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Exoterismo



Christophe Andruzac: RENÉ GUÉNON, A CONTEMPLATION MÉTAPHYSIQUE ET L'EXPÉRIENCE MYSTIQUE

Além da análise da pluralidade das formas religiosas, da pluralidade dos modos de expressão da vida religiosa, pluralidade que qualifica pelo termo técnico de «exotérico», René Guénon pôs em valor notavelmente que o movimento de adoração do homem por seu Criador e Autor da ordem do universo chama um contato muito mais pessoal com o divino e um conhecimento bem mais imediato. Melhor se conhece uma obra, mais se deseja encontrar seu autor. Em seguida de uma investigação paciente sobre as maiores religiões, conclui em um fundo comum (que designa pelo termo técnico de «esotérico»): a busca de uma participação à vida luminosa e límpida de Deus ele mesmo — segundo certa medida. Mas esta participação à vida de Deus, tal qual intervém na obra de René Guénon, difere dos «momentos de alegria» (para tomar o termo de Aristóteles) que procura o «tigein» do Nous — o mesmo dizer do que chamamos a «contemplação metafísica»? Não cremos. Precisemos no entanto que se Aristóteles alcançou à contemplação por uma via puramente especulativa e extremamente despojada, a contemplação de Deus que finaliza os as mais puras experiências religiosas permanece mais ou menos associada a um certo número de «suportes» (formas, imagens, aspectos diversos do divino posto em valor por tal ou tal dogmática, etc.).


Frithjof Schuon: ESOTERISMO E EXOTERISMO