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id da página: 8058 Henry Corbin – IBN ARABI – Forma de Deus Henry Corbin

Corbin Forma Deus

A «Forma de Deus»

  • 1. O Ḥadīth da Visão: a coincidentia oppositorum entre a negação e a afirmação da visão de Deus

    • 1.1. Os dois motivos fundamentais: a recusa divina a Moisés e a visão profética
      • A formulação do versículo corânico "Não Me verás" dirigido a Moisés.
      • O conteúdo do ḥadīth da visão: o testemunho do Profeta Maomé sobre ver Deus na forma de um jovem de beleza ideal.
    • 1.2. A imagem do puer aeternus como símbolo da coincidentia oppositorum
      • A recorrência da imagem do jovem eterno tanto no ḥadīth profético quanto na experiência de Ibn ‛Arabī.
      • A identificação, pela psicologia, desse arquétipo como símbolo da coincidência dos opostos.
    • 1.3. A questão tripla sobre a identidade, origem e significado espiritual da Imagem
      • O questionamento sobre a identidade da Imagem teofânica.
      • A investigação sobre a proveniência e o contexto dessa Imagem.
      • A indagação sobre o grau de realização espiritual anunciado pela sua aparição.
  • 2. A perplexidade teológica e a facilidade taçaufî diante da Imagem teofânica

    • 2.1. A dificuldade de al-Ghazālī com a concepção agnóstica da imagem
      • A interpretação alegórica como recurso limitado da teologia dogmática.
      • A incompreensão do teofanismo de Ibn ‛Arabī como base do problema.
    • 2.2. A análise de ‛Abd al-Karīm Jīlī sobre a dimensão dupla do evento visionário
      • A insistência na realidade plena da Forma determinada e do conteúdo nela incarnado.
      • A análise da coincidentia oppositorum como lei do ser, exigindo a homologação do infinito na forma finita.
  • 3. O alcance da experiência mística: a realização do "polo celeste" do ser e não da Essência indiferenciada

    • 3.1. A rejeição da pretensão de união com a Essência Divina por Ibn ‛Arabī
      • A crítica aos místicos que afirmam "tornar-se um com Deus".
      • A distinção entre atingir a Essência e atingir a determinação divina constitutiva do ser individual.
    • 3.2. A conquista do "Anjo" da pessoa ou do "polo celeste" como ideia eterna do ser
      • A definição do que é alcançado: a Ideia ou Anjo da pessoa, seu polo celeste.
      • A aproximação com o conceito zoroastriano da Daēnā-fravashi.
    • 3.3. A autodeterminação divina como teofania constitutiva da individualidade eterna
      • A teofania no Mundo do Mistério como fundamento da hexeidade eterna do ser humano.
      • A visão do Si mesmo como teofania que se torna angelofania.
    • 3.4. A transformação do monoteísmo unilateral pelo postulado da individuação intrínseca ao Divino
      • A mudança de esquema provocada pela experiência do diálogo íntimo entre o Amante e o Amado.
      • A formulação do desejo por Suhrawardī dirigida à sua Própria Natureza Perfeita.
  • 4. O contexto iconográfico da Imagem: a beleza como teofania por excelência

    • 4.1. A contemplação da beleza humana como fenômeno numinoso no taçawwuf
      • O sentimento de beleza como teofania, prevalente em vasta área do sufismo.
      • A natureza angustiante e temível dessa experiência, que transcende o objeto sensível.
      • A necessidade da sýmpnoia (conspiração) entre o espiritual e o sensorial no amor místico.
    • 4.2. A persistência do ḥadīth da visão e a reflexão de Jāḥiẓ sobre a iconografia cristã
      • O uso do ḥadīth ao longo dos séculos, para horror dos teólogos mu‛tazilitas.
      • A admiração de Jāḥiẓ pela devoção cristã a um Deus em forma humana semelhante à sua.
  • 5. A conformidade com a iconografia do Christus iuvenis e as diferentes cristologias

