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id da página: 1621 Thomas Taylor – Proclus – Sobre a Providência e o Destino Thomas Taylor

Thomas Taylor Proclus Providencia Destino

Thomas TaylorProclus – Sobre a Providência e o Destino, e o que está em nosso poder. (1816)

Tradução em inglês de Thomas Taylor

  • Prefácio e Contexto da Discussão sobre Providência e o Livre-Arbítrio

    • Sobre a opinião de que as concepções da mente de Teodoro são maduras e adaptadas a um homem que ama a contemplação dos seres.
    • Acerca do propósito de aduzir o que parece ser a verdade sobre os temas propostos, em concordância com as coisas mesmas e com as opiniões dos filósofos mais celebrados.
    • Em que se menciona a utilidade de ouvir os questionamentos de um homem versado em mecânica, outrora conhecido.
    • Sobre a natureza dos temas investigados, que foram mil vezes examinados e sobre os quais a alma se excita, tendo já recebida muita luz pelos escritos de Plotino e Jâmblico, e, antes destes, pelo divino Platão.
    • Em que se afirma ser necessário escrever de modo conforme a estes e aduzir a verdade sobre os assuntos da inquirição.
  • Exposição da Concepção Inicial de Teodoro sobre o Destino

    • Sobre a concessão de indulgência a Teodoro por, olhando para as várias conexões dos assuntos humanos, ter concebido um único fabricante e artífice de tais coligações no universo, denominando-o Destino.
    • Acerca da sua definição do Destino como a série e consequente geração das coisas, um drama dirigido por alguma inevitável necessidade.
    • Em que se relata que Teodoro celebrou isto como Providência, afirmando que só ela possui livre-arbítrio e é senhor de todas as coisas.
    • Sobre a sua concepção de que o livre-arbítrio da alma humana é apenas um nome e é verdadeiramente nada, pois a alma tem um arranjo no mundo, é subserviente às energias de outras coisas e é uma parte do tecido mundano.
    • Em que se utiliza as suas próprias palavras para afirmar que a alma humana é uma máquina, pois há uma causa irrefragável que move todas as coisas que o mundo compreende em si mesmo.
    • Acerca da sua visão do universo como uma máquina, com esferas complicadas umas nas outras analogamente a certos tambores, e de que os animais parciais e as almas movidas por elas, e todas as coisas, dependem de um único movente.
    • Sobre a suposição de que, honrando a sua arte, Teodoro concebeu que o artífice do universo é um certo mecânico e que ele é um imitador da melhor das causas.
  • Estabelecimento dos Três Problemas Fundamentais para a Investigação

    • Sobre a necessidade de considerar a diferença entre três coisas para chegar ao âmago dos assuntos de investigação.
    • Acerca do primeiro problema: que a Providência e o Destino não diferem da maneira como Teodoro concebe, sendo um uma consequência conectada e o outro a necessidade, causa desta consequência.
    • Em que se afirma que ambos são causas do mundo e de tudo que nele é produzido, mas a Providência subsiste antes do Destino, e tudo que é produzido segundo o Destino é, por prioridade maior, produzido pela Providência.
    • Sobre o segundo problema: que a alma separável do corpo, que desce a esta morada mortal dos Deuses, é diferente da alma que está nos corpos e que subsiste neles sendo inseparável dos seus sujeitos.
    • Em que se estabelece que a última depende essencialmente do Destino, mas a primeira da Providência.
    • Acerca do terceiro problema: que a ciência e a verdade inerentes às almas que conversam com a geração são diferentes da ciência e verdade nas almas que fugiram desta morada e se estabeleceram no lugar de onde primeiro caíram.
    • Sobre a promessa de que, descobertas soluções suficientes para estes três particulares, se obterá uma resposta satisfatória às inquirições.
  • Investigação sobre a Diferença entre Providência e Destino

