É absurdo que essa parte da mente, confinada à consciência pessoal—o ego—se erga para negar a Mente-em-si, sua própria Fonte. Pois o ego está limitado ao que experimenta e conhece—uma área extremamente restrita. (PBN6)
Brunton & Damiani
The Notebooks of Paul Brunton, 16-volume series, Larson Publications.
DAMIANI, Anthony. Astronoesis: philosophy’s empirical context : astrology’s transcedental ground. New York: Larson Publications, 2016.
Sim, nós somos essa Consciência. Mas a limitamos às formas que ela assume, enquanto nos confinamos nas ideias que ela gera; reduzimos e estreitamos essas ideias até que se tornem apenas pensamentos do ego. (PB6)
Quando se diz que a separação é o grande pecado, isso não se refere à relação de uma pessoa com outros seres humanos. Refere-se à separação, em pensamento, do próprio eu superior.
A qualidade suprema e a majestosa imensidão da Mente não podem ser confinadas no pequeno ego, assim como sua verdade não pode ser reduzida à falsidade deste último.
Plotino, eneada-iii-2-2: O Princípio-Intelectual, então, em sua serenidade imperturbável, trouxe o universo à existência............Pois a Emanação do Princípio-Intelectual é a Razão, uma emanação infalível enquanto o Princípio-Intelectual continuar a ter lugar entre os entes.
Plotino, eneada-v-2-2: Há, portanto, desde o primeiro princípio até o último, uma saída na qual infalivelmente cada princípio retém seu próprio assento, enquanto seu desdobramento assume outra posição, uma mais baixa, embora, por outro lado, todo ser esteja em identidade com seu anterior enquanto mantiver esse contato.
Plotino, eneada-v-i-6: Todos os entes (...) produzem (...) a partir de sua essência, em virtude do poder que deve estar neles - alguma hipóstase necessária voltada para o exterior, continuamente ligada a eles e representando em imagem os arquétipos que os engendram...... Novamente, tudo o que é plenamente alcançado engendra: portanto, o eternamente alcançado engendra eternamente um ser eterno.
Plotino, eneada-v-4-1: Antes de todas as coisas, deve existir um Simplex, diferente de todas as suas sequelas, reunido em si mesmo, não misturado com as formas que surgem a partir dele, e ainda assim capaz, de alguma forma, de estar presente naquelas outras ...
A não-dualidade apresenta uma visão inclusiva da realidade: a manifestação e a multiplicidade não são extrínsecas e ilusórias (como em um monismo puro), nem são princípios diferentes e separados do Uno (como no dualismo).
Enquanto investigamos a natureza do Uno, também questionamos qual entendimento é possível ter sobre o próprio Uno. Podemos ter dúvidas se é útil dizer algo sobre o Absoluto ou se é possível entender algo de forma positiva sobre ele. Entretanto, Plotino nos assegura que podemos dizer algo significativo e útil.
Plotinus, eneada-v-2-1: Não buscando nada, não possuindo nada, não faltando nada, o Uno é perfeito e, em nossa metáfora, transbordou, e sua exuberância produziu o novo...
Plotino, eneada-v-2-1: 'O Uno é todas as coisas e nenhuma delas'; a fonte de todas as coisas não é todas as coisas; e, no entanto, é todas as coisas em um sentido transcendental - todas as coisas, por assim dizer, voltam-se para ele...
Plotino, eneada-v-4-1: ... [O Uno] deve ser autenticamente uma unidade, não meramente algo elaborado em uma unidade e, portanto, na realidade, não mais do que a falsificação da unidade; isto impede todo relato e conhecimento, exceto pelo fato de poder ser descrito como transcendendo o Ser...