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MAL

BEM — MAL


VIDE: KAKON; ÁRVORE DO CONHECIMENTO

Frithjof Schuon: O ESOTERISMO COMO PRINCÍPIO E COMO VIA


Ananda Coomaraswamy: QUEM É SATÃ E ONDE ESTÁ O INFERNO?

Marco Pallis: HÁ UM PROBLEMA DO MAL?

Andre Allard: L'ILLUMINATION DU COEUR

No Paraíso terrestre, Adão, enquanto se abstinha do pecado, vivia em regime de Clemência e em uma beatitude natural; mas assim que pecou, conheceu a oposição do Bem e do Mal (Árvore do Conhecimento). O Rigor, em Deus, é ele mesmo bom; tem este poder de restrição que limita as criaturas, segundo suas leis, quer dizer segundo suas formas respectivas e essenciais, quando o Sopro do Clemente os produziu à existência a partir dos exemplares arquetípicos cujo lugar é o Verbo. Nisso então, o Rigor é bom, divinamente bom. Entretanto o homem, por desobediência, transgride a Lei e então o Rigor se manifesta como mal, não nele mesmo, certamente, mas em relação ao homem que fez o mal em desobedecendo e, de pronto, ele se encontra nu e sem força em face da Lei, quer dizer, para ele, da morte. A princípio, o mal se entende de duas maneiras. Por um lado, o mal ético é o que se opõe a Deus, como consequência da desobediência, e este mal deve ser castigado pelo Julgamento rigoroso que pronuncia um veredito de morte; por outro lado, o mal aflitivo é o que abate o homem de males ou o priva dos bens que cobiça e de que desfruta: este mal é o efeito do castigo e, de uma maneira ou de outra, atinge todos os homens. Mas, por uma maravilhosa disposição da economia divina, este mal, como Orígenes primeiro viu, é o remédio frequentemente amargo de que Deus faz uso para curar o homem do outro mal, que é o pecado; pois o pecado é essencialmente aquele que se opõe a Deus, este que no homem, se opõe a que o homem conheça o Bem verdadeiro, que é Deus, e que o procure em vão nas criaturas. Assim, enquanto Adão, no Paraíso terrestre, estava livre para fazer o que bem lhe parecesse, fora colher o fruto proibido porque esta única proibição, que devia livremente respeitar, preservava diante de Deus sua condição de criatura livre e vivente, o homem, neste «vale de lágrimas» onde geme por causa das fomes, das guerras, das doenças, das servitudes, está cercado de uma rede de interdições e deve, para superar sua decadência, tomar a única via que conduz a Deus, porque é a este preço que encontrará sua condição primeira e mesmo infinitamente mais que esta condição. Ora, esta Via, que também é a Verdade e a Vida, é o Cristo que, para a salvação dos homens, e embora fosse isento de pecado, aceitou suportar, como Homem, este rigor divino de que, como Deus, era o mestre. O Cristo veio aqui em baixo como a imagem perfeita da Misericórdia divina suportando, como Homem-Jesus, o Rigor divino e o suportando até a morte na cruz, para abrir no triunfo o caminho da Ressurreição. Pois o homem não foi criado para ser existencialmente extinto pelo peso imenso do Existir divino, mas para desfrutar deste Existir em sua mente, em sua alma e em seu corpo.


Vladimir Lossky:

El origen del mal reposa en la libertad del hombre. Por eso el mal es inexcusable, pues sólo tiene origen en la libertad del ser que lo realiza: el hombre da lugar al mal en su voluntad y lo introduce en el mundo.(...) Pero la actitud de Lucifer nos revela la raíz de todo pecado: el orgullo como rebelión contra Dios. El primero que fue llamado a la deificación por la gracia quiso ser dios por sí mismo. Seréis como Dios, dice la serpiente, y así no engaña totalmente al hombre, también llamado a la deificación. Pero aquí, "como" significa la igualdad del resentimiento: dios autónomo contra Dios, dios sin Dios. Cuando Dios llama a Adán (el Hombre) , éste, en lugar de acercarse a su Hacedor, acusa a la mujer que Tú pusiste cerca de mi. El hombre rehúsa su responsabilidad y la proyecta sobre la mujer y sobre Dios mismo. (...)

Desde ese momento, el hombre se separa de Dios y su naturaleza se hace no natural, se vuelve contra su naturaleza: el espíritu humano se invierte.(...) El espíritu debía vivir de Dios; el alma, del espíritu; y el cuerpo, del alma. Pero el espíritu empieza a parasitar el alma al nutrirse de valores no divino. El alma parasita el cuerpo y las pasiones se alzan. El cuerpo finalmente parasita el universo terrestre.(...) Pero Dios introduce una cierta pedagogía para evitar una total desintegración por el mal: más vale morir, es decir, ser excluído del "Arbol de Vida", que vivir eternamente en el pecado (morir de muerte, o la desintegración del pecado).

Mas el mundo verdadero, la verdadera naturaleza se afirmarán por la Gracia. El pecado inicia el drama de la salvación. El Cristo, segundo Adán, elegirá a Dios allí donde el primer Adán se había elegido a sí mismo. Satán ofrecerá al Cristo la misma tentación, mas tres veces la tentación se quebrará contra las voluntades unidas de Dios y del hombre.