VIDE: Mordomo Infiel; APOPHASIA; Économie et acribie
De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação (oikonomia) da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; (Ef 1:10)
Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; (Ef 3:2)
E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; (Ef 3:9)
Da qual eu estou feito ministro segundo a dispensação de Deus, que me foi concedida para convosco, para cumprir a palavra de Deus; (Col 1:25)
Nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação (oikonomia) de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora. (1Ti 1:4)ECONOMIA (oikonomia): se entiende sustancialmente como el complejo misterio de las divinas disposiciones de la Providencia, relativas a la salvación y a su total desarrollo en la obra de la encarnación -redención, en Cristo.
FILOSOFIA
Marie-José Mondzain
Em Hipócrates ganha a conotação de uma reflexão sobre as disposições a tomar a cerca do doente. Em Políbio designa a administração política e até a marcha ou evolução dos eventos, enquanto em Dionísio do Helicarso trata-se da organização do conjunto de uma obra literária. O substantivo é mais recente que o verbo que já se usava em Sófocles, no Electra, onde se refere a tarefa da atividade servil de um intendente em um palácio. Esta tonalidade pejorativa já se sentia em Platão, onde Sócrates descreve para Fedro a gestão mesquinha e mortal do amor por aquele que não ama.
O campo semântico é, portanto, desde o início, na língua grega, tanto ligado aos bens materiais quanto aos bens simbólicos, aos quais agrega-se a ideia de serviço. Na patrística vai se tratar da economia infinitamente sagrada, que desde a encarnação, veio se inscrever em contraponto à teologia. Este contraponto serviu de fundamento a dois dispositivos: a economia trinitária e a economia cristológica. Resultante da conceitualização de toda relação de ordem unitária na pluralidade das partes ou das funções, torna-se naturalmente o princípio de toda relação de ordem unitária na pluralidade das partes ou das funções.
Desde Paulo Apóstolo, a economia designa não apenas a Segunda Pessoa da Trindade, mas o conjunto do plano redentor da concepção virginal até a Ressurreição, passando pela vida evangélica e a Paixão. A noção de plano divino com o objetivo de administrar e de gerir a criação caída, e assim de salvá-la, torna a economia solidária da totalidade da criação desde a origem dos tempos. A economia é deste modo tanto a Natureza quanto a Providência.
Englobando em sua totalidade a estratégia e a tática necessárias à gestão de uma situação histórica real, a economia não tarda a encontrar sua vocação clássica: se o conceito da gestão e da administração das realidades temporais, quer sejam espirituais, intelectuais ou materiais.
CRISTOLOGIA
Vladimir Lossky: Teologia Mística da Igreja do Oriente
Francesco Trisoglio
Cristo en los Padres de la Iglesia (Herder)
GURDJIEFF
Maurice Nicoll
Por mayordomo (οίκονμος) (el, mayor de la casa) hemos de entender a quien ha llegado a cierto punto de responsabilidad mental, a cierto desarrollo en el entendimiento.
La traducción que conocemos, 'mayordomo infiel' o 'mayordomo malo', está mal. En ninguna parte de la versión original griega se le llama así. Después de su acción se le denomina 'oikomonos tes adikias' (οίκονομος της άδικιας) y esto significa mayordomo de lo que no es cierto; y en el versículo siguiente, la frase es: mamona tes adikias (μαμωνας της άδικιας), mammón de lo que es no cierto. Se ha convertido en mayordomo del mundo, que no es el verdadero, y se le llama fiel en lo muy poco, o en las malas riquezas. Y Jesús dice que si uno no aprende a ser fiel en lo muy poco, no podrá serlo en lo demás, en las verdaderas riquezas.
GNOSTICISMO
Antonio Orbe
O ecônomo ou servo (gr. doulos) fiel responde, no NT, às dignidades do AT. Nele descansam os carismas de Deus. Depositário oficial da verdade e sucessor dos apóstolos no governo da Igreja, deve resplandecer por uma vida sem ofensa, por uma pureza incorruptível de doutrina.
Irineu lê "ator" onde os demais, antes e depois da Vulgata, leem "dispensador". Embora responde melhor ao grego epitropos.
O ecônomo ("ator") ou servo, na mente do Salvador representa a um sucessor dos apóstolos, indivíduo "qualificado", de nível "presbiteral". E não um particular.
O "amo" é o Salvador que pode vir — em sua segunda vinda — quando menos se pensa, na parábola Bom e Mau Servo. Irineu considera, nesta parábola, a teofania do Filho do homem sobre as nuvens do céu, jamais a aparição por conta da morte do indivíduo.