Simbolismo
Jerônimo Bosch: OS SETE PECADOS CAPITAIS
Cristianismo Estudos
Jean-Yves Leloup: PRAXIS E GNOSIS DE EVÁGRIO
Evágrio distingue oito «logismoi» na raiz de nossos comportamentos, que são oito sintomas de uma doença do espírito ou doença do ser que fazem que o homem seja «viciado», aparte de si mesmo, em estado de hamartia:
- Gastrimargia: (João Cassiano transporá diretamente do grego ao latim: de spiritu gastrimargiae). Não se trata somente da gula, mas de todas as formas de patologia oral.
- Philargyria: (Cassiano: de spiritu philarguriae), não somente a «avareza» , mas todas as formas de «constipação» do ser e de patologia anal.
- Porneia: (Cassiano: de spiritu fornicationis), não somente fornicação, masturbação, mas todas as formas de obsessão sexual, de desvio ou de compensação da pulsão genital.
- Orge: (Cassiano: de spiritu irae), a cólera, patologia do irascível.
- Lype: (Cassiano: de spiritu tristiae), depressão, tristeza, melancolia.
- Akedia: (Cassiano: de spiritu acediae), acédia, depressão com tendência suicidária, desespero, pulsão de morte.
- Kenodoxia: (Cassiano: de spiritu cenodoxiae) vanglória, inflação do ego.
- Hyperephania: (Cassiano: de spiritu superbia), orgulho, paranoia, delírio esquizofrenia.
Estes oito sintomas terão uma longo história — de João Cassiano até Gregório Magno, que nas Moralia suprime a acédia, mas introduz a inuidia (a cobiça) e declara a soberba «fora de jogo» como rainha dos vícios, o que leva o número a sete. Assim os «oito sintomas» se tornarão os «sete pecados capitais» cuja lista foi disseminada pela Contrarreforma. O moralismo fará pouco a pouco esquecer o caráter terapêutico de sua análise, pois na origem tratava-se da análise de uma espécie de câncer psicoespiritual ou de câncer do livre-arbítrio, que rondava à alma e o corpo humano e destruía sua integridade. Trata-se com efeito de analisar as influências nefastas que agem sobre a liberdade, «desorientam» o homem e lhe fazem perder o sentido de sua finalidade teantrópica.
Jean-Claude Larchet: TERAPÊUTICA DAS DOENÇAS ESPIRITUAIS
Es evidente que, haciendo eso, el orgullo abre la puerta a todas las pasiones. La enseñanza según la cual el orgullo es el «principio», «la raíz, la fuente y el padre de todo pecado», la encontramos constantemente presente en toda la tradición. «El orgullo es el mal culminante del hombre: raíz y origen de todos los males del mundo», afirma s. Juan Crisóstomo. «Los siete vicios principales son retoños directamente brotados de esta raíz corrupta» escribe s. Gregorio el Grande.
Y s. Juan Casiano observa: «Aunque esta enfermedad sea la última y es la que viene al final de la lista de los vicios, por su origen en el tiempo, ocupa el primer lugar».
Si podemos decir que el orgullo es causa de todas las pasiones, debemos, sin embargo, resaltar que hay algunas que le son más próximas y que él engendra más particularmente, especialmente la cólera, el odio, toda forma de agresividad, la dureza de corazón, el juicio del prójimo, la maledicencia y la calumnia, la hipocresía, la tristeza, la envidia, los celos, la codicia, la lujuria y, como ya lo hemos visto, la cenodoxia.