VIDE: ZOE; EUGNOSTO E A SABEDORIA DE JESUS; ESCRITO SEM TÍTULO; PECADO DE SOFIA
Bentley Layton: Excertos de THE GNOSTIC SCRIPTURES: A NEW TRANSLATION WITH ANNOTATIONS AND INTRODUCTIONS
A Sabedoria (Sofia) pertencente à Consideração (Oroiael: uma das quatro luminárias diante do Divino Autogerado). Mãe de Ialdabaoth, mãe dos vivos, um espírito santo, parceira da posteridade de Seth. Também chamada vida (Zoe) e referida como "uma consideração". Por vezes Zoe aparece como filha de Sofia
Ioan Couliano: MITO DE SOFIA
O epíteto Prunicos faz alusão a lascividade de Sofia.
Marvin Meyer:
Do grego pistis, no tratado Escrito Sem Título, Sofia Zoe é filha de Pistis, ou de Pistis Sophia.
Michel Tardieu:
Em sua análise do Escrito Sem Título, Tardieu apresenta a primeira realidade deficiente nascida de Pistis: Sofia. De Pistis emana uma "semelhança: Sofia. Esta última não é satisfeita do lugar que ocupa e reivindica a igualdade ou a semelhança (v. sizígia) com a entidade suprema. Ela se afirma como sendo fundamentalmente epithymia. Sofia comunicará a todos os seres emanados dela seu epithymia: ela aparece portanto no princípio mesmo deste mundo desordenado. Última realidade emanada do mundo do alto, ela será a primeira realidade em relação a este mundo daqui, raiz de todas as coisas.
No plano cosmogônico, sua função é de operar a disjunção do "do alto" do "de baixo", "cortina" ou "véu" (v. Véu) que separa o alto do baixo e cobre de sua sombra toda realidade.
De fato, o estatuto da Sofia é essencialmente ambíguo: ligada à Pistis, ela tem um lado voltado para o alto; sendo epithymia, ela pertence ao em baixo. E é a todos os seres que ela transmite seu duplo pertencimento: princípio de plenitude e de epistrophe, princípio de deficiência e de corrupção pela epithymia.