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id da página: 7092 Tao Te Ching 1 Lao-Tzu

Tao Te Ching 1


VEJA: TAO TE CHING I


O Tao que pode ser falado não é o eterno Tao.
O nome que pode ser nomeado não é o eterno Nome.
O inominável é o eternamente real.
Nomear é a origem de todas as coisas particulares.
Livre de desejo, realizas o mistério.
Preso em desejo, vês somente as manifestações.
No entanto, o mistério e as manifestações erguem-se da mesma fonte.
Esta fonte é chamada escuridão.
Escuridão dentro de escuridão.
O portal para toda compreensão.

Léon Wieger (tr. Antonio Carneiro)


A. O princípio que pode ser enunciado, não é aquele que sempre foi. O ser que pode ser nomeado, não é o que de todos os tempos foi. Antes dos tempos, foi um ser inefável, inominável.

B. Enquanto ainda era inominável, concebeu o céu e a terra. Depois que assim fez se tornou nominável, deu nascimento à todos os seres.

C. Esses dois atos não são senão um, sob duas denominações diferentes. O ato gerador único, é o mistério da origem. Mistério dos mistérios. Porta pela qual desembocaram sobre a cena do universo todas as maravilhas que o preencheram.

D. O conhecimento que o homem tem do princípio universal, depende do estado de seu espírito. O espírito habitualmente livre de paixões, conhece sua misteriosa essência. O espírito habitualmente apaixonado, não conhecerá senão seus efeitos.


A via, que é uma via, não é a Via. O nome que tem um nome, não é um Nome. Sem nome, é a origem do céu e da terra; com um nome, é a mãe dos Dez mil seres. Com a faculdade de não sentir, se está próximo do conceber; com a faculdade de sentir, atinge-se a forma. Isso constitui verdadeiramente duas coisas. Aparecendo juntas, seu nome é fácil; a explicá-las juntas, sua origem é obscura; obscura, esta origem continuamente se obscurece. É a Porta por onde passa a inumerabilidade dos seres.


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