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Loucura

ESTADOS — LOUCURA


VIDE: INSANIDADE; MANIA; PECADO; EXTRAVIO; MENTE; PHRONESIS

PERENIALISTAS
Ananda Coomaraswamy: AS DUAS MENTES

Nos textos indianos também encontramos à noção de uma demência benéfica. É que, quando consideramos mente apenas uma parte do organismo psíquico, ser 'desprovido de mente' (insensato, irracional) e 'inconsciente' é a condição superior, e a operação mental consciente é a condição inferior. Por isso, "quando a mente foi imolada na sua própria origem por amor à Verdade, os falsos controles dos atos executados, quando foi iludida por coisas sensíveis, desaparecem da mesma forma" (Maitri Upanixade VI.34, 1.2); "Ninguém cuja mente não foi imolada consegue chegar a Ele" (Katha Upanixade 11.24); um exemplo é a Pessoa que, sendo destituída de todos os atributos limitantes, é necessariamente "irracional", embora seja a origem da mente (Mundaka Upanixade II. 1.2.3). Deus não pensa e não sabe no nosso modo imperfeito de saber, em termos de sujeito e objeto; podemos dizer que Deus pensa, mas além dele próprio não existe uma segunda coisa em que ele pudesse pensar (Brhadaranyaka Upanixade IV.3.28 etc). Por isso, nesse sentido dizemos que "quando se atinge o estado de dementação (amanibhava), esse é o último passo" (Maitri Upanixade VI.34. 7); e reconhecemos uma doutrina semelhante em Santo Tomás de Aquino, cum vero intellectus jam ad formam veritatis pertingit, non cogitai, sed perfecte veritatem contemplatur (Summa Theologica (Tomás de Aquino) 1.34.1 e 2). Só precisamos ter cuidado para não confundir essa irracionalidade do supra-racional e superconsciente com a irracionalidade dos Titãs, que ainda são irracionais e subconscientes, do mesmo modo que fazemos uma distinção entre o não-ser da superessencialidade divina e o não-ser do que ainda não chegou a ser ou não pôde ser.


PHILOKALIA
Jean-Claude Larchet: TERAPÊUTICA DAS DOENÇAS ESPIRITUAIS

El orgullo es para los Padres una enfermedad «terrible», «muy grande y muy cruel», una «enfermedad mortal». El orgullo, escribe s. Gregorio el Grande, «corrompe el alma a la manera de una enfermedad contagiosa y generalizada que corrompe todo el cuerpo». S. Juan Crisóstomo dice lo mismo: que «lo que es la inflamación para el cuerpo, el orgullo lo es para las almas».

Igualmente, los Padres consideran a menudo esta pasión como una forma de locura. Evocando el pecado ancestral y sus consecuencias catastróficas, s. Doroteo de Gaza escribe «¿Por qué hemos caído en esta miseria? ¿No es a causa de nuestro orgullo? ¿A causa de nuestra locura (aponoia)? (...) "El hombre está loco (moros)" dice Dios viendo esta insolencia». S. Juan Crisóstomo afirma decididamente: «El orgullo no es otra cosa que un derrumbamiento del espíritu, una muy grande y muy cruel enfermedad que viene únicamente de la demencia: porque no hay nada más insensato que el hombre orgulloso». El mismo santo observa también que, el que está tomado por esta pasión no está menos atacado que los locos (mainoménoi)».

¿A qué tiende el carácter patológico del orgullo? Se puede ver también en él el resultado de una perversión de una tendencia fundamental de la naturaleza humana. El hombre — lo hemos visto — ha sido creado para elevarse hacia Dios y unirse finalmente a él en la plenitud del amor y del conocimiento.


LITERATURA
Moby Dick: UM MANUSCRITO DE MOBY DICK