VIDE: ESCOLHA
O arbitrar livremente sobre o que quer que seja é uma condição que caracteriza o ser humano. Ser capaz de arbitrar significa ser capaz de decidir. Decisão por sua vez implica em discernimento prévio e ato consequente.
Ananda Coomaraswamy: LIVRE ARBÍTRIO
Filosofia
Franz von Baader: FERMENTA COGNITIONIS 1.1; ESCOLHA
Joan O'Grady: Excertos da tradução em português de José Antoino Ceschin do livro de Joan O'Grady, «HERESY: HERETICAL TRUTH OR ORTHODOX ERROR? A STUDY OF EARLY CHRISTIAN HERESIES»
A palavra "arbítrio", em relação ao homem, pode ser entendida de diferentes maneiras. Pelágio afirmava que um ser humano é capaz de escolher entre o bem e o mal a qualquer momento, em qualquer circunstância da vida. Para Pelágio, o "arbítrio" representava o poder de escolha, imparcial e neutro. Agostinho descreve nossa vontade como algo já condicionado por acontecimentos anteriores. Em De Civitate Dei, ele escreve: "Mas não se subentende que nada deva ser deixado ao nosso livre-arbítrio, porque Deus conhece a ordem certa e estabelecida de todas as causas (porque nossa própria vontade encontra-se nessa ordem de causas, que Deus conhece muito bem já de antemão), já que a vontade humana e a causa (imediata) de todas as ações humanas''.