Ananda Coomaraswamy: LIBERAÇÃO
La Liberación o la Unión, lo que es una sola y misma cosa, implica "por añadidura", ya lo hemos dicho, la posesión de todos los estados, puesto que es la realización perfecta y la totalización del ser; por lo demás, importa poco que estos estados estén actualmente manifestados o que no lo estén, ya que es solo en tanto que posibilidades permanentes e inmutables como deben considerarse metafísicamente. "Señor de varios estados por el simple efecto de su voluntad, el yogi no ocupa más que uno solo, dejando los otros vacíos del soplo animador ( prana ), como otros tantos instrumentos inutilizados; puede animar más de una forma, de la misma manera que una sola lámpara puede alimentar más de una mecha"1 . "El yogi, dice Aniruddha, está en conexión inmediata con el principio primordial del Universo, y por consecuencia ( secundariamente ) con todo el conjunto del espacio, del tiempo y de las cosas", es decir, con la manifestación, y más particularmente con el estado humano en todas sus modalidades2 .
Por lo demás, sería un error creer que la liberación "fuera de la forma" ( vidêha-mukti ) sea más completa que la liberación "en la vida" ( jîvan-mukti ); si algunos occidentales lo han cometido, es siempre en razón de la importancia excesiva que acuerdan al estado corporal, y lo que acabamos de decir nos dispensa de insistir más en ello3 . El yogi ya no tiene que obtener nada ulteriormente, puesto que ha realizado verdaderamente la "transformación" ( es decir, el paso más allá de la forma ) en sí mismo, si no exteriormente; poco le importa entonces que la apariencia formal subsista en el mundo manifestado, desde que, para él, ya no puede existir en adelante de otra manera que en modo ilusorio. A decir verdad, es solo para los demás que las apariencias subsisten así sin cambio exterior en relación al estado antecedente, y no para él, puesto que ahora son incapaces de limitarle o de condicionarle; estas apariencias no le afectan y no le conciernen más que todo el resto de la manifestación universal. "El yogi, habiendo atravesado el mar de las pasiones4 , está unido con la Tranquilidad5 y posee en su plenitud el "Sí mismo" ( atman incondicionado, al cual está identificado ). Habiendo renunciado a estos placeres que nacen de los objetos externos perecederos ( y que no son ellos mismos más que modificaciones exteriores y accidentales del ser ), y gozando de la Beatitud ( Ânanda, que es el único objeto permanente e imperecedero, y que no es nada diferente del "Sí mismo" ), está calmo y sereno como la llama debajo de un apagador6 , en la plenitud de su propia esencia ( que ya no se distingue del Supremo Brahma ). Durante su residencia ( aparente ) en el cuerpo, no es afectado por las propiedades de éste, como tampoco el firmamento es afectado por lo que flota en su seno ( ya que, en realidad contiene en sí mismo todos los estados y no está contenido en ninguno de ellos ); conociendo todas las cosas ( y siendo todas las cosas por eso mismo, no "distintivamente", sino como totalidad absoluta ), permanece inmutable, "no afectado" por las contingencias"7 . [René Guénon: Guenon Vedanta]
NOTAS:
Foi quando vimos um pássaro se movimentando rapidamente. Habilmente com seu bico ele rasgava a rede e pouco a pouco se libertava. E então num movimento silencioso e rápido segurou a corrente e pulou para fora da rede, correu alguns metros e com uma pedra em seu bico golpeava fortemente a corrente. E finalmente arrebentou-a, e mesmo cansado e esgotado, ele prosseguiu. Perplexos, chamamos por ele. Ele explicou o que fazer, mas alertou-nos para que fôssemos rápidos e silenciosos, antes que o dia surgisse.
Após um grande esforço, conseguimos nos soltar. Estávamos livres, e junto com ele corremos nos afastando daquele local.
Estávamos cansados e nossas asas estavam enrijecidas. Mas continuamos voando enquanto a noite findava.
