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id da página: 9817 Henry Corbin – No Islame Iraniano II – Hermetismo e Mitraísmo Henry Corbin

Corbin Hermes Mitra


CORBIN, Henry. En Islam iranien: aspects spirituels et philosophiques II. Paris: Gallimard, 1991

  • A Conjunção de Tradições: Hermetismo e Mitraísmo como Tesouros Espirituais

    • A evocação das duas grandes religiões da humanidade, hermetismo e mitraísmo, como resultado de pesquisas recentes
    • O objetivo de uma pesquisa: identificar no Corpus Hermeticum as fontes da concepção mística do Santo Graal no ciclo germânico de Wolfram von Eschenbach
    • O objetivo de outra pesquisa: reconhecer na Luz de Glória (Xvarnah) zoroastriana e suas representações a fonte da concepção do Graal e da cavalaria a seu serviço
    • A relevância dessas pesquisas para os estudiosos do Ishraq e a teosofia oriental de Sohrawardi
    • Sohrawardî como ponto de convergência ideal: a ressurreição do mundo de luz da Pérsia antiga e a invocação de Hermes e da tradição hermética
    • A capacidade da perspectiva de Sohrawardî para avaliar o grau de "credibilidade" alcançado por cada uma das pesquisas
  • A Recorrência dos Motivos Persas e a Ideia do Xvarnah em Sohrawardî e no Xiismo

    • As menções anteriores do Graal e da cavalaria do Graal no contexto do renascimento dos motivos da Pérsia antiga em Sohrawardî
    • As menções do Graal no contexto das hierarquias esotéricas do shiismo duodecimano
    • A manifestação da ideia do Xvarnah na tríade angelical da teosofia ismaelita e sua explicitação consciente em Sohrawardî
    • O Xvarnah como fonte "oriental" e sua conexão com a ideia de uma linhagem mística de guardiões de um tesouro oculto
    • O tema da linhagem de companheiros e fiéis: os companheiros do Saoshyant no zoroastrismo e os companheiros do XII Imã no shiismo
    • Ressonâncias da cavalaria iraniana: as "Luzes Espahbad da realidade humana" e a visão da elite sobre as fontes da Luz da Glória
    • O teorema proposto por um erudito zoroastriano: a identidade entre a Luz da Glória (Xvarnah) e o Santo Graal
  • Hermes como Pai dos Sábios e a Afinidade Hermética de Sohrawardî

    • A posição de Hermes como pai dos sábios e de toda a sabedoria para Sohrawardî
    • A evidente afinidade dos salmos de Sohrawardî com as liturgias astrais dos Sabianos, fiéis de Hermes e Agathodaimon
    • As visões da Luz da Glória por Kay Khosraw e Zoroastro e a ascensão "hierática" de Hermes ao mundo da Luz
    • A hora do Ishraq (alvorada) como momento do Evento que consuma o destino espiritual do myste
    • A estrutura comum do Evento: descenso a este mundo, esquecimento da origem, audição do chamado, caminho de retorno, regeneração e apoteose
    • A segunda pesquisa: a descoberta no hermetismo das fontes da espiritualidade do Santo Graal
  • A Convergência das Pesquisas e a Centralidade de Sohrawardî

    • A condução independente das duas pesquisas, com a mais recente ignorando a do pesquisador zoroastriano
    • A ignorância de ambas as pesquisas sobre a "teosofia oriental" de Sohrawardî e a tradição iraniana por ele ressuscitada
    • Sohrawardî como o lugar ideal de convergência: Hermes, Kay Khosraw e Zoroastro como arautos da mesma Luz das Luzes
    • O extremo interesse das pesquisas: a visão da Luz como retorno ao "Oriente" explica os Relatos de iniciação de Sohrawardî
    • O estabelecimento de um elo entre a tradição sohrawardiana do Ishraq e o ciclo do Graal, portador do segredo místico essencial do Ocidente
    • A revelação de que o sentido da obra de Sohrawardî está mais próximo de nós, assim como um aspecto da espiritualidade do Islã iraniano
    • O circuito fechado: retorno ao hermetismo via Graal e retorno ao Graal via iranismo da tradição teosófica de Sohrawardî
    • A delimitação de uma imensa área espiritual: a do Ishraq
  • As Duas Grandes Pesquisas: Metodologias e Contexto

    • A condução das pesquisas com meios e rigor diferentes
    • A pesquisa recente de H. e R. Kahane (Universidade de Illinois) sobre fontes herméticas do Parzival
    • A pesquisa mais antiga de Sir Jahangîr C. Coyajee (erudito zoroastriano da Índia) sobre o Xvarnah e o Graal
    • A publicação da pesquisa de Coyajee em um periódico de pouca divulgação na França às vésperas da Segunda Guerra Mundial
    • A necessidade de limitar-se a um esboço, renunciando a amplificações
  • A Pesquisa de H. e R. Kahane: Hermetismo e o Parzival de Wolfram

    • A metodologia: comparação minuciosa de textos (Corpus Hermeticum e Parzival) e conhecimento profundo das línguas românicas do século XII
    • A sábia prudência científica: sugestão e proposta em vez de afirmações categóricas
    • Os aspetos principais abordados: a transmissão do hermetismo ao Ocidente, a identificação de nomes próprios alterados e o klimax da epopeia
    • A colocação do ponto culminante da epopeia de Wolfram no mesmo lugar para onde Sohrawardî conduz o discípulo do Ishraq
  • A Questão da Transmissão do Hermetismo a Wolfram

    • A imposição da questão da plausibilidade de uma transmissão, dada as similaridades entre o Corpus Hermeticum e o Parzival
    • As três fases consideradas para a transmissão:
      • A conservação dos materiais herméticos gregos na literatura síria e árabe
      • A prolongação e elaboração da tradição hermetista de língua árabe (e persa) na civilização islâmica medieval
      • O papel central dos Sabianos de Harran (Carrhae) e sua sobrevivência no Islã até o século XI
      • O culto de Hermes, as liturgias astrais, a doutrina da Luz e das Trevas e o conhecimento do IV tratado do Corpus Hermeticum ("A Cratera")
      • A figura de Thâbit ibn Qorra (século IX) e seu livro sobre as "Instituições Litúrgicas de Hermes"
      • A existência de numerosos tratados árabes inéditos sob o nome de Hermes
      • A transmissão dos materiais herméticos greco-árabes ao Ocidente
  • A Identificação da Cratera com o Graal

    • A ideia central: a Cratera do IV tratado do Corpus Hermeticum é o Graal, tanto na ideia quanto na palavra
    • A passagem do termo grego krater para as formas latinas crater e cratera
    • A explicação filológica da transição para as formas gradale e graal (cálice, tigela, vaso, bacia)
    • A significação astral da Cratera: a tradição dos dois "vasos" (sabedoria e esquecimento) configurados nos astros
    • O tema do banho ou bebida das almas nesses vasos antes da encarnação, em Macróbio e no Pistis Sophia
    • A descrição de Flegetanis no Parzival: a leitura do nome do Graal nas estrelas e seu depósito na terra por anjos
    • A conceptualização do Graal como Vas mysticum associado à constelação da Cratera
  • A Aparente Contradição: O Graal como Vaso e como Pedra

    • A representação do Graal como uma pedra em partes do Parzival de Wolfram
    • A resolução da dificuldade pela referência à similitude final do tratado da Cratera: a "pedra magnética" (magnétis lithos)
    • A exortação final do tratado: a imagem de Deus atrai o contemplador como a pedra magnética atrai o ferro
    • A descrição de Wolfram sobre as propriedades regeneradoras da pedra (a fenix) e sua identificação com o Graal
    • A conclusão: a "pedra" é um sinónimo do Graal, uma figura que preserva a relação entre a pedra magnética e o cratério-graal
    • A ideia subjacente: a alma (fenix) é atraída pela Monada ou Graal (pedra magnética), simbolizando purificação e regeneração
  • A Decifração de Lapsit Exillis e o Simbolismo da Pedra

    • A proposta de leitura de lapsit exillis como lapis exilis (pedra chétiva)
    • A caracterização da pedra magnética na literatura como decolor, obscurus, vilis (Claudiano) ou "pedra feia e negra"
    • A contradição aparente: uma "pedra preciosa" que é também lapis exilis devido à sua aparência, mas "magnética" em essência
    • A sugestão de um paralelo tipológico com o simbolismo da Pedra Negra na gnose do Islã xiita
    • A tradição do VI Imã, Ja'far Sâdiq: a Pedra Negra como anjo originalmente, lançado à Terra com Adão, e sua transformação em pedra angular do Templo espiritual
  • A Identificação das "Fontes" de Wolfram: Trevrizent, Flégétanis e Kyot

    • O desafio representado pelos três nomes próprios para os intérpretes de Wolfram
    • A identificação de Trevrizent com Hermes, o mistagogo
      • As características de Trevrizent correspondendo ao retrato espiritual de Hermes
      • O papel de Trevrizent reproduzindo o de Hermes no Corpus Hermeticum
      • A proposta de leitura de Trevrizent como o francês antigo Trible Escient (tripla sabedoria, triplo saber)
      • A correspondência com a qualificação de Hermes Trismegisto (triplex sapientia, triplex scientia; em árabe, mothalleth bi'l-hikmat)
    • A identificação de Flégétanis com Hermes, o autor dos Tratados Herméticos
      • A resistência do nome Flégétanis a tentativas de redução
      • A sugestão de que a primeira parte do nome derive do árabe falak (esfera celeste, céu)
      • O paralelo entre a imagem de Hermes a partir de documentos árabes (astrologia) e a personagem de Flégétanis em Wolfram
      • A existência de um grande tratado de astronomia árabe (al-falakiyat al-kobrâ) atribuído a Hermes
      • A sugestão de falakîyat como base para explicar o nome Flégétanis
      • A dupla ascendência de Flégétanis (pagão pelo pai, judeu pela mãe, linhagem de Salomão) refletindo a fusão de Hermes e Enoque (Idris)
      • A insistência de Flégétanis na necessidade do batismo para ver o Graal, coerente com o batismo no "Cratério hermético"
      • A admissão final: Trevrizent é Hermes como mistagogo; Flégétanis é Hermes como autor
    • A identificação de Kyot, o Provençal, com Guilherme de Tudèle (Kyot = Guillot, diminutivo de Guilherme em catalão-aragonês)
      • Juiz convertido, com língua materna próxima do provençal, conhecimento do latim, hebraico e árabe
      • Especialista em geomancia astrológica (abjad, o alfabeto filosófico)
      • O carácter astrológico das páginas do Parzival, enfatizando a significação simbólica e interpretação
  • A Estrutura do Urparzival e a Organização por Wolfram

    • A descoberta da história por Kyot-Guillot em Tudèle, "escrita em escrita pagã" (árabe)
    • A hipótese: o Urparzival não era um livro pronto, mas o conjunto de doutrinas e símbolos herméticos recolhidos e organizados por Wolfram na história do myste Parsifal
    • A dispersão dos elementos herméticos através do corpus de escritos herméticos
  • O Paralelo com o Processo em Sohrawardî: Hermes e a Ascensão Extática

    • Os elementos herméticos em Sohrawardî e a tradição que remonta a origem dos Ishraqiyun à irmã de Hermes
    • A descrição da ascensão extática de Hermes por Sohrawardî:
      • Hermes em oração no Templo da Luz (recollhimento interior)
      • O eclodir da "coluna da aurora" e a visão de uma Terra a se engolir (a pessoa física incinerada como a fênix no fogo da Luz "oriental")
      • O chamado ao "pai" (o Nous, seu agathos daimôn ou Natureza Perfeita)
      • A resposta: "Toma como cabo o raio de luz, agarra-te e sobe até aos ameias do Trono"
      • A ascensão de Hermes ao Céu (como Enoque ou Elias)
    • O papel do raio de luz como cabo que atrai e arrasta, equivalente ao da pedra magnética ou do Graal em Wolfram
    • O "eclodir da aurora" como aparecimento no "Oriente" místico do esplendor da Luz da Glória ou Xvarnah
    • O retorno a esse "Oriente" como a manhã da apoteose do myste
    • O aparecimento do misterioso pássaro Simorgh em Sohrawardî e sua possível identificação com a fênix em Wolfram
    • O embrasamento místico: a incandescência da alma na luz "oriental" do Xvarnah ou do Graal
    • A advertência sobre a tragédia da interpretação literal (sensus litteralis) que levou alguns a se lançarem ao fogo material
  • A Visão do Xvarnah como Evento Central no Malakut

    • A ascensão de Hermes como a alcança da fonte da Luz e da Vida, igualada às visões de Kay Khosraw e Zoroastro
    • A alcança da fonte no Sinai místico, no Rochedo de Esmeralda (Montanha de Qâf, Mont Salvat) no "Relato do exílio ocidental"
    • O mesmo evento no mundo do Malakût: as êxtases de Kay Khosraw e Zoroastro perante as "fontes da Luz da Glória"
    • O eclodir da aurora, a alma levantando-se no "Oriente", no horizonte do mundo da pura Luz
    • A visão do Xvarnah e o seu vínculo com a aurora no Avesta ("montanha das auroras")
    • A transferência do herói "oriental" para o mundo místico de Hûrqalyâ; a ocultação viva a este mundo (Kay Khosraw, o XII Imã, o Santo Graal)
    • A equivalência do evento: o regresso do Graal ao Oriente por Parsifal ou o seu transporte por Galaad a Sarras e subsequente ascensão ao Céu
    • "Oriente", "Sarras" e Hûrqalyâ como lugares do "oitavo clima", invisíveis para os não "batizados na Cratera"
    • A transferência como a transfiguração do myste, antecipando sua escatologia pessoal
    • A promessa de um "relato do Graal" por Sohrawardî com Kay Khosraw como herói
  • A Pesquisa de Sir Jahangîr C. Coyajee: O Xvarnah e o Santo Graal

    • O objetivo: estabelecer a identidade entre o Xvarnah (Luz da Glória) e o Santo Graal
    • A ignorância desta pesquisa sobre a obra de Sohrawardî (ainda inédita na época)
    • A plausibilidade do elo entre o Xvarnah e o Graal reforçada pela intervenção dos heróis da epopeia iraniana nos relatos místicos de Sohrawardî
    • A diferença metodológica: a falta de pontos de referência textuais precisos comparáveis aos da pesquisa sobre o hermetismo
    • A distância ideia franqueada por Sohrawardî: entre a visão do Xvarnah por Kay Khosraw e o "relato do Graal" com Kay Khosraw como herói
    • A evidência "de outra ordem": a dos factos espirituais que constituem a história da alma, quebrando a irreversibilidade do tempo
  • O Elo Medianeiro: O Mitraísmo entre o Iranismo e o Celtismo

    • A sugestão do mitraísmo como elo mediador entre a cavalaria iraniana e a do Graal
    • As interferências entre hermetismo e mitraísmo antes dos "neoplatónicos da Pérsia"
    • A dificuldade em explicar a ligação entre o tema cristão do Graal e o ciclo celta (rei Artur, Távola Redonda)
    • As analogias iranianas formando um feixe de indícios para a presença de elementos derivados da epopeia iraniana no ciclo do Graal
    • A identidade de representação entre o Santo Graal e o Xvarnah
    • A ligação orgânica entre a ideia do Xvarnah e a ideia de uma cavalaria agrupada em torno da linhagem de seus detentores
    • A comparação de Kay Khosraw com Parsifal e com o rei Artur
    • A necessidade de encontrar um ponto de encontro histórico positivo entre celtismo e iranismo
    • A proposta do mitraísmo como a forma iraniana que operou o contacto
  • As Conexões entre Mitra, Xvarnah e a Cavalaria

    • O vínculo especial estabelecido pelos hinos do Avesta entre Mitra e o Xvarnah (Zamyad Yasht, Mihr Yasht)
    • A acompanhamento do culto do Xvarnah onde quer que o culto de Mitra apareça
    • A tradução grega de "Xvarnah real" como Tykhê Basileos
    • Os detalhes da iconografia mitraica: vasos, bandejas e cráteres nas esculturas de Mitra tauroctone, evocando o ritual dos mistérios
    • As festas de comunhão mitraicas
    • Mitra como figura juvenil, armada de espada e lança; o Xvarnah representado como um deus armado com lança em moedas da Báctria
    • Cráter, espada, lança como objetos típicos na literatura do Graal
    • A comunidade de ideal entre a sodalitas mitraica e a confraria do Graal: busca da Fonte da Vida, ideal de pureza, laço de fraternidade
    • O termo miles (soldado) designando o iniciado no mitraísmo, equivalente ao "cavaleiro" (miles) no latim medieval
    • O laço de fraternidade ao serviço de uma causa comparável no iranismo subjacente ao mitraísmo e na cavalaria da Távola Redonda
    • As destruições que impedem o conhecimento detalhado do ritual e iniciação mitraicos
    • A importância de conhecer a direção do itinerário místico proposto: a viagem da alma para as Ilhas de Luz, no Oceano estelar
  • Os Pontos de Encontro Geográficos entre Mitraísmo e Celtismo

    • A enorme difusão do mitraísmo na Gália, Itália, Grã-Bretanha e Germânia romana
    • A descoberta de numerosos vestígios de Mithraea
    • A extensão do druidismo desde a Irlanda até à Ásia Menor (Galácia)
    • O estabelecimento de colônias de Magos na Ásia Menor desde os Aqueménidas e sua conexão com o culto de Mitra
    • A plausibilidade do encontro entre tradição iraniana e tradição celta, entre Magos e Druidas
    • A possível entrada das tradições mitraicas nas crenças celtas antes do Império Romano
  • A Abordagem Fenomenológica e a Prioridade do Fato Espiritual

    • A vantagem de uma abordagem fenomenológica: compreender as coisas que se mostram a Sohrawardî e o porquê de se mostrarem assim
    • A compreensão a partir do facto espiritual realizado: a visão e decisão resoluta de Sohrawardî, conjugando visões de Hermes, Zoroastro, Luz da Glória e Santo Graal
    • A rejeição de explicações baseadas apenas em migrações de símbolos, história das ideias, "correntes" ou arquétipos do inconsciente
    • O objetivo de Sohrawardî: mostrar a direção do Ishraq, do Malakût, o mundo espiritual
    • O Malakût como Presente absoluto, não condicionado por passado ou futuro
    • A produção do "desvelamento do oculto" (kashf al-mahjûb) por Sohrawardî e seus seguidores
    • A mostra do "Oriente" que não está nos mapas, onde a gesta dos heróis se torna gesta mística
    • O encontro, nesse plano, entre cavalaria iraniana e cavalaria do Graal
    • A frutificação das analogias apontadas por Coyajee (ex: Xvarnah e Kay Khosraw) a partir desta "orientação" posta em ato