    • Sobre a necessidade de, partindo do primeiro problema proposto, descobrir a diferença entre Providência e Destino.
    • Acerca da citação de Platão de que "em tudo é requisito conhecer o único princípio daquilo que é o objeto de especulação, ou devemos errar em tudo".
    • Em que se segue o ensinamento do daemoniaco Aristóteles de que, após indagar se uma coisa é, deve-se investigar em seguida o que ela é.
    • Sobre a aplicação do método divisório e das concepções comuns para desdobrar a Providência e o Destino.
    • Acerca das concepções comuns que afirmam que a Providência é a causa do bem para aqueles seres para os quais provê, e que o Destino é também uma causa, mas a causa de uma certa conexão e consequência para as coisas geradas.
    • Em que se infere, a partir destas concepções, que o Destino é a causa das coisas que estão conectadas.
    • Sobre a consideração das coisas que são conectadas, distinguindo-se os seres cuja essência está na eternidade daqueles cuja essência está no tempo.
    • Acerca da conclusão de que as naturezas governadas e conectadas pelo Destino são movidas por algo outro e são inteiramente corpóreas.
    • Em que se identifica o Destino com a natureza deste mundo, uma certa essência incorpórea que preside e é a vida dos corpos, movendo-os internamente e conectando os movimentos de todas as coisas distantes em tempos e lugares.
    • Sobre a confirmação desta descoberta a partir de Aristóteles, de Platão e dos Oráculos dos Deuses, que dizem: "Não olhes para a Natureza, pois o nome dela é fatal".
  • Definição e Posição Hierárquica da Providência

    • Sobre a definição da Providência como a fonte do bem, sendo primariamente a própria causa divina.
    • Acerca da afirmação de Platão de que "nenhuma outra causa do bem além de Deus deve ser admitida".
    • Em que se estabelece a Providência acima tanto dos inteligíveis quanto dos sensíveis, sendo superior ao Destino.
    • Sobre a relação entre as esferas: as coisas que estão sob o Destino também estão sob a Providência, possuindo sua conexão do Destino, mas sua participação do bem da Providência.
    • Acerca da distinção de que, com respeito às coisas que estão sob a Providência, nem todas estão igualmente necessitadas do Destino, sendo as naturezas intelectuais isentas dele.
    • Em que se afirma que o império do Destino está inteiramente nas naturezas corpóreas.
    • Sobre a referência a Platão, que diz que uma subsistência deste tipo é mesclada do intelecto e da necessidade, com o intelecto governando sobre a necessidade dos corpos.
    • Acerca da conclusão de que a Providência, estando acima do intelecto, reina sobre este e sobre as coisas que estão sob esta necessidade, enquanto a necessidade sozinha reina sobre as coisas que estão sob o seu domínio.
    • Sobre a compreensão de que há dois gêneros de coisas, o intelectual e o sensível, e dois reinados: o da Providência acima, que reina sobre ambos, e o do Destino abaixo, que tem domínio apenas sobre os sensíveis.
    • Em que se estabelece que a Providência difere do Destino assim como um Deus difere daquilo que é divino por participação e não primariamente.
  • Análise da Alma Separável e da Alma Inseparável dos Corpos

    • Sobre a assunção, a partir da filosofia de Aristóteles, de que toda alma que tem uma energia de modo algum indigente de corpo, tem também uma essência além e separável do corpo.
    • Acerca da investigação sobre qual alma em nós não é de modo algum indigente de corpo nas suas energias naturais.
    • Em que se demonstra que os poderes sensitivos, irascíveis e apetitivos energizam em conjunção com o corpo.
    • Sobre o exame da natureza racional, que reprime os movimentos irracionais e se liberta deles como de coisas alheias à sua natureza.
    • Acerca da observação de uma energia melhor da alma racional, na qual ela se converte a si mesma, vê a sua própria essência e os poderes que contém, redescobrindo-se como um mundo racional, imagem das naturezas anteriores a si e paradigma das posteriores.
    • Sobre a contribuição da aritmética e da geometria para esta energia, alongando a alma dos sentidos e purificando o intelecto.
    • Em que se descreve a alma correndo de volta à sua mais alta inteligência, através da qual vê as almas irmãs no mundo, as essências intelectuais e, antes destas, as mônades dos próprios Deuses.
    • Acerca da conclusão de que a alma racional e intelectual, de qualquer modo que energize, está além do corpo e do sentido, e portanto deve ter uma essência separável de ambos.
    • Sobre a confirmação disto a partir do fato de que, quando a alma energiza conforme a natureza, é superior à influência do Destino, mas quando cai no sentido, segue as naturezas que estão debaixo dela.
    • Em que se citam os Oráculos dos Deuses, que ordenam não olhar para a natureza, não co-aumentar o Destino e evitar tornar-se corpóreo com os rebanhos fatais, e que ensinam que as almas que se tornam veneráveis pelo entendimento das obras do pai escaparão da asa fatal do Destino.
  • A Natureza do que está em Nosso Poder (Livre-Arbítrio)

