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Buda

ÍNDIA — BUDA


VIDE: Jatakas

Principal referência: Ananda Coomaraswamy: Pensamento Vivo de Buda

En cuanto al Buddha, se puede decir que representa el elemento transcendente, a través del cual se manifiesta la influencia del Cielo, y que, por consiguiente, «encarna», por así decir, esta influencia al respecto de sus discípulos directos e indirectos, que se transmiten una participación en ella unos a otros, y por una «cadena» continua, mediante los ritos de admisión en el Sangha. Por lo demás, al decir esto del Buddha, pensamos menos en el personaje histórico considerado en sí mismo, cualquiera que haya podido ser de hecho (lo que no tiene más que una importancia enteramente secundaria desde el punto de vista en que nos colocamos aquí), que en lo que representa 1 en virtud de los caracteres simbólicos que le son atribuidos 2 , y que le hacen aparecer ante todo bajo los rasgos del Avatâra 3 . En suma, su manifestación es propiamente el «redescenso del Cielo a la Tierra» del que habla la Tabla de Esmeralda, y el ser que aporta así las influencias celestes a este mundo, después de haberlas «incorporado» a su propia naturaleza, puede decirse que representa verdaderamente el Cielo en relación al dominio humano. Seguramente, esta concepción está muy lejos del budismo «racionalizado» con el que los occidentales han sido familiarizados por los trabajos de los orientalistas; puede que ella responda a un punto de vista «mahâyânista», pero ésta no podría ser una objeción válida para nos, ya que parece que el punto de vista «hinayânista», que se está acostumbrado a presentar como «original», sin duda porque concuerda demasiado bien con algunas ideas preconcebidas, no sea en realidad, antes al contrario, nada más que el producto de una simple degeneración.

Por lo demás, sería menester no tomar la correspondencia que acabamos de indicar por una identidad pura y simple, ya que, si el Buddha representa de una cierta manera el principio «celeste», no obstante, eso no es más que en un sentido relativo, y en tanto que es en realidad el «mediador», es decir, en tanto que desempeña el papel propio del «Hombre Universal» 4 . Así pues, en lo que concierne al Sangha, para asimilarle a la Humanidad, hemos debido restringirnos a la consideración de ésta en el sentido individual exclusivamente (comprendido el estado del «hombre verdadero», que no es todavía más que la perfección de la individualidad); y todavía es menester agregar que la Humanidad aparece aquí como concebida «colectivamente» (puesto que se trata de una «Asamblea») más bien que «específicamente». Por consiguiente, si hemos encontrado aquí una relación comparable a la del Cielo y del Hombre, los dos términos de esta relación están comprendidos, no obstante, en lo que la tradición extremo oriental designa como el «Hombre», en el sentido más completo y más «comprehensivo» de esta palabra, y que debe contener en efecto en sí mismo una imagen de la Gran Tríada toda entera. [René Guénon: TRIRATNA]


Um monge perguntou a Shih-kung, o mestre de quem já falamos:

— Como poderia eu escapar ao nascimento e à morte? O mestre respondeu:

— De que lhe serve escapar dessas coisas? Em outra ocasião, a resposta do mestre foi: — Esse alguém não conhece nascimento e morte. Do ponto de vista do interlocutor, “esse alguém” é, de fato, o problema proposto.

Seria “esse alguém” o Buda?

Yu-ti perguntou a Tao-t’ing, outro discípulo de Ma-tsu: — Quem é o Buda? — O mestre o chamou: — Ó Yu-ti! — Yu-ti respondeu: — O que é, mestre? — E o mestre lhe disse: — Não o procures em nenhum outro lugar.

Mais tarde, um monge contou esta história a Yao-shane este comentou:

— Que pena, ele amarrou esse companheiro e o apertou demais! — O que ele quis dizer com isso? perguntou o monge. Yao-shan também chamou: Ó monge! — e o monge respondeu: — O que é, mestre? — Então Yao-shan perguntou: — O que é isso?

“Isso” de novo! O que quer dizer, desta vez? Será mais uma vez o Buda? Vejamos se uma citação similar nos ajuda a esclarecer a questão.

Um monge perguntou a Pai-chang Hui-hai, o fundador do mosteiro zen: — Quem é o Buda?

Chang: — Quem és tu?

Monge: — Sou fulano de tal.

Chang: — Conheces esse fulano de tal?

Monge: — É claro!

Chang: então levantou o seu hossu e disse: — Estás vendo isso?

Monge: — Estou vendo.

O mestre nada mais disse.

Por que é que Pai-chang permaneceu em silêncio? Será que o monge compreendeu quem é o Buda? Ou será que o mestre desistiu de instruir o monge considerando-o um caso sem esperança? Tanto quanto podemos compreender através de nosso senso comum, o monge respondeu corretamente ao mestre. Nada de errado, então, com o monge? O problema com o Zen é que ele sempre se recusa ao comportamento comum, embora reivindique o comportamento comum. Certo dia, Pai-chang fez este sermão:

“Existe alguém que, embora não tenha comido arroz por muito tempo, mesmo assim não sente fome. Existe outro que, apesar de comer arroz todo o dia, não se sente satisfeito.”

Serão dois indivíduos separados? Ou serão um só e o mesmo indivíduo, apesar de agirem e sentirem de modo diferente? Não existe Buda, neste caso?

Shan-shan Chih-chien foi um outro discípulo de Ma-tsu. Um dia, colhia ervas silvestres com todo o pessoal do mosteiro, quando seu companheiro Nan-ch’uan ergueu um ramo e exclamou: — Isto representa uma bela oferenda! — Imediatamente Chih-chien replicou: — Mas ele não vai dar importância a isso, nem a qualquer outra comida saborosa. — E Nan-ch’uan disse: — Pode ser, mas a menos que cada um de nós sinta o seu gosto uma vez, não chega a ser completo.

“Primeiro, é preciso despertar Prajna na natureza-própria; sem essa experiência, nunca teremos a oportunidade de conhecer o Buda em nós mesmos ou nos outros. Mas esse despertar não constitui um acontecimento especial no nível da consciência empírica: por essa razão, é como o reflexo da lua nas águas de um riacho: não é contínuo, nem descontínuo; transcende o nascimento e a morte: mesmo quando se diz que ele nasce, não conhece o nascimento: mesmo quando se diz que morre, desconhece a morte; somente quando se divisa o estado de não-mente (Inconsciente) é que passam a existir os discursos que nunca foram pronunciados, os atos que nunca foram executados...”

Espero que, por essas passagens, possa chegar-se a vislumbrar alguns aspectos do pensamento zen, tal como o difundiu Hui-neng, e também de seu desenvolvimento posterior. Ver dentro da sua natureza-própria e atingir o estado de Buda: este passou a ser, depois de Hui-neng, o principal ensinamento do Zen-budismo, especialmente na Escola Rinzai do Japão e da China. Essa visão contrasta com a mera reflexão ou contemplação do estado de pureza da natureza-própria ou natureza de Buda; mas algo ainda permanece do antigo hábito da contemplação quietista. Pois, a despeito do fato de que ver é um ato, como mover uma mão ou um pé ou pronunciar palavras, não há um movimento muscular tão perceptível no “ver” quanto no sacudir as mãos ou no emitir sons com a garganta e a boca. E essa peculiaridade anatômica nos leva a associar o ato de ver ao quietismo. Quem tem uma mente mais intelectual pode se satisfazer com essa tendência, mas o caso é diferente para as pessoas muito práticas.


NOTAS:



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