Então, ouvimos um canto poderoso, cheio de beleza, que encheu nossos corações de Saudade e Esperança. A noite retirava seu manto escuro e a lua se escondia.
A escuridão era rasgada pelo violeta, que lentamente se transformava em púrpura. Fomos tomados por tamanha emoção que alguns de nós desmaiaram, enquanto os outros perplexos e extasiados contemplavam a Luz se erguer no horizonte. Eis que surge o Sol, brilhando, cegando, consumindo a escuridão, preenchendo de vida o universo. E o Sol se ergueu também no horizonte da alma, devolvendo a ela o brilho de seu Amor, a certeza de seu propósito... E junto com o Sol surge no horizonte um pássaro, que voa brilhando, imponente, majestoso. Ora dourado como o Sol, ora púrpura como o crepúsculo. Ele nos fita, sobrevoando nossas cabeças...E por fim pousa à nossa frente.
Pedimos por ajuda, pedimos por orientação. Reconhecemos nele a Luz da verdade, em seu semblante estavam todas as respostas. Como um velho amigo, nos disse que resgatava aqueles que se libertavam do sono da ignorância.
E ele nos disse:
'Esperem a noite cair e sigam o caminho da lua, voem através das esferas, mas não se detenham... pois o palácio do Rei é sua morada, vocês são o adorno e o espelho de Sua Beleza. Se apressem.'
E quando caiu a noite, voamos desesperados em direção à luz da Lua, atraídos por seu mistério...nossa energia era nossa saudade....
E voamos... voamos através do mistério, nos entregamos à nostalgia... fomos envolvidos nesta emoção, na Beleza desta luz, e na perfeição de seu reflexo.
Prosseguindo, recebemos o conhecimento; perplexos, abandonamos nossas certezas e abraçamos a Sabedoria.
A Beleza dançou para nós, e nós dançamos para ela. Fomos completamente seduzidos, transformados, nos tornamos amantes e amados, apaixonados em pelo outro. Uns quase se perderam tamanha era a beleza deste Amor E a sutileza daquela emoção envolvente foi se tornando mais poderosa, mais intensa, um fogo surgiu em nossos corações.
O Sol ergueu-se poderosamente diante de nós. É impossível descrever sua presença, seu poder. Sua luz consumia a tudo, queimava nossos seres, nos separava de nós mesmos... nos aniquilava. Achávamos ter encontrado a Luz do Rei...mas lembrei do que nos disse o pássaro... e gritei para prosseguirmos....muitos não escutaram e ali permaneceram....
Fui então tomado de uma força, uma raiva, uma impetuosidade que se tornou um grito, e voamos mais rápido e bravamente do que jamais imaginamos.... E no meio daquela loucura de repente ultrapassei algum limite... e entramos numa atmosfera lenta, densa, maravilhosa... Havia uma vibração, um som, que de tanta beleza partia nossos corações, nos silenciava.
Era tanta Perfeição tanta Beleza, tanta Bondade. Enquanto chorávamos imersos nesta beleza, sentíamos a Presença desta harmonia... E girávamos nesta música silenciosa...
E fomos conduzidos aos limites, ultrapassamos este espaço, e agora víamos toda a galáxia, todo o universo. Sentíamos a presença do Poder e da Soberania, o Ser a contemplar o Mundo, ali onde Tempo e Eternidade se separavam. Não éramos capazes de nos reconhecer como nós mesmos, nos sentíamos do tamanho deste universo, além deste espaço, além deste tempo...
E ali esperamos. Aos poucos nos aquietamos e mergulhamos em um silêncio profundo. O universo havia parado. Estávamos imersos na eternidade infinita. [Sohravardi – Arcanjo Empurpurado – Tratado dos Pássaros. Tr. Instituto Nokhooja
Evola Genese Condicionada
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Aqui, então, está um dos pontos extremos no teste das vocações: não desejar "mesmo a mais alta de todas as vidas" — não apenas passar desta margem para a outra, mas apreender o que está para além de ambas.
