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Allah

DEUS — ALÁ — ALLAH


VIDE: divino, divindade

Segundo Seyyed Hossein Nasr, Deus é referenciado por muitos nomes (asma) no Corão, pois de acordo com o texto sagrado, "A Ele pertencem os belos Nomes" (LIX, 24), mas o Nome Supremo (al-ism al-azam) pelo qual Ele é conhecido é Allah. Este é o Nome da Essência de Deus (al-Dhat) assim como de todos os Nomes Divinos (asma) e Qualidades (sifat) como relacionadas e "contidas" na Natureza Divina. Tudo que pode ser dito da Natureza Divina como sendo tanto transcendente como imanente, Criador e além da criação, pessoal e supra-pessoal, Ser e Além-do-Ser pertencem a Allah, Que é o Divino como tal e não um dos aspectos da Divindade ao qual outros Nomes Corânicos de Deus referem-se. (Islamic Spirituality: Foundations).

Frithjof Schuon: Schuon Esoterismo Principio Via

Em linguagem islâmica, e deixando de lado a noção do Hijâb, dir-se-á que onde estiver Allâh lá estará Rahmah, a infinita Clemência e Misericórdia. E é o que expressa esta fórmula fundamental que introduz os suratas do Corão e, na vida humana, todo escrito e todo empreendimento: "Em Nome de Deus Todo-Clemente e Todo-Misericordioso." O fato de acrescentarmos esses nomes de infinita Bondade ao Nome Allâh indica que a Bondade está na própria essência de Deus e que não é, como a maioria das Qualidades divinas, um elemento que surge apenas por refração no plano já relativo dos atributos. Isso quer dizer que Rahmah pertence à Dhât, a Essência, e não aos atributos, Çifât. Rahmah é Maya, não do ponto de vista da Relatividade e da Ilusão, mas do da Infinitude, da Beleza, da Generosidade.

Michel Chodkiewicz: Excertos da versão em espanhol da introdução de "Epître sur l'unicité absolue"

Señalemos, sin embargo, que el nombre de "Alá" tuvo tradicionalmente un doble papel, como "Nombre de la Esencia (ism al-dhat) por una parte y como designación de la "función de divinidad" por otra parte

Henry Corbin: Corbin Ibn Arabi

La gnosis ismailí presenta aquí más de un rasgo común con la doctrina de Ibn Arabi. La etimología que nos propone para el nombre divino Al-Láh proyecta un destello iluminador sobre el camino que pretendemos recorrer. A pesar de las reticencias de la gramática árabe sobre este punto, considera la palabra iláh como derivada de la raíz wlh, que incluye los sentidos de estar triste, abrumado por la tristeza, suspirar por, huir temerosamente hacia... Esta etimología que da al nombre divino (iláh = wiláh) el sentido de «tristeza» es confirmada por los pensadores ismailíes con otra, más extraña quizá, pues esta vez la gramática pierde sus prerrogativas; sin embargo, la impresión de arbitrariedad desaparece si se tiene en cuenta el cuidado riguroso de que hacen gala. Esta etimología consiste en considerar la palabra olhániya (formada sobre la raíz ‘lh y que designa a la divinidad, lo mismo que las palabras iláha, oluha, oluhiya) como si fuese un ideograma, en el cual, mediante la introducción de un pequeño signo ortográfico (un tashdid que redobla la n), puede leerse al-hán(n)iya. Se llega así a un nombre abstracto que designa el estado o modo de ser, formado sobre el nomen agentis de la raíz hnn (= hnn) y que tiene el sentido de desear, suspirar, sentir compasión.

PÁGINAS:
Jean Canteins: ALÁ
Toshihiko Izutsu: Izutsu Alá e o Senhor


CITAÇÕES: