VIDE: Sinal de Jonas; arche; Caverna; Dissolução; Germe
René Guénon: Segundo o estudo do pensamento de René Guénon, de Vicenza, Dictionnaire de René Guénon
Em árabe a letra Nun é a décima-quarta do alfabeto e corresponde, segundo a tradição islâmica a El-Hut, quer dizer à baleia, eis porque o profeta Jonas (Seyidna Yunus) é denominado Dhun-Nun, o que, como explica Guénon, "está naturalmente em relação com o simbolismo geral do peixe", e em particular com a lenda do peixe salvador da tradição hindu (Matsya-avatara) ou a significação da imagem de Ichthus dos primeiros cristãos. Da mesma maneira que Noé (Seyidna Nuh) colocou na Arca os elementos que servirão para restaurar o mundo depois do dilúvio, na história de Jonas sairá como "ressuscitado", em um novo estado, ou um novo nascimento, "quer dizer uma regeneração do ser individual ou cósmico".
Jonas representa a transformação do homem velho pela morte que, depois de um período mais ou menos longo de "obscurantismo", de dissolução, de purificação que é caracterizado pelo abandono do ser corrompido, ressuscita homem novo em uma vida igualmente renovada na qual, pela saída do estado individual limitado, o "germe espiritual" foi conduzido a seu nível de desabrochar, e foi revelado à essência verdadeira do ser.
Simbolismo
Richard Temple: ICONOLOGIA
A estória de Jonas foi adotada pelo cristianismo nascente como um exemplar da Ressurreição, na figura acima, retirada de um sarcófago cristão, o tema ganha ainda outras conotações com a representação em níveis, dos mundos mais baixo e mais alto.
NOTAS: