Enquanto um sujeito está centrado em um objeto fenomênico, e pensa e fala de lá, o sujeito está identificado com o objeto e está limitado.
Enquanto esta condição permanece, o sujeito identificado não pode nunca ser livre — pois liberdade é Liberatio desta identificação.
Abandono de um centro fenomênico constitui a única "prática", e tal abandono não é um ato volitivamente desempenhado por um sujeito identificado, mas uma não-ação (wu wei) deixando o centro numênico em controle da atividade fenomênica, e livre das interferência fictícia de um "self" imaginário.
V. ainda está pensando, olhando, vivendo, como de um centro imaginário fenomênico? Enquanto fizer isto nunca poderá reconhecer sua liberdade.
Pode qualquer afirmação se mais óbvia?
Pode qualquer afirmação se mais vital?
No entanto — Oriente e Ocidente — quantos observam isto?
Portanto
Nota: Wu Wei meramente implica na ausência de interferência volitiva. Quem eu quero dizer por "você"? Eu quero dizer "eu". Eu sou sempre eu, quem quer que diga isto, homem ou macaco, numenicamente ou fenomenicamente, identificado ou livre — e não há tal entidade.
PS: Se v. compreendeu o acima é totalmente desnecessário para v. ler qualquer coisa a mais deste livro.