina. E mais interessante ainda, Tertuliano (Apologet. XVI) qualifica o Deus dos cristãos de “Onokoïtès” (dormindo com asno). É a vários títulos com efeito que, entre os cristãos, o jumento também representa um grande papel. Para compreender o aspecto cosmogônico ou mais precisamente o « astrológico », é conveniente tomar as coisas com certa distância.