- beatitudes: bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça; bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça
- buscai primeiro o reino de deus
Dicionário Teológico do Novo Testamento, coenen, Beyreuther, Bietenhard
António Caeiro: A arete como possibilidade extrema do humano
Reto, Retidão, Justiça (Recht, Gerechtigkeit) (Recht: reto, justo, exato; Gerechtigkeit. retidão, justiça)
Justiça (Gerechtigkeit) diz respeito à retidão, pois contém a palavra recht, que significa reto, direito, no sentido de ereto. Portanto, sem curvas, torturas e torneios, sem desvios, sem senões e titubeios, de alguém que está aberto na fidelidade da sua identidade ao que é da identidade do outro. O justo é quem sabe corresponder à identidade do outro, plenamente, deixando-o ser. Essa conotação da precisão na fidelidade da identidade sua e do outro, faz-nos entender o reto como justo, afeito à precisão da medida própria de cada ente. Ser reto, ereto, conota o estar de pé, cabeça erguida, não na empáfia da pretensão orgulhosa, mas no erguer-se, no identificar-se com, no levantar-se a partir da sua nascividade, da sua natureza. Quem é natural assim é o filho, livre, com o direito à herança, que se move no clã como quem está em casa, e não como escravo, encurvado debaixo de um poder a ele inadequado, imposto de fora. O homem justo, isto é, reto, ereto, está na medida verdadeira, isto é, ajustada na identidade do seu ser. E o ser do homem, na sua essência é igualdade com Deus, ser filho no Filho de Deus, na filiação divina. Estar solto, livre, sem nada, nada tendo nem acima nem abaixo, nem à direita nem à esquerda, estar assim à vontade, em casa, no ser filho de Deus é a liberdade. Esse modo de ser livre é a retidão, a Gerechtigkeit, a justiça. [Nota do tradutor Enio Giachini, aos Sermões de Mestre Eckhart]
Veja também: SERMÃO VI
A noção de Justiça na tradição chinesa aparece assim como o atributo essencial, fundamental, do poder imperial antigo. Um imperador injusto expõe ao piores perigos físicos, materiais, todo o Império. As colheitas serão perdidas, o gado perecerá, o comércio estará em risco, monstros nascerão, o «Céu» e a «Terra» testemunharão de sua cólera por cataclismos sem número. Eis poque quase todas as sociedades secretas chinesas que se propunham a derrubar uma dinastia reinante só tinham uma palavra de ordem: «lutar pela Justiça» que não se deve evidentemente interpretar como a afirmação de uma ética sem cometer assim um grave contrassenso. Em realidade, o camponês, o negociante chinês compreendia de pronto o que significava, praticamente, o retorno ao equilíbrio assim exigido: melhores colheitas, afazeres prósperos, etc. [Alleau: ASPECTS DE L'ALCHIMIE TRADITIONNELLE]
¿Cómo se explica esta situación? Zhuangzi contesta que toda esta confusión tiene su origen en la tendencia natural de la Razón a pensar todo en función de la oposición entre lo «correcto» y lo «erróneo». Esta tendencia natural es producto de un concepto esencialista del Ser. La Razón natural es susceptible de pensar que una cosa «correcta» o «errónea» desde el punto de vista convencional o subjetivo es lo uno o lo otro en esencia. Sin embargo, en realidad, nada es esencialmente «correcto» o «erróneo». Lo «correcto» y lo «erróneo» son cuestiones relativas.
De acuerdo con esta postura no esencialista, Zhuangzi afirma que la única actitud justificable consiste en conocer, ante todo, la relatividad de lo «correcto» y lo «erróneo», y transcender dicho relativismo para pasar a la fase de «igualación» de todas las cosas, fase en que todo está esencialmente indiferenciado, si bien cada cosa, en un grado inferior de la realidad, es relativamente diferente y distinta de las demás. Zhuangzi da a esta actitud característica del «hombre verdadero» el nombre de tian ni (Nivelación celestial), tian jun (Igualación celestial) o man yan (Ausencia de límites).
Lo «correcto» no es «correcto» y «así» no es «así». Si [lo que uno considera como] «correcto» fuera [absolutamente] «correcto», sería [absolutamente] diferente de lo que no es «correcto», y no tendría sentido discutir sobre ello. Y si «así» fuera [absolutamente) «así», sería [[absolutamente] diferente de «no así», y no cabría discusión alguna.
Por tanto, en el perpetuo proceso de las «tesis cambiantes», [como «correcto» ➔ «incorrecto» ➔ «correcto» ➔ «incorrecto» etc., las tesis y las antítesis] dependen unas de otras. Y [dado que esta dependencia relativiza toda la cadena de tesis y antítesis,] se puede considerar que no se oponen entre sí.
[Ante esta situación, la única actitud razonable] es armonizar todas esas [tesis y antítesis] en la Nivelación celestial y devolver [las perpetuas oposiciones entre los existentes] al estado de Ausencia de límites. [Toshihiko Izutsu – Sufismo e Taoismo]
PÁGINAS:
Raimundo Lulio: JUSTIÇA
EL JUSTO Y SU GENERACIÓN
CITAÇÕES: