Índia
Upanixades: UPANISHAD DU RENONCEMENT
A partida (parivrajya) dá lugar a ritos precisos. Nos textos, é dito que para aquele que parte, não há retorno. Esta partida portanto é concebido como uma ruptura. É uma passagem. De quê a quê? Do mundo ritual onde toda coisa se faz com vistas a um outro bem (o rito criando uma ligação visível entre o sacrificante e a divindade) a um além dos ritos. Não é uma interiorização do sacrifício ritual, mas sua superação. Ele «abandona» de certa maneira esta arquitetura feita de ligações que são os sacrifícios (o sacrifício mantém a noção de ganho de perda), para que o renunciante se torna ele mesmo um sacrifício contínuo e se une unanimemente e sem intermediário ao Absoluto transcendente, impessoal (brahman).
O sentido deste abandono, segundo Alyette Degrâces-Fahd, se aproxima do sentido dado por Simone Weil, onde esta palavra significa a passagem do particular ao universal, do plano individual ao plano divino, é um retorno à origem de toda existência.
Esta ideia de abandono a Deus se encontra também nos termos sânscritos. O verbo significante «abandonar, renunciar», leva nele mesmo uma referência à criação (srst), da raiz SRJ «emetir, lançar».