Pressuponho, ao montar as páginas que seguem, que os evangelhos que compõem o Evangelho de Jesus não são relatos históricos, no sentido moderno da expressão. Não que não incluam eventuais referências históricas. No entanto, seu maior valor está em oferecer através de tipos, figuras, personagens, narrativas, e principalmente imagens, um arsenal de quadros, de cenas e de representações, necessário à mensagem para o homem, de qualquer tempo ou lugar, de que há uma "boa nova": o filho da Virgem, da pureza absoluta em cada um de nós, o Emanuel nomeado na Anunciação, o Deus conosco, vai ser Jesus em cada um de nós, a parte santa que nos salva (Jesus = (Deus salva), e assim pode vir a, ser em cada um de nós, por nossa participação, o Ungido de Deus, Cristo.