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id da página: 7638 RELATIVIDADE – RELATIVISMO Frithjof Schuon

Relatividade

RELATIVIDADE – RELATIVISMO

O que há no seio da relatividade ?

No seio da relatividade, há a respeito do Absoluto uma relação de radiação, de prolongamento ou de continuidade, e uma relação de reflexo, de repetição ou de descontinuidade: afirmar que as hipóstases não decorrem de maneira alguma da primeira relação, implicaria em negar seu caráter divino — figurado pela continuidade geométrica —, pois então a Essência somente seria divina, só o ponto sendo central; afirmar ao contrário que as hipóstases, portanto relativas1 , não decorrem de maneira alguma da segunda relação, implicaria em negar sua separação do puro Absoluto, pois então seriam a Essência e esta seria diferenciada — logo afetada de relatividade —, o que é uma contradição nos termos. Há igualmente, sempre na relatividade, a relação de diferença e aquela de identidade: uma hipóstase é distinta da outra sob pena de ser a outra e não ela mesma, mas ela é idêntica à outra sob a relação da substância principial, logo do caráter divino. Esta dimensão de distinção e de indistinção, a qual é por assim dizer «horizontal», não causa dificuldade; mas assim não se passa com a dimensão «vertical» de continuidade e de descontinuidade, pois aqui entra em jogo uma questão de «sublimidade», à qual o sentimento religioso é particularmente sensível, sem falar da preocupação de prevenir os riscos de heresia: quer dizer que é preciso evitar a todo preço, por um lado que se ponha um ou vários deuses ao lado de Deus, e por outro lado que se introduza em Deus uma cisão, o que implicaria mais ou menos no mesmo; a Natureza divina devendo permanecer simples, como a Realidade divina deve permanecer una, não obstante a complexidade inegável do Mistério divino. [Frithjof SchuonDo Divino ao Humano]


Forma e substância nas religiões

  • O aprofundamento do argumento de que Deus cria mas não gera, a menos que se admita a noção de Maya.

    • A compreensão de que o hiato entre Criador e criatura é prefigurado in divinis pela diferenciação entre o Absoluto como tal e o Absoluto relativizado em função de uma dimensão de sua infinitude.
    • A precisão de que esta diferença só é real do ponto de vista da Relatividade.
    • A comparação com a rigorosa separação entre Absoluto (Paramatma) e Relativo (Maya – Ishwara) no Vedanta, análoga à separação semita entre Criador e criatura.
    • A compensação vedantina por um aspecto que permite ligar o criado e o Incriado, pois nada do que existe pode ser outra coisa senão uma manifestação do Princípio ou uma objetivação do Si mesmo.
    • A citação da máxima "toda coisa é Atma".
  • A doutrina da polaridade Atma-Maya e suas reverberações.

    • A existência de Atma e de Maya.
    • A existência de Atma enquanto Maya, sendo a Divindade pessoal, manifestante e agente.
    • A existência de Maya enquanto Atma, sendo o Universo total sob seu aspecto de realidade una e polivalente.
    • A identificação do mundo como o aspecto divino de "Homem Universal" (Vaishvanara) ou, no Sufismo, o aspecto de "Exterior" (Zahir).
    • A conexão com o sentido mais profundo do Yin-Yang extremo-oriental.
    • A explicação da doutrina de que o Avatara foi "criado antes da criação": antes de criar o mundo, Deus "a Si mesmo se cria" in divinis, com "criar" tendo um sentido superior e transposto, precisamente o de Maya.
  • A distinção entre as naturezas humana e divina como reflexo ou símbolo da distinção, no interior da natureza divina, entre a desigualdade e a igualdade em relação ao Pai, ou entre a relatividade e a absolutidade.

    • A afirmação desta distinção principial também no plano da natureza humana, entre uma dimensão marcada pela contingência terrestre e outra quasi divina, origem da interpretação monofisita.
    • A não surpresa de que esta combinação de três polaridades – homem e Deus, homem terrestre e homem divino, Deus hipostático e Deus essencial – tenha dado origem às diversas opiniões, ortodoxas ou heréticas.
    • A identificação da polaridade fundamental Atma-Maya, que se repete em inúmeras modalidades, sendo a mais importante para o homem o confronto entre Deus e o mundo.
    • A análise do Prologo de Sao Joao, que enuncia esta polaridade aplicada ao Cristo, juxtapondo "E o Verbo estava com Deus" (dimensão de subordinação) e "e o Verbo era Deus" (dimensão de igualdade ou identidade).
  • A explicação do arianismo pelo desejo de dar conta, sem o saber, do princípio da relatividade in divinis, portanto de Maya.

    • A interpretação do ensino de Ario: o Filho, sem ser criado "no tempo", é todavia "tirado do nada", sendo divino como princípio da criação cósmica.
    • O reconhecimento de que Ario queria dizer que o Verbo, embora divino, tem um aspecto de relatividade.
    • A admissão de que Ario estragou sua tese com especulações aberrantes sobre a pessoa de Cristo, mas que havia nela uma intuição justa e profunda, mal formulada em termos de antropomorfismo semita e criacionista.
    • A proposta de que, em vez de rejeitar o arianismo em bloco, se deveria apropriar sua intenção teológica positiva: a da Relatividade divina, protótipo da limitação cósmica.
    • A definição do Verbo como nem totalmente outro que o Absoluto (como queria Ario), nem totalmente ou sob todo aspecto idêntico ao Absoluto (como queriam os homoousiastas).
    • A aplicação do antinomismo na dialética metafísica a este caso.
    • A interpretação da expansão e tenacidade do arianismo como prova de que havia ali mais do que um simples erro humano.
    • A visão do concílio de Niceia como a vitória da verdade mais importante em detrimento de nuances metafísicas essenciais.
    • O reconhecimento de que a teologia dogmática deve simplificar, mas que uma visão unilateral ou fragmentária gera desequilíbrios quando seu conteúdo exige a pluridimensionalidade.


Hemos visto en las últimas páginas del capítulo anterior cómo Zhuangzi borra la distinción u oposición entre la Vida y la Muerte, devolviendo éstas al estado original de «indiferenciación». Hemos dedicado cierto tiempo a ese tema porque es uno de los favoritos de Zhuangzi y porque nos revela un importante aspecto de su filosofía.

Sin embargo, desde un punto de vista ontológico, la Vida y la Muerte no deberían ocupar un lugar tan privilegiado, ya que los llamados «opuestos», en la filosofía de Zhuangzi, no se oponen realmente entre sí.

De hecho, en su pensamiento, nada se opone a nada, puesto que nada posee una «esencia» firmemente establecida en su núcleo ontológico. Para un hombre que haya experimentado alguna vez la «caotización» de las cosas, todo pierde sus contornos, al carecer de base «esencial». Cualquier distinción ontológica entre las cosas queda borrosa, oscura y confusa, cuando no completamente destruida. Las distinciones siguen allí, pero ya no son significativas ni «esenciales». Y los «opuestos» dejan de ser tales, salvo desde una perspectiva conceptual. «Bello» y «feo», «bueno» y «malo», «correcto» y «erróneo», «pío» e «impío», éstos y otros pares conceptuales que se distinguen claramente en el plano de la Razón y que desempeñan un papel preponderante en la vida humana, distan mucho de ser absolutos.

Esta actitud de Zhuangzi respecto a los «opuestos» y las «distinciones» que, por lo general, se consideran como valores culturales, estéticos o éticos, puede parecer una cuestión de relativismo. Lo mismo se puede decir de la actitud de Laozi. Y, de hecho, es una visión relativista de los valores. Sin embargo, es de singular importancia recordar que no se trata de un relativismo corriente, entendido en el aspecto empírico o pragmático de la vida social. Es un relativismo especial, basado en un tipo de intuición mística muy peculiar: la intuición mística de la Unidad y la Multiplicidad de la existencia. Es una filosofía de la «indiferenciación», producto de una experiencia metafísica de la Realidad, una experiencia en que la Realidad es presenciada, en su despliegue y diversificación en miríadas de cosas, antes de regresar de nuevo a la Unidad original.

Como acabo de señalar, la actitud de Zhuangzi y Laozi hacia los supuestos valores culturales, desde un punto de vista superficial, puede parecer «relativista» en el sentido comúnmente aceptado del término. En primer lugar, examinaremos este aspecto de la cuestión citando algunos pasajes adecuados de ambos libros. Incluso en esta fase preliminar del análisis, veremos claramente que este relativismo se dirige contra la postura «esencialista» de la escuela de Confucio. En la última frase de la siguiente cita se hace una referencia explícita a la perspectiva confuciana.

^Si un ser humano duerme en un lugar húmedo, empezará sufriendo dolor de espalda y acabará medio paralizado. Pero ¿le sucederá lo mismo a una anguila? Si [un ser humano] vive en un árbol, se estremecerá constantemente de temor. Pero ¿le sucederá lo mismo a un mono? ¿Cuál de los tres [el hombre, la anguila y el mono] sabe cuál es el lugar [absolutamente] idóneo para vivir?

El hombre puede comer buey y cerdo; el ciervo come hierba; el ciempiés se deleita con la sierpe, el milano y el cuervo disfrutan con los ratones. ¿Cuál de los cuatro conoce el [absoluto] buen gusto?

El mono encuentra compañía en otro mono; el ciervo, en otro ciervo Y la anguila disfruta viviendo con otros peces. Mao Qiang y Li Ji son consideradas por los hombres como bellezas ideales. Sin embargo, ante una belleza así, los peces se sumergirán prontamente en el agua, los pájaros alzarán el vuelo y los ciervos huirán en estampida. ¿Cuál de los cuatro conoce el ideal [absoluto] de belleza?

Estas consideraciones me llevan a concluir que los límites entre la «benevolencia» (ren) y la «rectitud» (yi), entre lo «correcto» y lo «erróneo» son en extremo inciertos y confusos, tan completa e inextricablemente confusos que no podemos saber cómo discriminar [entre lo absolutamente correcto y lo absolutamente erróneo, etc.].

Este tipo de relativismo se encuentra también en el libro de Laozi. El concepto básico es exactamente el mismo que el del libro de Zhuangzi, así como la razón por la que sostiene esa postura. Como veremos más adelante, también Laozi considera las aparentes distinciones, oposiciones y contradicciones desde la perspectiva del Uno metafísico en que todas las cosas pierden sus contornos definidos de discriminación conceptual para fundir-si y armonizarse. La única diferencia existente entre Zhuangzi y Laozi, a este respecto, radica en que éste se expresa de un modo lacónico, conciso y apotegmático, mientras que aquél prefiere desarrollar su pensamiento con ayuda de exuberantes imágenes. Por lo demás, la idea en sí es común a ambos. Por ejemplo, en la primera de estas citas del Dao de jing, Laozi critica implícitamente el esencialismo cultural de la escuela confuciana. [Toshihiko IzutsuSufismo e Taoismo]