- As palavras do Desperto são: "A natureza, os deuses, o senhor da geração, Brama, os Resplandecentes, os Poderosos, os Ultrapoderosos, todas as coisas, eu conheci, quão insatisfatórias são todas as coisas: isto eu reconheci e renunciei a todas as coisas, abdiquei de todas as coisas, desapeguei-me de todas as coisas, renunciei a todas as coisas, desdenhei todas as coisas. E nisto, ó Brama, não só sou teu igual em conhecimento, não só não sou inferior a ti, mas sou muito maior do que tu".
- E as palavras: "Isto não é meu, isto não sou eu, isto não é o meu eu" devem ser ditas pelo "filho nobre" para todo aquele mundo também.
- Ainda é "samsara".
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É concebível um limite mais elevado do que este?
- Para o Ariya é concebível.
- O apego, a dependência e o gozo devem ser erradicados também em relação ao objetivo supremo da ascese budista, ou seja, da extinção.
- Aqui está a tentação final e a vitória final.
- Aqui a vontade para o incondicionado aproxima-se do paradoxal.
- A verdade última da série é esta: aquele que pensa a extinção, aquele que pensa na extinção, aquele que pensa "a extinção é minha" e que se regozija na extinção — este homem não conhece a extinção, não conhece o caminho, não deve ser contado entre os "discípulos nobres".
- Mesmo nesta região sentir desejo e apego — pode ser um sublimado — significa não realizar o lugar e a significação da liberação real.
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No instante de entender isto, apreende-se e intui-se a segurança supramundana e o fim da angústia.
- Aquele que já não pensa nem na existência nem na não existência e assim não está apegado a nada para além, já não treme mas alcança a "segurança da calma" supramundana e suprema.
- Ele não treme e por isso não deseja — "não tremendo, por que haveria ele de desejar?"
- Este cume deve ser apreendido pelo "filho nobre", deve ser o seu propósito.
- A força e a certeza daqueles que já não conhecem angústia ou medo são descritas como algo que tem um efeito vertiginoso e temeroso nos outros, tanto humanos como sobre-humanos; quando eles são confrontados por aqueles que conquistaram, e quando ouvem a sua verdade, tornam-se conscientes da sua própria contingência insuspeitada, e a angústia primordial irrompe descontrolada.
- Eles veem o abismo.
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Quando um homem é capaz de experimentar todos estes significados, então a sua vocação está provada, ele está no caminho da revolução pessoal, ele pode tentar seguir o caminho que foi redescoberto pelo Príncipe Siddhattha.
- Mas a este respeito não deve haver ilusão, particularmente no homem moderno.
- Este ponto deve ser bastante claro: o desenvolvimento de acordo com a Doutrina do Despertar implica algo semelhante a uma rutura ou a uma paragem.
- O simbolismo que discutimos deve ser lembrado: enquanto se "vai" é impossível alcançar o ponto onde "o mundo termina".
- Deve-se parar a si mesmo completamente.
- De alguma forma, um elemento extra-samsarico, chamado no Budismo panna (Skt.: prajña), o oposto de avijja, deve manifestar-se.
- Este elemento, com a sua presença, detém a "corrente", da mesma forma que o elemento avijja, desconhecimento, o estado de mania e de "intoxicação", a confirmou.
- Neste ponto já ocorre uma suspensão parcial ou virtual de todos os elementos influenciados por avijja; não é apenas uma questão de uma suspensão, mas também de uma inversão da corrente: o fluxo ou vórtice que tinha gerado o homem comum começa a gerar um ser superior, uttamapurisa: panna torna-se o elemento central que transforma e purifica todas as forças constituintes da personalidade, removendo e destruindo nelas o elemento avijja e a influência dos asava.
- Por esta razão, os textos falam também de uma força especial para além do conhecimento, de uma "energia superior e poderosa" (viriya), que difere das energias humanas normais e que só ela opera o milagre da "liberação da vontade por meio da vontade"; ela fornece a força para a resistência e permite o avanço em direção à liberação suprema.