    • Sobre a necessidade de olhar para a alma que vive conforme a natureza para ver o que está em nosso poder.
    • Acerca da afirmação de que a alma que não é débil vive conforme a natureza, e que a alma não é débil a não ser que esteja repleta do vício.
    • Em que se define que o que está em nosso poder usa todas as circunstâncias retamente, proíbe que ocorram ou previdentemente atende aos eventos calamitosos.
    • Sobre a permissão que a alma concede ao Destino para agir sobre as coisas que são posteriores a ele, mas é coordenada com as naturezas anteriores a si.
    • Acerca da resposta ao argumento de que o sucesso e o fracasso nas ações humanas indicam a não existência do livre-arbítrio.
    • Em que se distingue que os homens sábios consideram a divindade como causa principal dos eventos, o período do mundo e o tempo como causas seguintes, e a si mesmos como causas naquelas coisas em que lhes é atribuída uma escolha deliberada.
    • Sobre a citação de Platão nas Leis, de que a divindade governa todas as coisas, mas depois dela a Fortuna e o Tempo governam todos os assuntos humanos, e a nossa arte segue como terceira após estas.
    • Acerca da localização do que está em nosso poder nas nossas eleições e impulsos internos, dos quais somos senhores, enquanto as coisas externas têm muitos outros seres mais poderosos como seus senhores.
    • Em que se afirma que a qualidade de um ato não é derivada do universo, mas da vida do agente, embora seja coordenada ao todo por causa do todo.
    • Sobre a confirmação desta posição através dos Oráculos dos Deuses, que frequentemente atribuem a vitória à nossa escolha.
  • A Relação entre o Livre-Arbítrio, a Adivinhação e o Conhecimento Divino do Futuro

    • Sobre a objeção de que a solicitude acerca do futuro, inclusive através da adivinhação, parece negar que algo esteja em nosso poder.
    • Acerca da refutação de que, se nada está em nosso poder, a adivinhação é supérflua, mas como não é supérflua, nem tudo é produzido por compulsão.
    • Em que se admite que a adivinhação, as preces e os ritos sagrados contribuem para a nossa vantagem, podendo, por vezes, predominar sobre as gerações introduzidas pelo universo.
    • Sobre a solução do problema do conhecimento divino dos eventos futuros, sem que isso imponha necessidade aos eventos.
    • Acerca da afirmação de que os Deuses conhecem as coisas futuras de modo definido, mas que os eventos podem ser gerados de modo indefinido a partir de uma causa definida.
    • Em que se estabelece que a forma do conhecimento não é tal como o objeto do conhecimento, mas tal como a natureza gnóstica, sendo possível conhecer o subordinado de um modo mais excelente.
    • Sobre a conclusão de que os Deuses, sendo melhores que todas as coisas, compreendem antecipadamente todas as coisas de um modo mais excelente: superessencialmente os seres, prior ao tempo as coisas temporais, incorporeamente as naturezas corpóreas, definidamente as coisas indefinidas.
    • Acerca da inferência de que não se segue que, se os Deuses sabem o que será, o evento deve acontecer por necessidade; antes, deve-se dar ao evento uma geração indefinida a partir de uma causa definida, e aos Deuses uma previsão definida daquilo que é indefinido.
  • Resposta às Dúvidas sobre o Bem, a Ciência e a Injustiça Aparente

    • Sobre a refutação da opinião de que o bem é o que é deleitável para cada indivíduo, existindo por posição.
    • Acerca da afirmação de que o bem não é deleitável para todos os homens, mas apenas para aqueles em que a razão preside.
    • Em que se atribui a diversidade de costumes e instituições legais às diferentes vidas das almas: a racional, a irascível e a apetitiva.
    • Sobre a resposta à dúvida levantada pelas afirmações de Sócrates sobre a ignorância e a esperança de conhecer a verdade após a morte.
    • Acerca da enumeração dos modos de conhecimento da alma: a opinião, a ciência matemática, a dialética, o intelecto e a inteligência supra-intelectual.
    • Em que se explica que Sócrates, possuindo os modos inferiores mas esperando obter os superiores, diz que conhecerá a verdade ao ser liberto do corpo.
    • Sobre a solução da dúvida de por que os homens bons estão em pior condição e os maus obtêm o que desejam.
    • Acerca do argumento de que, se não houvesse nada em nosso poder, não seria próprio indagar por que a retribuição dos eventos é contrária ao merecimento.
    • Em que se afirma que o que está em nosso poder não predomina sobre, mas coopera com as coisas externas, dispondo das coisas internas segundo o seu próprio poder.
    • Sobre a definição final do que está em nosso poder como um poder racional, apetitivo, desejante tanto do bem verdadeiro quanto do aparente, sendo o mesmo que a eleição ou escolha, e caracterizando a natureza média da alma humana.