    • 5.1. A semelhança entre a Imagem do ḥadīth e a representação do Cristo jovem
      • A possível influência da iconografia cristã primitiva nos círculos espirituais onde o ḥadīth surgiu.
      • A conformidade dessa iconografia com a concepção teofânica dos espirituais.
    • 5.2. A distinção fundamental entre a concepção teofânica e a doutrina da Encarnação
      • 5.2.1. A teofania como aparição e irradiação da Divindade através do espelho da humanidade
        • A analogia da luz que brilha através da figura de um vitral.
        • A percepção da união no plano da Luz transfiguradora, na "Presença Imaginativa".
        • O lugar da Presença como a consciência do crente e o tempo como o tempo psíquico vivido.
      • 5.2.2. A Encarnação como união hipostática na carne e na história
        • A mudança iconográfica do puer aeternus para o homem maduro.
        • A ocorrência num fato histórico, situável por coordenadas e como centro do tempo contínuo.
    • 5.3. A descontinuidade das teofanias versus a continuidade da história factual
      • Cada teofania como uma nova criação, descontínua, pertencente à história da individualidade psicológica.
      • A relação com o pensamento estoico, para o qual os fatos são atributos do sujeito e não realidades objetivas.
      • O problema do sincronismo entre o tempo qualitativo subjetivo e o tempo quantitativo da história objetiva.
    • 5.4. O Christos das teofanias como puer aeternus e Angelos
      • A não submissão do Cristo teofânico à ensárkōsis (encarnação) nem à Paixão.
      • A permanência como jovem eterno, o Cristo Anjo das visões do Profeta e de Ibn ‛Arabī.
    • 5.5. A importância de definir qual Cristianismo se compara e as raízes xiitas da iconografia taçaufî
      • A necessidade de clareza sobre a variedade do Cristianismo em discussão.
      • A conexão com a iconografia mental do xiismo, onde a epifania da "Forma de Deus" responde ao conceito de Imām.
  • 6. Em torno da Ka‛aba mística: o grau de experiência religiosa anunciado pela aparição da Imagem

    • 6.1. A visão do Templo no domínio da "Presença Imaginativa" e sua função hermenêutica
      • O Templo como estrutura fechada, da qual emerge uma coluna que é o intérprete do impenetrável.
      • A homologação da coluna com a Pedra Negra e esta com o "Polo místico".
      • A identificação do hermeneuta com o Polo (Quṭb), o Espírito Santo, o Espírito Muhammadico ou o Anjo Gabriel.
    • 6.2. A revelação do segredo do Templo do coração como o Si mesmo divino
      • A visão de Ibn ‛Arabī na sombra da Ka‛aba material, tipificação sensível do Templo imaginado.
      • A resposta à prece de Suhrawardī por meio do encontro com o Jovem Evanescente.
      • O diálogo na fronteira da consciência entre o eu humano e o seu Alter Ego divino.
  • 7. O diálogo e a revelação final: a entrada no Templo e o reconhecimento do Alter Ego divino

    • 7.1. O encontro com o "Jovem Evanescente" e a transformação do Templo em ser vivo
      • A aparição do ser designado como "Orador Silencioso, nem vivo nem morto, o composto-simples".
      • A dúvida do visionário sobre o sentido do ritual e a revelação imediata: "Eis o segredo do Templo".
      • A tomada de consciência da hierarquia espiritual do Companheiro e o pedido de discipulado.
    • 7.2. A autorrevelação do Companheiro como conhecimento, conhecedor e conhecido
      • A declaração: "Eu sou o conhecimento, eu sou aquele que sabe e sou o que é conhecido".
      • A perda de consciência do visionário pela força do amor despertada.
    • 7.3. A circumambulação conjunta em torno do mistério da Essência Divina
      • A ordem divina prévia: "Olha para o Anjo que está contigo e que circumambula ao teu lado".
      • A identificação do Templo místico com o coração do ser: "O Templo que Me contém é teu coração".
      • A circumambulação como a história da Busca interior, representando os sete Atributos divinos da perfeição.
    • 7.4. A entrada no Templo e a revelação da sízygia primordial
      • O comando: "Entra no Templo comigo" e o cumprimento imediato.
      • A revelação pelo Anjo sobre sua própria origem: "Fui existenciado como fragmento da Luz de Eva no estado puro".
      • A revelação do segredo da teofania adâmica que estrutura o Criador-Criatura como uma bi-unidade.
    • 7.5. A teofania como angelofania e a conclusão da "luta pelo Anjo"
      • A conclusão de que toda teofania é, como tal, uma angelofania.
      • A impossibilidade de ver a Essência Divina, que é o próprio Templo, o Mistério do coração.
      • A realização do Homem Perfeito como o encontro com a "Forma de Deus" constitutiva do seu ser.
      • A consumação do combate pelo Anjo, homologando o infinito no finito, o divino no microcosmo.

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